Mulheres sindicalistas se unem para barrar retrocessos do governo ilegítimo
No meio de tanta ameaça à classe trabalhadora, as mulheres do Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras (FNMT) das Centrais Sindicais estiveram reunidas em São Paulo, nesta segunda-feira (7) e decidiram organizar mobilizações de mulheres contra a retirada de direitos anunciadas depois do golpe de Estado no Brasil.
“Uma coisa boa que está acontecendo no meio destes retrocessos nos direitos da classe trabalhadora é o levante desta juventude que acontece no país todo”, comentou a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista se referindo às mais de mil escolas que estão sendo ocupadas contra a Medida Provisória (MP) que reforma o ensino médio tirando matérias como Filosofia e Sociologia e contra a PEC 55, que congela os investimentos sociais para os próximos 20 anos, incluindo Saúde e Educação.
Além desta Proposta de Emenda Constitucional (PEC) vindo do governo Michel Temer, que não foi eleito nas urnas, a reforma trabalhista e da previdência farão um estrago na vida dos trabalhadores, mas especificamente das trabalhadoras.
“É um momento muito difícil para a classe trabalhadora. Nós precisamos nos unir em torno de uma pauta que nos unifica e ir pra luta e resistir”, completou Junéia.
As mulheres trabalhadoras das centrais – CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) - são unanimes quando afirmam que são contra a reforma da previdência que está sendo discutida com as Centrais Sindicais que propõe igualar a idade mínima entre homens e mulheres para 65 anos, desvinculação do piso previdenciário do salário mínimo e acabar com as aposentadorias especiais como de professor, ocupações que envolvem risco laboral, rurais entre outras.
Segundo elas, as mulheres não estão participando desta discussão e isso é um problema. Para as dirigentes a mobilização das trabalhadoras é fundamental, porque são elas que serão as mais atingidas numa reforma da previdência, por exemplo.
Segundo estudo do DIESSE “Reforma da previdência e mulheres”, a evolução da estrutura populacional dos idosos revela que não só as mulheres são maioria na população, como têm havido uma “feminização” na velhice. Além disso, a desigualdade de gênero existente na sociedade pode aumentar com a reforma da previdência sugerida pelo governo Michel Temer.
A equiparação da idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres, sem a necessária superação ou atenuação das desigualdades existentes no mercado de trabalho e na vida privada e familiar, pode aumentar a desigualdade de gênero relacionada à proteção previdenciária.
“Esta reforma e esta PEC do fim do mundo são também violências contra as mulheres e nós – trabalhadoras das centrais – decidimos que iremos nos organizar para barrar qualquer tipo de retrocesso”, finalizou Junéia.
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