02/09/2016
Bancos enviam comunicado para tentar confundir os trabalhadores
Itaú, Bradesco e Santander enviaram comunicados a seus funcionários tentando defender o indefensável: os 6,5% de reajuste oferecido pela Fenaban (federação dos bancos), que não cobrem nem a inflação de 9,57% (INPC entre setembro de 2015 a agosto de 2016). Eles estão tentando confundir os trabalhadores.
O que é bom para banqueiros – que, apesar do lucro, demitem, terceirizam e defendem medidas nefastas para o país – não pode ser bom para os trabalhadores.
O Bradesco afirmou em nota que os 6,5% de reajuste é superior à inflação projetada para os próximos 12 meses. A afirmação é enganosa: os trabalhadores não negociam baseados no futuro, mas sim no que perderam nos 12 meses anteriores. Tanto que reivindicam reajuste de 14,78% [reposição da inflação, mais 5% de aumento real].
A nota do Itaú fala em transparência para, em seguida, tentar confundir os bancários ao somar o abono oferecido pela Fenaban, de R$ 3 mil, com o reajuste proposto pelos bancos. Para esclarecer: abono é dado uma única vez, não é incorporado ao salário e não incide sobre férias, 13º, VA, VR... Então não dá pra somar abono e reajuste.
Numa carta assinada por Sérgio Rial, presidente do Santander, ele tenta convencer os bancários de que devem aceitar essa proposta rebaixada porque o banco está sofrendo as consequências da crise. Entretanto, sabe-se que o Santander apresenta sucessivos lucros, assim como demais instituições do setor bancário.
O que é bom para banqueiros – que, apesar do lucro, demitem, terceirizam e defendem medidas nefastas para o país – não pode ser bom para os trabalhadores.
O Bradesco afirmou em nota que os 6,5% de reajuste é superior à inflação projetada para os próximos 12 meses. A afirmação é enganosa: os trabalhadores não negociam baseados no futuro, mas sim no que perderam nos 12 meses anteriores. Tanto que reivindicam reajuste de 14,78% [reposição da inflação, mais 5% de aumento real].
A nota do Itaú fala em transparência para, em seguida, tentar confundir os bancários ao somar o abono oferecido pela Fenaban, de R$ 3 mil, com o reajuste proposto pelos bancos. Para esclarecer: abono é dado uma única vez, não é incorporado ao salário e não incide sobre férias, 13º, VA, VR... Então não dá pra somar abono e reajuste.
Numa carta assinada por Sérgio Rial, presidente do Santander, ele tenta convencer os bancários de que devem aceitar essa proposta rebaixada porque o banco está sofrendo as consequências da crise. Entretanto, sabe-se que o Santander apresenta sucessivos lucros, assim como demais instituições do setor bancário.
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