08 de março: Mulheres na luta contra o corte de direitos trabalhistas e previdenciários
O atual governo pretende igualar as condições de homens e mulheres para se aposentar e quer ampliar o tempo de contribuição sem considerar as diferenças sociais entre os gêneros. Para ter direito a aposentadoria integral, além de no mínimo 65 anos, elas terão que ter contribuído por 49 anos.
“O governo Temer está promovendo um desmonte geral nos direitos constitucionais. Esta reforma, na verdade, tem o objetivo de acabar com a Previdência e quem mais será atingida é a mulher trabalhadora, que já acumula dupla ou tripla jornada, ganha menos que os homens realizando o mesmo trabalho. É um retrocesso tão grande nas conquistas sociais que é possível prever o aumento da pobreza, das dificuldades de emprego e para a conquista da aposentadoria”, afirmou Aline Molina, presidenta da FETEC-CUT/SP.
Mesmo homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 serão atingidos. A regra de transição proposta pelo governo obrigará que eles e elas trabalhem 50% a mais do tempo que resta para a aposentadoria.
Manifestações
Todas as manifestações organizadas pela CUT até o Dia Nacional de Paralisação (15 de março) serão realizadas em parceria com movimentos sociais, buscando contar com o conjunto dos sindicatos e da classe trabalhadora.
Paternidade responsável e relações compartilhadas
Em meio a tantas ameaças e ataques aos direitos dos trabalhadores, a categoria bancária obteve uma importante vitória que contribui para as relações compartilhadas. Uma das conquistas da Campanha Nacional Unificada de 2016, foi a inclusão na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários a cláusula 26, que amplia de oito para 20 dias a licença paternidade para os bancários que participarem de um programa de formação sobre paternidade responsável.
As entidades filiadas à FETEC-CUT/SP estão preparando formação para suas bases e os bancários interessados devem entrar em contato com seu sindicato.

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