CUT confirma greve geral contra as reformas do governo Temer para o dia 30 de junho
Esse foi o recado dado pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, durante encontro da direção da central realizado na última quinta-feira 22, em São Paulo, quando a entidade reafirmou a disposição para a greve geral do dia 30 de junho.
Na avaliação do dirigente, a paralisação anterior, do dia 28 de abril, e o Ocupa Brasília, em 24 de maio, conseguiram mexer com o único fiapo que ainda sustenta Temer no poder, uma base conservadora no Congresso que busca acelerar a tramitação das reformas que, na prática, significam o fim dos direitos trabalhistas e da aposentadoria pública.
A derrota da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais no Senado (CAS), defendeu Vagner, é algo que deve ser usado como argumento, inclusive, para convocar toda a sociedade a aderir à greve. “Jamais o governo esperava que fosse perder a votação na CAS, com sua própria base votando contra, com senadores chamando Temer de corrupto e convocando Diretas Já! O que promoveu essa mudança foi nossa pressão e entramos quebrando o imenso apoio parlamentar, já que esse governo não tem qualquer apoio popular e social. Convocamos todas as centrais e todos os sindicatos para estarem nessa greve. Não acreditamos numa saída negociada com golpista”.
Vagner voltou a dizer que não aceita discutir um programa de redução de danos na retirada dos direitos trabalhistas. “Apostamos na greve, no enfrentamento e na construção do dia 30. Suspender essa mobilização agora ajudaria o governo golpista no ataque aos trabalhadores e seus direitos”.
Reaja! - O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Roberto Carlos Vicentim, lembra que além da greve geral e mobilizações, é preciso manter a pressão sobre os parlamentares também pelo mundo digital, enviando e-mails para alertá-los de que, se votarem a favor das reformas, não serão reeleitos. A reforma da Previdência ainda está na Câmara, então mande e-mails para os deputados. A trabalhista já foi aprovada pelos deputados e agora no Senado, então, mande e-mail para os senadores. Faça isso agora! É fácil, não leva mais do que alguns minutos.
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