21 dias de greve nacional: #negociabanqueiro

A greve dos bancários completa três semanas e todo mundo se pergunta: cadê os banqueiros?
Diante disso, o Comando Nacional dos Bancários reúne-se nesta segunda-feira para avaliar a paralisação que completa 21 dias, bem como a estratégia de continuidade do movimento, e enviou carta à Fenaban reiterando a disposição para negociar.
“Avisamos a Fenaban da nossa reunião e informamos que continuamos dispostos a negociar”, afirma Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando. “A forma de resolver a greve é os bancos retomarem a negociação.”
A categoria quer aumento digno para salários e PLR, valorização dos vales e do auxílio-creche, melhores condições de trabalho, mecanismos de proteção aos empregos. As instituições que compõem a mesa de negociação da Fenaban – Itaú, Bradesco, Santander, BB e Caixa – lucraram quase R$ 30 bi nos seis primeiros meses deste ano. Mesmo ganhando tanto, o setor extinguiu mais de 9 mil postos de trabalho de janeiro a agosto de 2016.
“Passou da hora de os bancos atenderem às justas reivindicações dos trabalhadores e eles podem. Só assim a greve será resolvida”, ressalta a dirigente. “Os preços dos alimentos consumidos em casa aumentaram 17%, enquanto a inflação chegou a 9,62% (INPC entre 1º de setembro de 2015 e 31 de agosto deste ano)”, exemplifica.
“O VA não é mais suficiente para a compra do supermercado, assim como o VR, já que no final do mês o bancário precisa tirar dinheiro do próprio bolso para almoçar. São aumentos que oneram o trabalhador. Os bancos podem pagar reajuste maior para esses itens.”
Região
Em Catanduva e região, o Sindicato contabiliza 90% das agências com as portas fechadas. No total, são cerca de 110 unidades com atividades suspensas. "Nossos dirigentes estão empenhados para, ao lado dos bancários, mostrar a força da nossa categoria e reivindicar uma proposta decente", enfatiza o presidente Paulo Franco.
Principais reivindicações dos bancários
Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
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