02/10/2015
Falta de contratação e alta demanda força empregado a trabalhar por três
Tanto as novas quanto as antigas agências da Caixa Federal enfrentam o mesmo problema: falta de empregados para dar conta da demanda. Por isso, o movimento sindical tem como uma das prioridades da Campanha Nacional Unificada 2015 o aumento do número de trabalhadores por setor.
A reivindicação consta da pauta específica para renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os debates, no entanto, foram interrompidos de forma unilateral pela Caixa, que tem se negado a marcar data para nova negociação e apresentar sua proposta global.
O relato de um técnico bancário de agência na zona leste da capital da dimensão do grave quadro. Ele afirma que diariamente faz o papel de gerente, atua nos caixas e orienta a população em relação aos programas sociais.
“Somos apenas em nove, quando alguém adoece ou sai de férias é um tormento. Faço o serviço que seria de três. Acho que seriam necessários pelo menos mais uns seis bancários para que a situação normalizasse. Conversando com colegas de outras unidades novas como a minha, percebo que o problema é o mesmo.”
Do outro lado da capital paulista, na zona oeste, a queixa se repete. “Éramos em 25, como as demais agências de porte médio do banco, e mal conseguíamos dar conta do trabalho. Agora estamos em 19, pois os colegas ou saíram pelo Programa de Apoio a Aposentadoria (PAA) ou se transferiram. A única forma de fazer a direção do banco se mexer e reagirmos com uma greve muito, mas muito forte.”
Dionísio Reis, integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), concorda com o bancário e ressalta: além de melhorar as condições de trabalho, a ampliação do número de funcionários fortaleceria o banco público.
“A mobilização é por valorização profissional, por aumento real, por melhores condições de trabalho, mas também é pelo fortalecimento do papel da empresa no desenvolvimento do país”, lembra o dirigente. “A ampliação do quadro é fundamental para a oferta de crédito mais barato em medidas importantes como o Minha Casa Minha Vida. Não há razão para sair desse caminho e visar apenas a competitividade, institucionalizando a cobrança por metas como a empresa passou a fazer.”
Mobilizados
Na região de Catanduva, as ações de mobilização promovidas pelo Sindicato dos Bancários em defesa de mais contratações na Caixa Econômica Federal seguem a todo vapor. Empregados de várias agências ostentaram cartazes nas redes sociais com o mote da campanha “Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil”.
“Os bancos estão com os lucros nas alturas, mas seguem demitindo. A Caixa precisa de mais empregados para garantir qualidade do atendimento à população e melhores condições de trabalho ao bancário”, afirma o dirigente Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony.
A reivindicação consta da pauta específica para renovação do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Os debates, no entanto, foram interrompidos de forma unilateral pela Caixa, que tem se negado a marcar data para nova negociação e apresentar sua proposta global.
O relato de um técnico bancário de agência na zona leste da capital da dimensão do grave quadro. Ele afirma que diariamente faz o papel de gerente, atua nos caixas e orienta a população em relação aos programas sociais.
“Somos apenas em nove, quando alguém adoece ou sai de férias é um tormento. Faço o serviço que seria de três. Acho que seriam necessários pelo menos mais uns seis bancários para que a situação normalizasse. Conversando com colegas de outras unidades novas como a minha, percebo que o problema é o mesmo.”
Do outro lado da capital paulista, na zona oeste, a queixa se repete. “Éramos em 25, como as demais agências de porte médio do banco, e mal conseguíamos dar conta do trabalho. Agora estamos em 19, pois os colegas ou saíram pelo Programa de Apoio a Aposentadoria (PAA) ou se transferiram. A única forma de fazer a direção do banco se mexer e reagirmos com uma greve muito, mas muito forte.”
Dionísio Reis, integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), concorda com o bancário e ressalta: além de melhorar as condições de trabalho, a ampliação do número de funcionários fortaleceria o banco público.
“A mobilização é por valorização profissional, por aumento real, por melhores condições de trabalho, mas também é pelo fortalecimento do papel da empresa no desenvolvimento do país”, lembra o dirigente. “A ampliação do quadro é fundamental para a oferta de crédito mais barato em medidas importantes como o Minha Casa Minha Vida. Não há razão para sair desse caminho e visar apenas a competitividade, institucionalizando a cobrança por metas como a empresa passou a fazer.”
MobilizadosNa região de Catanduva, as ações de mobilização promovidas pelo Sindicato dos Bancários em defesa de mais contratações na Caixa Econômica Federal seguem a todo vapor. Empregados de várias agências ostentaram cartazes nas redes sociais com o mote da campanha “Mais Empregados para a Caixa, Mais Caixa para o Brasil”.
“Os bancos estão com os lucros nas alturas, mas seguem demitindo. A Caixa precisa de mais empregados para garantir qualidade do atendimento à população e melhores condições de trabalho ao bancário”, afirma o dirigente Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony.
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