27/03/2018
Funcef anuncia que divulgará balanço 2017 somente às vésperas de suas eleições
A Funcef anunciou que publicará o balanço anual de 2017 no dia 28 de março. Mas, o que esperar desse relatório diante de tantas incertezas na gestão? Circulam rumores de que a Fundação registrará deficit em torno de R$ 8 bilhões. Os comentários giram em torno do pesado impacto da redução da meta atuarial nos resultados. Uma possível reclassificação contábil do contencioso, já aventada pela atual gestão, pode ser um artifício da diretoria na tentativa de não ter que cobrar da patrocinadora a conta do passivo trabalhista que demandava provisionamento de R$ 2,5 bilhões até novembro. A uma semana do primeiro turno das eleições (2 a 4 de abril), os participantes seguem sem saber a real situação da Funcef.
Na avaliação do presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a publicação do balanço em data tão próxima às eleições prejudica o processo, porque as chapas que não fazem parte da atual gestão não terão acesso aos dados em tempo hábil para analisar e se posicionar sobre os resultados. “Fica a impressão de que diretoria da Funcef segura o balanço com receio de que a reação dos participantes será ruim, afinal, ainda haverá um deficit maior que o que havia no início da atual gestão”, questiona.
Funcef perde oportunidade de recuperação
Uma das causas de frustração nas expectativas dos participantes é a baixa recuperação de resultados devido à concentração de investimentos em renda fixa. Em um ano de alta na bolsa de valores, os fundos de pensão que tinham maior volume de recursos alocado em renda variável se beneficiaram da onda positiva e cravaram resultados mais expressivos. Entre janeiro e outubro de 2017, a inflação acumulada pelo INPC, índice adotado para os planos da Funcef, foi de 1,62%, enquanto o índice Ibovespa cresceu 15 vezes mais, com alta de 24,7%.
Na Previ, o Plano 1 - equivalente ao REG/Replan da Funcef, obteve rentabilidade de 21,34% da carteira de renda variável em 2017 ante a meta de 7,17%. Com isso, o fundo de pensão do pessoal do Banco do Brasil reduziu substancialmente o deficit, de R$ 13,9 bilhões para pouco mais de R$ 4 bilhões. Na Funcef, apesar da rentabilidade mais elevada percebida nos investimentos de renda variável e estruturados, a opção da atual gestão está baseada na renda fixa. No Novo Plano, por exemplo, aproximadamente 70% dos recursos estão alocados em títulos públicos e similares.
“A diretoria da Funcef busca uma estratégia mais cômoda e segue na direção contrária dos outros fundos. Com isso, perdemos uma grande oportunidade de recuperação, e quem paga são os participantes”, observa Jair Ferreira.
O peso da redução da meta
Em janeiro, a Funcef reduziu a meta atuarial de uma vez só, em 1 p.p. para 4,5%. A diretoria da Funcef calcula serem necessários R$ 6 bilhões para bancar a redução e já implementou a medida, enquanto o fundo, considerados todos os planos, acumula R$ 12,2 bilhões em deficits até novembro de 2017. Os recursos para cobrir o ajuste serão retirados dos planos e já começaram a comprometer seus resultados, embora não se saiba oficialmente em que proporção.
Para quem planeja se aposentar, as perdas já se concretizaram. No REB e no Novo Plano, quem tem acessado a área de Autoatendimento no site da Funcef para realizar simulações de benefícios, encontra valores cerca de 10% menores em comparação com dezembro do ano passado.
Na avaliação do presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a publicação do balanço em data tão próxima às eleições prejudica o processo, porque as chapas que não fazem parte da atual gestão não terão acesso aos dados em tempo hábil para analisar e se posicionar sobre os resultados. “Fica a impressão de que diretoria da Funcef segura o balanço com receio de que a reação dos participantes será ruim, afinal, ainda haverá um deficit maior que o que havia no início da atual gestão”, questiona.
Funcef perde oportunidade de recuperação
Uma das causas de frustração nas expectativas dos participantes é a baixa recuperação de resultados devido à concentração de investimentos em renda fixa. Em um ano de alta na bolsa de valores, os fundos de pensão que tinham maior volume de recursos alocado em renda variável se beneficiaram da onda positiva e cravaram resultados mais expressivos. Entre janeiro e outubro de 2017, a inflação acumulada pelo INPC, índice adotado para os planos da Funcef, foi de 1,62%, enquanto o índice Ibovespa cresceu 15 vezes mais, com alta de 24,7%.
Na Previ, o Plano 1 - equivalente ao REG/Replan da Funcef, obteve rentabilidade de 21,34% da carteira de renda variável em 2017 ante a meta de 7,17%. Com isso, o fundo de pensão do pessoal do Banco do Brasil reduziu substancialmente o deficit, de R$ 13,9 bilhões para pouco mais de R$ 4 bilhões. Na Funcef, apesar da rentabilidade mais elevada percebida nos investimentos de renda variável e estruturados, a opção da atual gestão está baseada na renda fixa. No Novo Plano, por exemplo, aproximadamente 70% dos recursos estão alocados em títulos públicos e similares.
“A diretoria da Funcef busca uma estratégia mais cômoda e segue na direção contrária dos outros fundos. Com isso, perdemos uma grande oportunidade de recuperação, e quem paga são os participantes”, observa Jair Ferreira.
O peso da redução da meta
Em janeiro, a Funcef reduziu a meta atuarial de uma vez só, em 1 p.p. para 4,5%. A diretoria da Funcef calcula serem necessários R$ 6 bilhões para bancar a redução e já implementou a medida, enquanto o fundo, considerados todos os planos, acumula R$ 12,2 bilhões em deficits até novembro de 2017. Os recursos para cobrir o ajuste serão retirados dos planos e já começaram a comprometer seus resultados, embora não se saiba oficialmente em que proporção.
Para quem planeja se aposentar, as perdas já se concretizaram. No REB e no Novo Plano, quem tem acessado a área de Autoatendimento no site da Funcef para realizar simulações de benefícios, encontra valores cerca de 10% menores em comparação com dezembro do ano passado.
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