Ameaças a CLT continuam. Rumo à greve geral!
As reformas capitaneadas por Temer têm por trás o interesse do mercado financeiro, dos rentistas, banqueiros, da Fiesp, CNI e outros setores patronais dos mais ricos do país. Se esse desmonte contra os direitos dos trabalhadores ainda não passou, foi graças à mobilização nas ruas. E a luta tem de continuar, ainda mais força!
Mesmo em meio a um caos político sem precedentes – no qual o presidente da República é suspeito de corrupção, cobrança e pagamento de propinas, assim como boa parte da base aliada no Congresso – o governo Temer insiste em levar adiante suas “reformas” que, se aprovadas, acabam com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e com o direito à aposentadoria.
A reforma trabalhista (PLC 38/2017), com tramitação mais adiantada que a reforma da Previdência, deve ser votada nesta terça-feira 6, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) - mande e-mail exigindo dos senadores que votem contra (veja abaixo). Se aprovado, o texto terá de passar por mais duas comissões antes de ir ao plenário do Senado: Assuntos Sociais (CAS) e Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Uma vez no plenário, o projeto necessita de maioria simples – ou seja, metade dos votos mais um –, em turno único, para ser aprovado e seguir para sanção presidencial.
“Somente a mobilização poderá barrar os retrocessos impostos pela reforma à classe trabalhadora. Precisamos nos unir para impedir que parlamentares rasguem a CLT e acabem com nossos direitos simplesmente para beneficiar o mercado financeiro e os monopólios empresariais", enfatiza o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva Roberto Carlos Vicentim.
Banqueiros têm defendido as “reformas” de Temer por meio de declarações públicas e notas oficiais das instituições que comandam. Propagam a falsa ideia da `modernização´ das leis, mas o que querem é lucrar ainda mais acabando com os direitos dos trabalhadores. "Nós, trabalhadores do setor bancário, precisamos protestar contra o desmonte das relações de trabalho pretendidas pelo governo Temer e acabar de vez com as ameaças de retrocesso."

Greve geral dia 30 – E vem aí uma nova greve geral contra a retirada de direitos. As centrais sindicais definiram a data para 30 de junho. No dia 20, ocorre o esquenta para a greve geral com atos e panfletagens em todo o país.
“Mas, se o Congresso Nacional, mesmo com tudo que temos feito, resolver antecipar a votação das reformas, vamos antecipar também as mobilizações”, alerta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.
“Vamos parar o Brasil mais uma vez, para que os parlamentares entendam de uma vez por todas que, se aprovarem a retirada dos nossos direitos em benefício dos setores mais ricos do país, nunca mais serão eleitos”, conclui.
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