10/07/2015
Dirigentes sindicais da Fetec/CUT-SP do Itaú debatem emprego e atendimento bancário
Não é de hoje que as demissões no Itaú têm sido uma constante. No entanto, a novidade no período recente tem sido os desligamentos por justa causa, motivados pelas pressões por cumprimento de metas.
O alerta foi dado durante reunião do Coletivo Estadual dos Dirigentes do Itaú da base da FETEC-CUT/SP, realizada nesta terça-feira 07, em São Paulo, quando foram debatidos os atuais problemas enfrentados pelos bancários em seus locais de trabalho.
Ao analisarem os desligamentos por justa causa, os dirigentes ressaltaram a necessidade de os sindicatos alertarem os bancários a não praticarem atos que distoem das orientações do banco, independentemente, de não conseguirem cumprir a meta pré-estabelecida.
Conforme os dirigentes, também crescem as denúncias sobre triagens praticadas pelo Itaú. As agências barram a entrada de clientes, forçando-os a utilizarem os caixas eletrônicos, em flagrante desrespeito à Resolução do Banco Central nº 3.694.
De acordo com o Art. 3º da Resolução “é vedado às instituições recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico”.
Como se não bastasse, o Itaú também está limitando a quantidade de depósitos. Os clientes da modalidade pessoa jurídica, que normalmente necessitam de volume maior de depósitos, estão sendo encaminhados aos caixas eletrônicos ou submetidos a tarifas maiores.
Também está em curso no banco a implantação das agências digitais. Os clientes Personalité e Uniclass estão sendo migrados para essa nova modalidade de atendimento mais flexível, on line e horário estendido das 7h às 24h.
A medida tem acarretado vários problemas. Prejudica a pontuação dos gerentes das agências convencionais no Programa de Ação Gerencial Itaú de Resultados (AGIR), além de causar insegurança quanto às migrações, as quais estão ocorrendo prioritariamente do interior do Estado para a capital paulista. “São mudanças que geram questionamentos sobre aumento das pressões. Sem contar que o banco ainda está proibindo o acesso de dirigentes sindicais aos locais onde estes gerentes estão lotados. Isso é uma prática antissindical”, denuncia Valdir Machado, dirigente da FETEC-CUT/SP.
Retorno ao trabalho – O Coletivo Estadual também avaliou a proposta do Itaú para o Programa de Readaptação Profissional apresentada pelo banco à COE (Comissão de Organização dos Empregados) na última semana. Conforme análise, o programa é muito ruim para o trabalhador.
Além de não solucionar um dos grandes problemas, que é a discriminação contra os lesionados praticada inclusive pelos próprios colegas, o Programa não garante estabilidade e não propõe sequer um número de médicos suficiente para prestar atendimento, diante do elevado número de afastamentos. "Diante de tanta lucratividade é inadmissível a quantidade de trabalhadores afastados por doenças ocupacionais e isso se dá pela falta de funcionários e muito pela cobrança exacerbada por resultados", afirma Marta Soares, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que coordenou a reunião do Coletivo.
Demais encaminhamentos
Os sindicatos da base da FETEC/CUT-SP farão levantamentos sobre os problemas elencados na reunião. Também foi definida a formação de GTs (grupos de trabalho) para debater os temas pertinentes às pautas encaminhadas ao Itaú no último mês, dentre as quais saúde, segurança, emprego e terceirização, plano de saúde, previdência e remuneração.
O alerta foi dado durante reunião do Coletivo Estadual dos Dirigentes do Itaú da base da FETEC-CUT/SP, realizada nesta terça-feira 07, em São Paulo, quando foram debatidos os atuais problemas enfrentados pelos bancários em seus locais de trabalho.
Ao analisarem os desligamentos por justa causa, os dirigentes ressaltaram a necessidade de os sindicatos alertarem os bancários a não praticarem atos que distoem das orientações do banco, independentemente, de não conseguirem cumprir a meta pré-estabelecida.
Conforme os dirigentes, também crescem as denúncias sobre triagens praticadas pelo Itaú. As agências barram a entrada de clientes, forçando-os a utilizarem os caixas eletrônicos, em flagrante desrespeito à Resolução do Banco Central nº 3.694.
De acordo com o Art. 3º da Resolução “é vedado às instituições recusar ou dificultar, aos clientes e usuários de seus produtos e serviços, o acesso aos canais de atendimento convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de oferecer atendimento alternativo ou eletrônico”.
Como se não bastasse, o Itaú também está limitando a quantidade de depósitos. Os clientes da modalidade pessoa jurídica, que normalmente necessitam de volume maior de depósitos, estão sendo encaminhados aos caixas eletrônicos ou submetidos a tarifas maiores.
Também está em curso no banco a implantação das agências digitais. Os clientes Personalité e Uniclass estão sendo migrados para essa nova modalidade de atendimento mais flexível, on line e horário estendido das 7h às 24h.
A medida tem acarretado vários problemas. Prejudica a pontuação dos gerentes das agências convencionais no Programa de Ação Gerencial Itaú de Resultados (AGIR), além de causar insegurança quanto às migrações, as quais estão ocorrendo prioritariamente do interior do Estado para a capital paulista. “São mudanças que geram questionamentos sobre aumento das pressões. Sem contar que o banco ainda está proibindo o acesso de dirigentes sindicais aos locais onde estes gerentes estão lotados. Isso é uma prática antissindical”, denuncia Valdir Machado, dirigente da FETEC-CUT/SP.
Retorno ao trabalho – O Coletivo Estadual também avaliou a proposta do Itaú para o Programa de Readaptação Profissional apresentada pelo banco à COE (Comissão de Organização dos Empregados) na última semana. Conforme análise, o programa é muito ruim para o trabalhador.
Além de não solucionar um dos grandes problemas, que é a discriminação contra os lesionados praticada inclusive pelos próprios colegas, o Programa não garante estabilidade e não propõe sequer um número de médicos suficiente para prestar atendimento, diante do elevado número de afastamentos. "Diante de tanta lucratividade é inadmissível a quantidade de trabalhadores afastados por doenças ocupacionais e isso se dá pela falta de funcionários e muito pela cobrança exacerbada por resultados", afirma Marta Soares, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que coordenou a reunião do Coletivo.
Demais encaminhamentos
Os sindicatos da base da FETEC/CUT-SP farão levantamentos sobre os problemas elencados na reunião. Também foi definida a formação de GTs (grupos de trabalho) para debater os temas pertinentes às pautas encaminhadas ao Itaú no último mês, dentre as quais saúde, segurança, emprego e terceirização, plano de saúde, previdência e remuneração.
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