Enfraquecimento de bancos públicos atinge trabalhador em cheio
A economista Maria Cristina Penido Freitas alerta que quem mais perde com o enfraquecimento dos bancos públicos é o trabalhador. Segundo ela, a atuação de bancos públicos fortes permite moderar o apetite por lucro dos bancos privados. "Nós vamos pagar mais tarifas, por exemplo." Ela lembrou ainda que as agências ameaçadas de fechamento estão localizadas em bairros mais pobres.
Depois de o governo federal anunciar processo de reestruturação do Banco do Brasil, que vai reduzir o número de agências e de postos de trabalho em todo o país, os bancários temem agora pelo futuro da Caixa Econômica Federal.
Na última semana, os trabalhadores do Rio de Janeiro realizaram um abraço simbólico à sede da Caixa. Eles também realizaram o primeiro Ciclo de Palestras em Defesa da Caixa Econômica Federal, que reuniu economistas, sindicalistas e bancários para discutir os rumos da instituição.
"No caminho que está sendo trilhado por este governo, fica claro qual é o objeto, que é esvaziar os serviços da Caixa Econômica, reduzir os postos de trabalho e privatizar. A pergunta que fazemos é: vai privatizar os serviços da Caixa Econômica? E a resposta é não. Não acredito que nenhum banco privado tenha interesse em dar o atendimento que é dado hoje", afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso, à repórter Viviane Nascimento, para o Seu Jornal, da TVT.
Para a ex-presidenta da Caixa Maria Fernanda Ramos Coelho, todos os bancos públicos – Caixa, Banco do Brasil e BNDES – estão ameaçados. "É do conteúdo do golpe. É do conteúdo desse estado de exceção que a gente já tá vivendo. (O objetivo) É desmontar toda a rede de proteção social. As primeiras decisões que esse governo golpista toma, quais são? Demissão de funcionários e fechamento de agência", denunciou.
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