22/03/2018
Resistir é preciso: acordo entre banqueiros e governo federal deve lesar categoria bancária
A nociva aliança entre os banqueiros e o governo federal resultou em mais um golpe contra a categoria bancária no País. Em comunicado enviado a todos os bancos na última sexta-feira (16), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anuncia um “Acordo de Cooperação Técnica para Otimização do Processo de Reabilitação Profissional”, firmado com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A medida poderá ter consequências negativas para os bancários, como cortes na concessão de benefícios pelo INSS, subnotificação de acidentes de trabalho e redução de fatores dirigidos ao pagamento de indenizações trabalhistas.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região pretende combater o instrumento ilegal a fim de evitar ataques aos benefícios previdenciários requeridos pelos trabalhadores do ramo financeiro.
De acordo com os marcos legais da Previdência Social, as discussões e acordos que envolvam saúde do trabalhador devem ser realizados, obrigatoriamente, por uma mesa tripartite, composta pelas seguintes representações: governo federal, empregador e empregados. Entretanto, o referido acordo foi firmado em 19 de outubro de 2017, sem a necessária participação do movimento sindical.
A Febraban está passando por cima da legislação e desrespeitando a Convenção Coletiva de Trabalho, que contempla os programas de Readaptação Ocupacional nos termos que foram discutidos pela COE de cada banco. O movimento sindical estuda medidas jurídicas para questionar a validade desse acordo, pois trata-se de mais uma afronta aos direitos dos bancários.
Em 2013, a citada federação também já havia tentado firmar tratativa direta com o INSS, mas foi impedida por ações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT). Na época, uma delegação foi recebida pelo então direção do INSS, que assegurou que nenhum acordo seria assinado.
O acordo revela a postura que a Febraban tem assumido nas mesas de negociação, sem tratar de cláusulas de saúde, segurança e condições de trabalho desde novembro do ano passado. Confirma ainda o alerta realizado pelo Sindicato de que o atual governo trabalha para satisfazer exclusivamente o setor patronal, impondo perdas aos trabalhadores.
A situação foi incluída em caráter de urgência na pauta da próxima reunião do Comando Nacional dos Bancários, marcada para esta semana, em São Paulo.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região pretende combater o instrumento ilegal a fim de evitar ataques aos benefícios previdenciários requeridos pelos trabalhadores do ramo financeiro.
De acordo com os marcos legais da Previdência Social, as discussões e acordos que envolvam saúde do trabalhador devem ser realizados, obrigatoriamente, por uma mesa tripartite, composta pelas seguintes representações: governo federal, empregador e empregados. Entretanto, o referido acordo foi firmado em 19 de outubro de 2017, sem a necessária participação do movimento sindical.
A Febraban está passando por cima da legislação e desrespeitando a Convenção Coletiva de Trabalho, que contempla os programas de Readaptação Ocupacional nos termos que foram discutidos pela COE de cada banco. O movimento sindical estuda medidas jurídicas para questionar a validade desse acordo, pois trata-se de mais uma afronta aos direitos dos bancários.
Em 2013, a citada federação também já havia tentado firmar tratativa direta com o INSS, mas foi impedida por ações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT). Na época, uma delegação foi recebida pelo então direção do INSS, que assegurou que nenhum acordo seria assinado.
O acordo revela a postura que a Febraban tem assumido nas mesas de negociação, sem tratar de cláusulas de saúde, segurança e condições de trabalho desde novembro do ano passado. Confirma ainda o alerta realizado pelo Sindicato de que o atual governo trabalha para satisfazer exclusivamente o setor patronal, impondo perdas aos trabalhadores.
A situação foi incluída em caráter de urgência na pauta da próxima reunião do Comando Nacional dos Bancários, marcada para esta semana, em São Paulo.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- Contraf-CUT lança cartilha sobre riscos psicossociais e reforça debate sobre saúde mental no trabalho bancário