Sem compromisso com você, governo Temer pretende vender seu patrimônio público
Um governo que não pensa no povo. Essa é a melhor definição da gestão que tomou de golpe o país há mais de um ano. De lá para cá, a esmagadora maioria do povo brasileiro – ou seja, os trabalhadores – vêm perdendo direitos, empregos e correm o risco de perder também seu patrimônio.
O governo Temer e a parte do Congresso Nacional formada por parlamentares ligados a grandes empresas estão dispostos a vender o Brasil e tornar o país, novamente, refém do capital internacional e do rentismo que afundou a nação nos anos 1990.
Diante disso, os movimentos sindical e social estão mobilizados, em campanha na defesa dos bancos públicos e contra o desmonte das demais empresas públicas.
“Não estão de olho apenas no Banco do Brasil e na Caixa. Querem privatizar tudo que puderem. Doria está entregando São Paulo às empresas privadas, assim como o governador Geraldo Alckmin. E o governo federal também, privatizando empresas como a Eletrobrás e a Petrobras. Por isso é preciso esclarecer à sociedade sobre os riscos que o país está correndo e mobilizar todos para essa luta”, disse a dirigente sindical Ivone Silva.
A vice-presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, lembra outros casos nos quais a entrega do patrimônio brasileiro à iniciativa privada vai prejudicar a sociedade como um todo. “Entregar a Petrobras é comprometer recursos que estavam reservados para saúde e educação. Já abriram a possibilidade de estrangeiros comprarem terra de maneira ilimitada no Brasil. Isso significa que os estrangeiros estão de olho nos minérios que há nessa terra, na água que tem sob ela. Estão querendo privatizar até a Casa da Moeda! Então é fundamental defender as empresas públicas.”
Bancos - O governo Temer está promovendo uma série de ataques aos bancos públicos e a população é a maior prejudicada. O Banco do Brasil já eliminou 10 mil postos de trabalho e fechou 400 agências. A Caixa Federal cortou 4,7 mil vagas de emprego e quer fechar outras 5 mil. São menos bancários e agências para atender a população e mais sobrecarga de trabalho. Além disso, a direção da Caixa está reduzindo departamentos responsáveis pelas funções sociais do banco, como os que gerenciam o FGTS, os programas sociais e o crédito habitacional. O governo também vai aumentar o custo dos empréstimos do BNDES.
Banco do Brasil, Caixa e BNDES são fundamentais para o desenvolvimento do país. A diminuição desses bancos afeta diretamente a vida do povo e só beneficia os bancos privados, que terão ainda menos concorrência e poderão cobrar juros e tarifas ainda mais caras da população e do setor produtivo.
> Cartilha detalha a importância dos bancos públicos para o país

Defender a Petrobras é defender o Brasil - As empresas estrangeiras estão sempre de olho nesse patrimônio nacional criado em 1953. Privatizar a Petrobras é entregar o petróleo e seus lucros, acabar com o desenvolvimento econômico e social proporcionado pela empresa pública e deixar para estrangeiros a tecnologia do Pré-Sal desenvolvida por brasileiros. No primeiro semestre de 2017, a Petrobras gerou caixa de R$ 22,7 bilhões e lucro de R$ 4,8 bilhões. Esses recursos voltam para a economia interna e para a sociedade. Michel Temer e Pedro Parente mentem quando dizem que a Petrobras está quebrada.
Eletrobras - Michel Temer, rejeitado por 95% da população, quer entregar a soberania energética nacional para estrangeiros com a venda da Eletrobras, a maior empresa de geração de energia brasileira. Um terço da capacidade elétrica do país depende da empresa que teve lucro de R$ 3,4 bilhões em 2016. Países como Alemanha e até Estados Unidos barraram a venda de seus ativos energéticos, porque sabem que entregar o controle da geração e distribuição de energia deixa a população à mercê de interesses do mercado e de países estrangeiros, que vão encarecer a tarifa.
A Real Situação dos Correios - O governo Temer e o presidente dos Correios querem a privatização e para isso estão desmontando a empresa. A qualidade do serviço está pior e os atrasos em cartas, encomendas, boletos e demais correspondências não é por culpa do carteiro ou dos atendentes. Desde 2011 não tem concurso para contratação. Enquanto isso, os Correios abriram vários Programas de Demissões que eliminaram mais de 10 mil postos de trabalho, e o governo quer reduzir mais 10 mil vagas. Isso só vai piorar a situação. O presidente da empresa recusa-se a debater com os trabalhadores a real situação dos Correios e não apresenta proposta real aos trabalhadores, que se não tiverem alternativas entrarão em greve dia 19 de setembro. Pedimos a todos que apoiem os Correios e cobrem da direção da estatal mais respeito.
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