26/09/2016
Setores de tecnologia da Caixa entram na greve dos bancários por direitos
Um dia após os bancários fecharem as matrizes do Santander, Bradesco, Itaú, Caixa e Banco do Brasil, os empregados das áreas de tecnologia da informação da Caixa também entraram na greve. Na sexta-feira 23, os setores Cepti e Cedes tiveram as atividades paralisadas para forçar a direção do banco a negociar reajuste salarial digno e melhores condições de trabalho.
A paralisação foi organizada pelo Sindicato após denúncias de que o banco estava desrespeitando o direito constitucional de greve por meio de contingenciamento. “A greve, que já era forte, está crescendo com novas adesões a cada dia”, comemora Ricardo Terrível, dirigente sindical e empregado da caixa.
“Queremos uma proposta com índice de reajuste digno, manutenção da PLR social, que é uma conquista dos empregados que entendemos ser inalienável, e a manutenção da Caixa 100% pública. Nossa luta é por nenhum direito a menos”, reforça Ricardo.
Os empregados dos setores de TI da Caixa reivindicam, ainda, o aperfeiçoamento do plano de funções gratificadas, além de melhorias nos processos de ascensão profissional e critérios mais claros e isentos nos processo de descomissionamento.
Retirada de direitos
Este ano, a Caixa implantou uma serie de mudanças na RH 184 que retiraram direitos dos empregados, como o fim da incorporação de função, a extinção das funções de caixa e tesoureiro.
Outra novidade são as alterações nos critérios para retirada de funções, o que levou ao aumento dos descomissionamentos. O motivo 950, por exemplo, determina que o empregado pode ser descomissionado por “quebra de fidúcia”, ou seja, quebra de confiança. “O trabalhador pode perder a comissão devido a um julgamento totalmente arbitrário e subjetivo do seu gestor”, critica o funcionário da Caixa e diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dionísio Reis.
“De forma arbitrária e antidemocrática, a direção do banco vem impondo uma reestruturação que prejudica muito os empregos”, continua Dionísio. “Tudo isso deveria ter sido discutido com o movimento sindical antes de ser implantado. É indispensável que o banco negocie com os representantes dos trabalhadores a reestruturação, para que o processo seja transparente, objetivo e não prejudique os empregados.”
Terceirização
O setor de TI encara, ainda, a ameaça da terceirização. Dos cerca de 400 empregados das duas áreas, 50 são terceirizados. Essa realidade pode ficar ainda pior caso seja aprovado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que legaliza a terceirização de todas as áreas de uma empresa.
O texto já foi aprovado na Câmara e agora tramita do Senado. O governo Temer defende a medida. Portando, se o Senado aprovar o texto do jeito que está, será praticamente impossível mudar algo.
Por isso, na quinta-feira 22, bancários se uniram a outras categorias em manifestação na cidade de São Paulo contra a terceirização e outras ameaças aos direitos sociais.
No setor bancário, um contratado indiretamente chega a ganhar 70% menos do que um funcionário direto, não recebe a PLR do banco e tem menos direitos.
No mercado de trabalho, de uma forma geral, o empregado terceirizado ganha em média 27% menos, trabalha três horas a mais por semana e fica cerca de 2,6 anos a menos no mesmo emprego. Os dados são de pesquisa elaborada pelo Dieese em conjunto com a CUT.
A paralisação foi organizada pelo Sindicato após denúncias de que o banco estava desrespeitando o direito constitucional de greve por meio de contingenciamento. “A greve, que já era forte, está crescendo com novas adesões a cada dia”, comemora Ricardo Terrível, dirigente sindical e empregado da caixa.
“Queremos uma proposta com índice de reajuste digno, manutenção da PLR social, que é uma conquista dos empregados que entendemos ser inalienável, e a manutenção da Caixa 100% pública. Nossa luta é por nenhum direito a menos”, reforça Ricardo.
Os empregados dos setores de TI da Caixa reivindicam, ainda, o aperfeiçoamento do plano de funções gratificadas, além de melhorias nos processos de ascensão profissional e critérios mais claros e isentos nos processo de descomissionamento.
Retirada de direitos
Este ano, a Caixa implantou uma serie de mudanças na RH 184 que retiraram direitos dos empregados, como o fim da incorporação de função, a extinção das funções de caixa e tesoureiro.
Outra novidade são as alterações nos critérios para retirada de funções, o que levou ao aumento dos descomissionamentos. O motivo 950, por exemplo, determina que o empregado pode ser descomissionado por “quebra de fidúcia”, ou seja, quebra de confiança. “O trabalhador pode perder a comissão devido a um julgamento totalmente arbitrário e subjetivo do seu gestor”, critica o funcionário da Caixa e diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dionísio Reis.
“De forma arbitrária e antidemocrática, a direção do banco vem impondo uma reestruturação que prejudica muito os empregos”, continua Dionísio. “Tudo isso deveria ter sido discutido com o movimento sindical antes de ser implantado. É indispensável que o banco negocie com os representantes dos trabalhadores a reestruturação, para que o processo seja transparente, objetivo e não prejudique os empregados.”
Terceirização
O setor de TI encara, ainda, a ameaça da terceirização. Dos cerca de 400 empregados das duas áreas, 50 são terceirizados. Essa realidade pode ficar ainda pior caso seja aprovado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que legaliza a terceirização de todas as áreas de uma empresa.
O texto já foi aprovado na Câmara e agora tramita do Senado. O governo Temer defende a medida. Portando, se o Senado aprovar o texto do jeito que está, será praticamente impossível mudar algo.
Por isso, na quinta-feira 22, bancários se uniram a outras categorias em manifestação na cidade de São Paulo contra a terceirização e outras ameaças aos direitos sociais.
No setor bancário, um contratado indiretamente chega a ganhar 70% menos do que um funcionário direto, não recebe a PLR do banco e tem menos direitos.
No mercado de trabalho, de uma forma geral, o empregado terceirizado ganha em média 27% menos, trabalha três horas a mais por semana e fica cerca de 2,6 anos a menos no mesmo emprego. Os dados são de pesquisa elaborada pelo Dieese em conjunto com a CUT.
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