25/08/2016
Caravana dos Bancários conclama população de Catanduva para a luta
A Caravana da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo (Fetec-CUT/SP) passou por Catanduva nesta quinta-feira (25), em ação que ganhou o apoio do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. O manifesto foi um chamado público para que a população esteja enganada na luta pela defesa de direitos trabalhistas e contra a ganância dos banqueiros.
“A caravana mostra que a Campanha dos Bancários está nas ruas e é um pedido de apoio à população, que é prejudicada pelas altas taxas e longas filas nos bancos. Queremos aumento real e melhores condições de trabalho, fim do assédio moral e das demissões, e mais bancários nas agências para garantir atendimento de qualidade”, enfatizou o presidente Paulo Franco.
Segundo o sindicalista, um dos objetivos é deixar claro para a categoria que somente com a participação de todos os bancários será possível garantir direitos e obter vitórias nas reivindicações. Ele ainda criticou o governo interino por colocar os direitos do trabalhador em risco. “Estão rasgando a Constituição em todos os sentidos. Temos que alertar o cidadão.”
E essa denúncia foi feita por Paulo Franco de forma bastante clara: “quando os ricos defendem alguma coisa, é sempre para prejudicar trabalhadores, pois querem mão-de-obra barata para continuar com a vida tranquila, viajando e sem encontrar seus empregados nos aeroportos”.
Percorrendo todo o calçadão da rua Brasil, a caravana teve participação de dirigentes da Fetec e de sindicatos de Barretos, Araraquara, Jundiaí, Guarulhos, Taubaté, São Paulo e do ABC. Em frente a cada um dos bancos – Itaú, Caixa, Bradesco, HSBC, Santander, Mercantil e Banco do Brasil –, foram feitos discursos denunciando a precarização do trabalho nas agências bancárias.
Demissões
Paulo Franco criticou a série de demissões e o clima de perseguição nas agências. “Em nossa base, foram quatro demissões em apenas uma semana”, revelou. Ele clamou pela união da categoria para enfrentar a sanha dos banqueiros do Itaú e a cobrança incessante por metas.
Respeito
O dirigente sindical Antonio Júlio Gonçalves Neto, o Tony, afirmou que a Caixa precisa respeitar os trabalhadores e denunciou a falta de funcionários – há demissões e não há contratações. “Se a Caixa não aceitar as reivindicações, o único caminho será a greve.”
Comunidade
Para o dirigente Roberto Carlos Vicentim, que assumirá a presidência do Sindicato em outubro, a manifestação demonstra a preocupação da categoria com a comunidade. “São muitas demissões, chefes de família colocados na rua. Isso resulta na precarização do atendimento.”
Banco não tem crise
Luiz César de Freitas, o Alemão, ex-presidente da Fetec-CUT/SP, enfatizou que banco não tem crise e criticou as altas taxas cobradas do cidadão. “Os bancos continuam demitindo, os clientes são empurrados ao atendimento eletrônico e as taxas seguem elevadas”, lamentou.
Caravana
A caravana de mobilização da categoria para a Campanha Nacional dos Bancários 2016 começou no dia 15 de agosto e passará por mais cinco cidades até o dia 1º de setembro:
26/08 – Araraquara
29/08 – Taubaté
30/08 – ABC
31/08 – Mogi das Cruzes
01/09 – Guarulhos
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