11/11/2016

Vamos cruzar os braços nesta sexta-feira (11)

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu ontem (9) em Brasília e avaliou, a partir do resultado de assembleias realizadas em sindicatos de todo o país, que há forte motivação da categoria para participar do Dia Nacional de Greve e de Paralisações convocado pelas centrais sindicais para esta sexta-feira (11). Ao menos 19 estados confirmaram manifestações em defesa dos direitos.

Nas ruas de todo o país, a classe trabalhadora e movimentos sociais mais uma vez estarão juntos para que as conquistas não sejam enterradas por um governo golpista e ilegítimo. Nos locais de trabalho, haverá assembleias, atraso na entrada de turnos e paralisações parciais.

Os principais motes dos protestos e paralisações são a rejeição à PEC 241 agora PEC 55 no Senado, que congelará por 20 anos os investimentos em serviços públicos essenciais à população, especialmente nas áreas da Saúde (Sistema Único de Saúde) e Educação (pública e gratuita), à reforma da Previdência e a uma reforma trabalhista que retira direitos garantidos e conquistados pela classe trabalhadora, a começar pela terceirização sem limites da PEC 30.

Também será uma ação em defesa do pré-sal, patrimônio do povo brasileiro e a maior riqueza natural do País que querem entregar às multinacionais estrangeiras, sucateando a Petrobrás, um dos principais motores do desenvolvimento brasileiro.

A agenda inclui ainda a defesa do movimento dos estudantes secundaristas contra a reforma do ensino médio proposta pelo governo federal, a retomada do papel do Estado como indutor do desenvolvimento com distribuição de renda e a defesa de um Judiciário imparcial, sem viés partidário.

O Comando orienta os sindicatos e federações a intensificarem a convocação em sites e publicações e a fazer o debate sobre os direitos dos trabalhadores que estão sendo ameaçados, na perspectiva de destruir a narrativa da mídia de que são medidas necessárias para a retomada do crescimento.

“Nenhum país pode crescer com seus trabalhadores perdendo direitos e empobrecendo seu povo” afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

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