Governo já perdoou R$ 27 bilhões de bancos privados em 2017. Valor ainda pode aumentar
Só neste ano, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) perdoou R$ 27 bilhões em dívidas de bancos privados. O valor se refere aos processos o Itaú Unibanco e do Santander, que ainda aguardam o perdão de outro R$ 1,138 bilhão. O Carf é o órgão da Receita Federal encarregado de combater e tomar providências contra a sonegação e a evasão fiscal.
Em um dos processos vencidos pelo Itaú, em abril, o banco deixou de pagar R$ 25 bilhões em Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A instituição, ao se unir com o Unibanco, foi acusada de aferir ganhos de capital sobre os quais não pagou os dois tributos.
O ex-relator do caso, Carlos Figueiredo Neto, foi preso, em 2016, durante um desdobramento da Operação Zelotes, desencadeada pela Polícia Federal para apurar casos de corrupção envolvendo integrantes do Carf e empresas investigadas. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele cobrou propina do banco para livrá-lo da dívida.
Sonegação é duas vezes maior que o rombo de R$ 159 bilhões projetado por Temer
Apesar de o volume de recursos sonegados no país ser estimado em R$ 330 bilhões este anos, até este 20 de agosto – em média, seriam sonegados R$ 18 mil por segundo, segundo o Sindicato Nacional de Procuradores da Fazenda (Sinprofaz) – tanto as ações da Zelotes quanto os trabalho da CPI criada para investigar o Carf, em 2015, acabaram abafados. Nenhuma suspeita envolvendo grandes bancos, montadoras, empreiteiras e até empresas de comunicação (como a RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul) ganhou minutos no Jornal Nacional, capas de revista ou manchetes de jornais.
Os outros R$ 2 bilhões relativos ao processo do banco Santander, por aproveitamento indevido de ágio na compra do antigo Banespa. A cobrança inicial era de R$ 4 bilhões, mas caiu pela metade.
Mais perdão?
O Itaú também aguarda a oficialização de mais R$ 775,8 milhões perdoados. Em julho, o Carf livrou o banco de pagar a dívida fiscal. Ele era acusado de cometer irregularidades na distribuição de juros sobre capital próprio.
Outro banco também pode ter mais dívidas perdoadas. O Santander também venceu outro processo no conselho, no valor de R$ 338 milhões. A acusação era de que a instituição, ao comprar o Banco Sudameris pelo Grupo ABN, em 2007, também herdaria o processo de não pagamento do IRPJ e CSLL.
MAIS NOTÍCIAS
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio