10/12/2015
Fim de ano chegou e o Itaú já distribuiu os presentes
O Itaú costuma usar em suas peças publicitárias o slogan “Isso muda o mundo”, mas o que ele tem feito é mudar para pior “o mundo” dos seus trabalhadores. Mesmo com lucro líquido de R$ 18,059 bilhões nos primeiros nove meses de 2015, resultado 20,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, o banco segue demitindo seus trabalhadores, alegando baixa performance e falta de ética.
“O significado da palavra ética, aliás, o Itaú parece desconhecer. O banco demite funcionários em pleno expediente, na frente de colegas e clientes, o que é um verdadeiro absurdo. Chegou ao ponto de uma cliente da agência 7418 de Catanduva presenciar a demissão de sua gerente enquanto esperava para ser atendida. Sabemos que foi a sra. Beatriz Souza Morceli, gerente regional de Agência, quem efetuou o desligamento, demonstrando total falta de preparo”, critica o dirigente sindical Carlos Alberto Moretto.
Mesmo com as demissões desenfreadas, a cobrança e a pressão pelo cumprimento das metas também não param. “Nesse ambiente, que favorece o assédio moral e o adoecimento, fica muito difícil para o trabalhador desempenhar adequadamente suas funções.”
Demissões
A Contraf-CUT, federações e sindicatos reuniram-se com a direção do Itaú, em São Paulo, para discutir demissões e Agir. Os representantes dos bancários questionaram sobre a existência de uma onda de demissões e fechamento de agências em todo o país, depois da campanha salarial. O banco afirmou que não há variação no número de demitidos em comparação ao ano passado e que não haverá demissão em massa.
Os bancários pediram informações mais detalhadas e o banco ficou de apresentar na reunião que deve acontecer entre 15 e 17 de dezembro, mesmo período em que a COE-Comissão de Organização dos Empregados estará reunida.
Foi apresentada a proposta de uma agenda para reuniões trimestrais para acompanhar o nível de emprego dentro do Itaú, que foi aceita pelo banco. “Temos recebido muitas denúncias sobre demissões e se este processo continuar faremos uma campanha nacional de mobilização contra o Itaú”, afirma Jair Alves, coordenador da COE.
Agir
O Itaú vai atender a uma antiga reivindicação sobre um ajuste do impacto dos dias da greve no cálculo da gratificação. A partir de agora, o banco vai usar os últimos três meses como referência (julho, agosto e setembro), prevalecendo o que for mais vantajoso. Os bancários reiteraram ainda, a reivindicação da revisão do impacto das férias no cálculo e o banco disse que vai avaliar.
Outra informação foi a de que assistentes comerciais passarão a ser contratados como assistentes, com jornada de 6 horas, sendo que os que já trabalham continuarão na mesma função e jornada: “O número de assistentes comerciais é bastante representativo e o banco passa agora a respeitar a jornada dos bancários que é de seis horas.”
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