Não dê ouvidos a boatos sobre o fim do pagamento do plano para os aposentados
O Sindicato de São Paulo divulgou matéria com informações aos funcionários do Banco do Brasil rebatendo boatos que estão circulando nas Redes Sociais de que o banco pretende não pagar mais o plano da Cassi para aposentados
Tem circulado mensagem entre os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil, ativos e aposentados, com informações inverídicas sobre suposta intenção do banco em não pagar mais os planos da Cassi, a caixa de assistência, para os aposentados, chamados de pós-laborais, a partir de um plebiscito. O Sindicato de São Paulo esclarece que tal informação não procede, uma vez que existe negociação válida sobre a Cassi até 2019.
“A proposta de retirar o compromisso do banco com os aposentados foi a primeira apresentada pelo BB em 2016 em negociação sobre a Cassi. Tratava-se da criação de um fundo cujo valor correspondia as obrigações com os já aposentados e com funcionários da ativa quando aposentados. Sindicatos e outras entidades representativas uniram forças e esclareceram os perigos da proposta. Como resultado desta mobilização e de debates, conseguimos reafirmar o compromisso do BB com a saúde de seus funcionários, obrigando o banco a aumentar sua contribuição com a entidade na mesma proporção que os associados e funcionários do BB até 2019”, esclarece o integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, João Fukunaga.
“Lembrando que o acordo assinado, válido até 2019, nunca foi tratado como solução definitiva para a Cassi, e sim para evitar justamente a desresponsabilização do BB com a aposentadoria; a intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde); e como uma forma de pensar conjuntamente soluções mais perenes para nossa caixa de saúde”, acrescenta.
Ele lembra que a ameaça real a Cassi, e todos os planos de saúde do funcionalismo público, parte do governo Temer. Duas resoluções não oficiais da CGPAR – órgão vinculado ao Ministério do Planejamento – descrevem propostas que na prática inviabilizam os planos de saúde de empresas públicas, como é o caso da Cassi.
Dentre as mudanças estão: a paridade de custeio entre a mantenedora (empresa estatal) e empregados (50% para cada parte); imposição de limite de gastos com assistência à saúde a 8% da folha de pagamento de ativos e aposentados; novas adesões aos planos existentes só poderão ser feitas se as contribuições forem distintas por faixa etária e faixa salarial; todo plano de empresa estatal deverá cobrir coparticipação nos serviços de saúde.
“Entendemos que se trata de franco ataque do governo aos direitos dos trabalhadores e que será necessária muita luta e organização dos trabalhadores para defendermos nossos direitos e entidades. Porém, o que vale especificamente para a Cassi é a carta de compromissos assinada pelo BB, Contraf e demais entidades representativas dos funcionários; e o acordo de aumento da contribuição de forma esporádica dos associados e do BB até 2019, aliado ao compromisso do BB em discutir medidas estruturantes na entidade que visem a sua perenidade”, conclui João.
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