27/09/2016
Mais ricos mantiveram elevação nos rendimentos, aponta levantamento do Ipea
Apesar da crise, o rendimento real dos 10% mais ricos subiu 2,4% nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. Por outro lado, os rendimentos reais para quem recebe menos que um salário mínimo caíram cerca de 9% nos últimos 12 meses. Os dados que registram piora na concentração de renda constam na última edição da Carta de Conjuntura do instituto.
Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou retração de 0,6% no segundo trimestre. Foi o nono trimestre seguido negativo. No ano passado, a queda na economia foi de 3,8%.
Além da ponta da pirâmide, apenas o trabalhador que ganha exatamente o salário mínimo não apresentou queda na renda. A pesquisa demonstra que a redução nos salários reais foi pior em setores com menor qualificação, e nenhuma das ocupações que exigem apenas o ensino fundamental apresentou sustentação na renda.
Nos grupos intermediários, a queda foi de 3%. No geral, o rendimento médio apresentou perda de 1,5% em comparação com o trimestre anterior. A média dos rendimentos no segundo trimestre de 2016 ficou em R$ 1.979 – R$ 30 a menos que a média do trimestre anterior, e quase R$ 100 abaixo do registrado em igual período de 2015.
Apenas cinco das 25 ocupações estudadas no levantamento não sofreram diminuição da renda no último ano: militares, profissionais das ciências e engenharias, ciências sociais e culturais, profissionais da engenharia de nível médio e profissionais de saúde de nível médio.
Entre as ocupações que exigem ensino superior, os maiores rendimentos estão entre os médicos, enquanto os menores estão entre os professores do ensino médio e fundamental, que recebem em média menos que algumas ocupações de nível médio.
Além da queda no rendimento, o levantamento também apontou que, no segundo trimestre de 2016, as condições do mercado de trabalho permaneceram em ritmo acelerado de deterioração, com a taxa de desemprego passando de 10,9% no primeiro para 11,3% no segundo trimestre de 2016.
O desemprego também afetou mais gravemente os grupos que já tendem a observar as taxas mais altas de desocupação, como entre os mais jovens (até 25 anos), as mulheres e os que não são chefes de família, e os trabalhadores com ensino médio incompleto.
Os estados com maior renda, segundo o Ipea, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Os que estão com nível de renda mais baixo são Maranhão, Ceará, Alagoas e Bahia, todos no Nordeste, além do Pará, na região Norte.
Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou retração de 0,6% no segundo trimestre. Foi o nono trimestre seguido negativo. No ano passado, a queda na economia foi de 3,8%.
Além da ponta da pirâmide, apenas o trabalhador que ganha exatamente o salário mínimo não apresentou queda na renda. A pesquisa demonstra que a redução nos salários reais foi pior em setores com menor qualificação, e nenhuma das ocupações que exigem apenas o ensino fundamental apresentou sustentação na renda.
Nos grupos intermediários, a queda foi de 3%. No geral, o rendimento médio apresentou perda de 1,5% em comparação com o trimestre anterior. A média dos rendimentos no segundo trimestre de 2016 ficou em R$ 1.979 – R$ 30 a menos que a média do trimestre anterior, e quase R$ 100 abaixo do registrado em igual período de 2015.
Apenas cinco das 25 ocupações estudadas no levantamento não sofreram diminuição da renda no último ano: militares, profissionais das ciências e engenharias, ciências sociais e culturais, profissionais da engenharia de nível médio e profissionais de saúde de nível médio.
Entre as ocupações que exigem ensino superior, os maiores rendimentos estão entre os médicos, enquanto os menores estão entre os professores do ensino médio e fundamental, que recebem em média menos que algumas ocupações de nível médio.
Além da queda no rendimento, o levantamento também apontou que, no segundo trimestre de 2016, as condições do mercado de trabalho permaneceram em ritmo acelerado de deterioração, com a taxa de desemprego passando de 10,9% no primeiro para 11,3% no segundo trimestre de 2016.
O desemprego também afetou mais gravemente os grupos que já tendem a observar as taxas mais altas de desocupação, como entre os mais jovens (até 25 anos), as mulheres e os que não são chefes de família, e os trabalhadores com ensino médio incompleto.
Os estados com maior renda, segundo o Ipea, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Os que estão com nível de renda mais baixo são Maranhão, Ceará, Alagoas e Bahia, todos no Nordeste, além do Pará, na região Norte.
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