04/10/2016
Participação e resistência contra sanha do capital
“Nós estamos no meio desse redemoinho em uma situação em que eles querem nos derrotar, e bancário nenhum quer ser derrotado. A gente quer entrar para a história como a primeira categoria que derrotou o Temer e a Fenaban nessa nova conjuntura.”
A afirmação de um bancário da Caixa resume o espírito dos trabalhadores que estiveram na Quadra do Sindicato na sexta-feira (30). Eles se reuniram para ajudar na organização da greve, que, segundo eles próprios, cresce por causa da intransigência da federação dos bancos (Fenaban) e do governo Temer em aceitar negociar reajuste digno e ampliação dos direitos. E isso, mesmo diante do lucro de R$ 29,7 bilhões dos cinco maiores (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa) somente nos primeiros seis meses de 2016.
“Estamos no 28º de greve. Muitos estão se convencendo de paralisar agora, mas não podemos nos esquecer daqueles que aderiram no início e estão ajudando a organizar o movimento junto com o Sindicato”, ressalta João Fukunaga, dirigente sindical e bancário do Banco do Brasil.
“Hoje deu para sentir que a greve está aumentando e acho que tende a crescer mais ainda por causa dessa questão de não ter aumento real”, avalia um gerente do Banco do Brasil PSO Sul, que aderiu e agora ajuda a paralisar outros locais de trabalho.
“Eu acho que agora é a hora de a gerência média entrar de vez na greve, porque só assim os bancos vão repensar essa proposta. As agências fecham entre aspas, porque os gerentes continuam trabalhando lá dentro. Dessa vez o pessoal da PSO Sul teve uma adesão de 20% dos gerentes com tendência de mais gerentes entrarem em greve.”
“A greve está crescendo”, concorda uma colega. “Principalmente depois da última rodada de negociação percebe-se que as pessoas estão muito insatisfeitas, querem aderir, você começa a conversar e percebe isso. O pessoal não está aceitando esses 7%”, diz.
Mutirão
Na reunião, o Sindicato organizou mutirão que percorreu as agências do BB na zona sul de São Paulo nesta segunda-feira (3). Formado por gerentes, o grupo visitou as unidades bancárias para convencer colegas no mesmo nível hierárquico a aderirem à paralisação.
“A adesão vem aumentando, porque eles estão se dando conta de que essa é a única forma de forçar uma negociação”, disse um dos participantes do mutirão. Um pouco antes, eles haviam convencido os gerentes da unidade bancária localizada na Rua Barão do Triunfo, região de Santo Amaro, a aderir.
"É a primeira vez em 18 anos que eu entro em greve”, contou um. “Dessa vez eu decidi [aderir à paralisação] por causa desse índice ridículo e das condições de trabalho. É cada vez mais serviço, mas não aceitam sequer repor a inflação. Se os bancos não estão dispostos a subir o reajuste, então temos de ir para o tudo ou nada.”
A afirmação de um bancário da Caixa resume o espírito dos trabalhadores que estiveram na Quadra do Sindicato na sexta-feira (30). Eles se reuniram para ajudar na organização da greve, que, segundo eles próprios, cresce por causa da intransigência da federação dos bancos (Fenaban) e do governo Temer em aceitar negociar reajuste digno e ampliação dos direitos. E isso, mesmo diante do lucro de R$ 29,7 bilhões dos cinco maiores (Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa) somente nos primeiros seis meses de 2016.
“Estamos no 28º de greve. Muitos estão se convencendo de paralisar agora, mas não podemos nos esquecer daqueles que aderiram no início e estão ajudando a organizar o movimento junto com o Sindicato”, ressalta João Fukunaga, dirigente sindical e bancário do Banco do Brasil.
“Hoje deu para sentir que a greve está aumentando e acho que tende a crescer mais ainda por causa dessa questão de não ter aumento real”, avalia um gerente do Banco do Brasil PSO Sul, que aderiu e agora ajuda a paralisar outros locais de trabalho.
“Eu acho que agora é a hora de a gerência média entrar de vez na greve, porque só assim os bancos vão repensar essa proposta. As agências fecham entre aspas, porque os gerentes continuam trabalhando lá dentro. Dessa vez o pessoal da PSO Sul teve uma adesão de 20% dos gerentes com tendência de mais gerentes entrarem em greve.”
“A greve está crescendo”, concorda uma colega. “Principalmente depois da última rodada de negociação percebe-se que as pessoas estão muito insatisfeitas, querem aderir, você começa a conversar e percebe isso. O pessoal não está aceitando esses 7%”, diz.
Mutirão
Na reunião, o Sindicato organizou mutirão que percorreu as agências do BB na zona sul de São Paulo nesta segunda-feira (3). Formado por gerentes, o grupo visitou as unidades bancárias para convencer colegas no mesmo nível hierárquico a aderirem à paralisação.
“A adesão vem aumentando, porque eles estão se dando conta de que essa é a única forma de forçar uma negociação”, disse um dos participantes do mutirão. Um pouco antes, eles haviam convencido os gerentes da unidade bancária localizada na Rua Barão do Triunfo, região de Santo Amaro, a aderir.
"É a primeira vez em 18 anos que eu entro em greve”, contou um. “Dessa vez eu decidi [aderir à paralisação] por causa desse índice ridículo e das condições de trabalho. É cada vez mais serviço, mas não aceitam sequer repor a inflação. Se os bancos não estão dispostos a subir o reajuste, então temos de ir para o tudo ou nada.”
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