06/10/2016
Para os banqueiros não há crise, mostra relatório anual da Febraban
É de R$540,8 bilhões o patrimônio líquido do setor bancário em 2015, conforme o relatório anual da Federação Brasileira dos bancos (Febraban). O resultado do ano passado registra crescimento de 25,6% em relação a 2012, quando o montante também chegou ao extraordinário resultado de R$430,5 bilhões. Números que comprovam: para o setor bancário não há crise. Números que evidenciam: o setor mais rico do país tem total condições de atender às reivindicações dos bancários, com propostas que permitam resolver a greve nacional sem perdas para os bancários e bancárias.
Enquanto o patrimônio dos banqueiros cresce em disparada, a Fenaban se recusa a atender as demandas dos trabalhadores e a valorizar os bancários ao insistir nos 7% de reajuste nos salários e abono de R$ 3,5 mil, não cobrindo, sequer, as perdas inflacionárias do período.
TRANSAÇÕES COM CARTÕES
Mesmo cobrando taxas exorbitantes no cartão de crédito, com juros de 475% ao ano, as transações bancárias, com o chamado dinheiro de plástico, sobem a cada dia. Entre 2012 e 2015, houve um crescimento de 40,7% neste tipo de operação. O valor das transações também subiu bastante, 50% no mesmo período, alcançando R$ 1,06 bi em 2015, quando também houve crescimento de 6,6% no saldo das operações de crédito total.
O relatório anual da Febraban ainda revela que em 2015 o total de consumidores com relacionamentos ativos no sistema financeiro chegou a 143,6 milhões. Número 43,6% maior do que o registrado em 2012, com 127,6 milhões de consumidores.
O volume total das operações de crédito bancos em 2015 foi R$ 3,2 trilhões, crescimento de 35,4%, em relação à 2012.

SPREAD BANCÁRIO
Outro destaque da Febraban são os spreads do sistema financeiro, os quais subiram 3,8 pontos percentuais em 2015, em relação à 2014, alcançando 18,7% ao ano. O spread, simplificando, é a diferença entre o que banco cobra para emprestar recursos e o que paga para tomá-los emprestado. O spread bancário no Brasil é muito maior do que se comprado a outros países, como a China, por exemplo, onde está em torno de 2,9%.

Enquanto o patrimônio dos banqueiros cresce em disparada, a Fenaban se recusa a atender as demandas dos trabalhadores e a valorizar os bancários ao insistir nos 7% de reajuste nos salários e abono de R$ 3,5 mil, não cobrindo, sequer, as perdas inflacionárias do período.
TRANSAÇÕES COM CARTÕES
Mesmo cobrando taxas exorbitantes no cartão de crédito, com juros de 475% ao ano, as transações bancárias, com o chamado dinheiro de plástico, sobem a cada dia. Entre 2012 e 2015, houve um crescimento de 40,7% neste tipo de operação. O valor das transações também subiu bastante, 50% no mesmo período, alcançando R$ 1,06 bi em 2015, quando também houve crescimento de 6,6% no saldo das operações de crédito total.
O relatório anual da Febraban ainda revela que em 2015 o total de consumidores com relacionamentos ativos no sistema financeiro chegou a 143,6 milhões. Número 43,6% maior do que o registrado em 2012, com 127,6 milhões de consumidores.
O volume total das operações de crédito bancos em 2015 foi R$ 3,2 trilhões, crescimento de 35,4%, em relação à 2012.

SPREAD BANCÁRIO
Outro destaque da Febraban são os spreads do sistema financeiro, os quais subiram 3,8 pontos percentuais em 2015, em relação à 2014, alcançando 18,7% ao ano. O spread, simplificando, é a diferença entre o que banco cobra para emprestar recursos e o que paga para tomá-los emprestado. O spread bancário no Brasil é muito maior do que se comprado a outros países, como a China, por exemplo, onde está em torno de 2,9%.

SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- ELEIÇÕES SINDICAIS 2026: COMUNICADO
- Banco Central reduz Selic em apenas 0,25 e mantém juros em nível que contribui à perda de renda da população
- Itaú fecha agências, sobrecarrega unidades abertas e bancários vivem suplício
- Agências bancárias estarão fechadas no feriado do Dia Internacional do Trabalhador
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 1º de Maio no Clube dos Bancários
- Por que a economia cresce, mas o dinheiro não sobra?
- Cabesp anuncia reajuste nos planos Família, PAP e PAFE, que valem a partir de 1º de maio
- Bancários e bancárias: Responder à Consulta Nacional é fundamental para definir rumos da Campanha Nacional 2026
- Santander propõe acordo que retira direitos e Sindicato orienta bancários a não assinar
- 28 de abril marca luta pela saúde no trabalho e memória das vítimas de acidentes e doenças ocupacionais
- Juros cobrados pelos bancos colaboram para o aumento do endividamento das famílias
- Em reunião com banco, COE Itaú cobra cumprimento do acordo coletivo e debate mudanças organizacionais no GERA
- Chapa 2 – Previ para os Associados, apoiada pelo Sindicato, vence eleição e assume mandato 2026/2030 na Previ
- Movimento sindical cobra resposta da Caixa sobre melhorias em mecanismos de proteção a vítimas de violência
- Fim da escala 6x1 será a principal bandeira dos sindicatos neste 1º de Maio