24/02/2017
Ataque aos bancos públicos prejudica a todos
Se um banqueiro estivesse na condução do Brasil não faria melhor. As medidas anunciadas pelo governo Temer nas reformas da Previdência e Trabalhista agradam bancos e seus acionistas – e prejudicam a esmagadora maioria da população.
Afinal, dificultar o acesso à aposentadoria já fez com que a receita com planos de previdência privada subisse ainda mais nas maiores instituições financeiras do país em 2016. Ou permitir a terceirização ilimitada, acabando com empregos e direitos duramente conquistados, que anualmente os patrões tentam derrubar nas campanhas salariais.
Mas, para piorar, o Brasil tem um banqueiro na condução da economia. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, foi economista-chefe e sócio do Itaú. Indicado por Temer logo após o golpe, ainda no governo interino, em maio de 2016, Goldfajn nunca escondeu ser defensor do aumento da idade mínima para se aposentar e do desemprego e recessão como formas de combater a inflação.
Como autoridade da economia nacional, começa a colocar em prática esses planos. Em 20 de dezembro passado, o presidente do BC anunciou a Agenda BC Mais.
Uma das medidas refere-se ao chamado crédito direcionado (habitacional, BNDES e rural), controlado pelos bancos públicos. Esse tipo de empréstimo, com juros mais baixos, é tratado pelo BC como “problema” pelo impacto que “induz” ao aumento das taxas no crédito livre. O documento vê no crédito direcionado interferência negativa na livre formação da taxa de juros de mercado.
Contra os bancos públicos – Atacar o crédito direcionado é atacar os bancos públicos. O BB financia 61,3% do crédito agrícola no país. A Caixa é responsável por 66,8% do financiamento de imóveis, incluindo o Minha Casa Minha Vida.
“Além da extinção de quase 10 mil postos de trabalho em cada um desses bancos, via planos de demissão incentivada, do fechamento de centenas de agências, agora o governo, com a ajuda do Banco Central, investe contra BB e Caixa colocando em risco o crédito direcionado”, critica a dirigente sindical, Juvandia Moreira. “Mas assim como cortes de empregos e fechamento de agências, as medidas que são ruins para os bancários são péssimas para toda população. O crédito habitacional é responsável pela criação de milhões de postos de trabalho. Sem o agrícola, os preços dos alimentos subirão absurdamente. Esse governo quer acabar com o povo brasileiro, torná-lo escravo dos que têm dinheiro e isso não vamos aceitar.”
Em nota técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) reforça que tais medidas não servirão para baixar juros, aumentar investimentos e consumo: “ao sinalizar a possibilidade de revisão da política de crédito direcionado, o Banco Central atua em sentido contrário a esse objetivo, pois essa política tem propiciado uma das poucas fontes de crédito que ainda irrigam a economia numa conjuntura de grave recessão”.
Não aceite calado! - Em assembleia para eleição de delegados ao congresso da Contraf-CUT, os bancários aprovaram também a participação nos protestos contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos. Um grande ato reunirá cidadãos e trabalhadores de todas as categorias, no dia 15 de março, a partir das 15h, no Masp (Avenida Paulista 1.578). Você é fundamental nessa luta!
Afinal, dificultar o acesso à aposentadoria já fez com que a receita com planos de previdência privada subisse ainda mais nas maiores instituições financeiras do país em 2016. Ou permitir a terceirização ilimitada, acabando com empregos e direitos duramente conquistados, que anualmente os patrões tentam derrubar nas campanhas salariais.
Mas, para piorar, o Brasil tem um banqueiro na condução da economia. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, foi economista-chefe e sócio do Itaú. Indicado por Temer logo após o golpe, ainda no governo interino, em maio de 2016, Goldfajn nunca escondeu ser defensor do aumento da idade mínima para se aposentar e do desemprego e recessão como formas de combater a inflação.
Como autoridade da economia nacional, começa a colocar em prática esses planos. Em 20 de dezembro passado, o presidente do BC anunciou a Agenda BC Mais.
Uma das medidas refere-se ao chamado crédito direcionado (habitacional, BNDES e rural), controlado pelos bancos públicos. Esse tipo de empréstimo, com juros mais baixos, é tratado pelo BC como “problema” pelo impacto que “induz” ao aumento das taxas no crédito livre. O documento vê no crédito direcionado interferência negativa na livre formação da taxa de juros de mercado.
Contra os bancos públicos – Atacar o crédito direcionado é atacar os bancos públicos. O BB financia 61,3% do crédito agrícola no país. A Caixa é responsável por 66,8% do financiamento de imóveis, incluindo o Minha Casa Minha Vida.
“Além da extinção de quase 10 mil postos de trabalho em cada um desses bancos, via planos de demissão incentivada, do fechamento de centenas de agências, agora o governo, com a ajuda do Banco Central, investe contra BB e Caixa colocando em risco o crédito direcionado”, critica a dirigente sindical, Juvandia Moreira. “Mas assim como cortes de empregos e fechamento de agências, as medidas que são ruins para os bancários são péssimas para toda população. O crédito habitacional é responsável pela criação de milhões de postos de trabalho. Sem o agrícola, os preços dos alimentos subirão absurdamente. Esse governo quer acabar com o povo brasileiro, torná-lo escravo dos que têm dinheiro e isso não vamos aceitar.”
Em nota técnica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) reforça que tais medidas não servirão para baixar juros, aumentar investimentos e consumo: “ao sinalizar a possibilidade de revisão da política de crédito direcionado, o Banco Central atua em sentido contrário a esse objetivo, pois essa política tem propiciado uma das poucas fontes de crédito que ainda irrigam a economia numa conjuntura de grave recessão”.
Não aceite calado! - Em assembleia para eleição de delegados ao congresso da Contraf-CUT, os bancários aprovaram também a participação nos protestos contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos. Um grande ato reunirá cidadãos e trabalhadores de todas as categorias, no dia 15 de março, a partir das 15h, no Masp (Avenida Paulista 1.578). Você é fundamental nessa luta!
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