20/11/2016
Consciência Negra: setor bancário também é afetado pela discriminação de raça
Mais da metade da população brasileira (53,6%) é constituída por negros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os brancos representam 45,5% da população do país. Apesar de os negros serem a maioria da população brasileira, o acesso aos postos de trabalho de maior prestígio e remuneração é inversamente proporcional. Os negros não têm igual remuneração na grande maioria dos casos que ocupam os mesmos cargos dos brancos. No cômputo geral, os salários pagos aos negros equivalem a 57,4% dos salários dos bancos, segundo dados IBGE.
“A situação não é muito diferente na categoria bancária. Os dados do II Censo da Diversidade do setor mostram que, dos quase 500 mil bancários, apenas 24,7% são negros. Os salários pagos aos bancários negros é 27% menor do que o pago aos brancos. O acesso aos cargos de chefia, com maior remuneração, também é restringido aos bancários negros”, afirma a diretora de Políticas Sociais da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP).
O II Censo da Diversidade do Setor Bancário realizado em 2014 foi uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2012. O primeiro censo havia sido realizado em 2008. A comparação dos dados aponta que houve aumento do número de bancários negros de 19%, no primeiro censo, para 24,7%, no segundo. Mostra também que houve aumento de 59% para 74,5% no numero de funcionários negros com curso de nível superior ou maior. No recorte de gênero, os censos apontam que, entre as mulheres que tinham curso superior ou maior, o crescimento foi de 71,2% para 82,5%. Entre os homens o crescimento foi de 64,4% para 76,9%.
Mulheres ganham menos
“Mesmo sendo maior o número de mulheres com formação superior, elas continuam ganhando menos do que os homens”, observa a dirigente da FETEC-CUT/SP. A renda média mensal das bancárias em relação à dos bancários era de 76,4% em 2008 e, em 2014, passou a ser de 77,9%. “Também é menor o número de mulheres em cargos de direção nos bancos. A diferença na remuneração e na ascensão profissional é consequência da falta de transparência nos planos de cargos e salários dos bancos. Por isso, cobramos igualdade de oportunidade e regras claras para as promoções e comissionamento”, explica Crislaine.
Os dados do II Censo da Diversidade do Setor Bancário apresentados pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban) não traz o recorte simultâneo de gênero e cor. “Isso impossibilita afirmarmos que as mulheres negras ganham ainda menos do que os homens negros. Mas, os dados gerais da sociedade, apontam isso”, disse a dirigente da Fetec-CUT/SP.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em março de 2016, destaca que as mulheres negras não chegam a ganhar 40% do valor pago aos homens brancos.
“A situação não é muito diferente na categoria bancária. Os dados do II Censo da Diversidade do setor mostram que, dos quase 500 mil bancários, apenas 24,7% são negros. Os salários pagos aos bancários negros é 27% menor do que o pago aos brancos. O acesso aos cargos de chefia, com maior remuneração, também é restringido aos bancários negros”, afirma a diretora de Políticas Sociais da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP).
O II Censo da Diversidade do Setor Bancário realizado em 2014 foi uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2012. O primeiro censo havia sido realizado em 2008. A comparação dos dados aponta que houve aumento do número de bancários negros de 19%, no primeiro censo, para 24,7%, no segundo. Mostra também que houve aumento de 59% para 74,5% no numero de funcionários negros com curso de nível superior ou maior. No recorte de gênero, os censos apontam que, entre as mulheres que tinham curso superior ou maior, o crescimento foi de 71,2% para 82,5%. Entre os homens o crescimento foi de 64,4% para 76,9%.
Mulheres ganham menos
“Mesmo sendo maior o número de mulheres com formação superior, elas continuam ganhando menos do que os homens”, observa a dirigente da FETEC-CUT/SP. A renda média mensal das bancárias em relação à dos bancários era de 76,4% em 2008 e, em 2014, passou a ser de 77,9%. “Também é menor o número de mulheres em cargos de direção nos bancos. A diferença na remuneração e na ascensão profissional é consequência da falta de transparência nos planos de cargos e salários dos bancos. Por isso, cobramos igualdade de oportunidade e regras claras para as promoções e comissionamento”, explica Crislaine.
Os dados do II Censo da Diversidade do Setor Bancário apresentados pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban) não traz o recorte simultâneo de gênero e cor. “Isso impossibilita afirmarmos que as mulheres negras ganham ainda menos do que os homens negros. Mas, os dados gerais da sociedade, apontam isso”, disse a dirigente da Fetec-CUT/SP.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em março de 2016, destaca que as mulheres negras não chegam a ganhar 40% do valor pago aos homens brancos.
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