19/05/2015
Caixa pode culpar empregados em ação do Ministério Público
A Caixa Econômica Federal poderá jogar nas costas dos empregados uma possível culpa para tentar fugir da ação de execução por jornada excessiva, ingressada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Essa é a visão do diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, Antônio Júlio Gonçalves Neto, o Tony.
Segundo ele, a auditoria interna realizada pela instituição acabará por culpabilizar os empregados que não estão marcando o ponto corretamente, como se eles o fizessem por livre iniciativa. A Caixa, garante o sindicalista, se colocará como vítima na história.
“A Caixa não busca melhorar o sistema ou as condições de trabalho, quer apenas conter as horas extras, além de achar culpados e fugir de problemas trabalhistas”, diz.
O processo movido pelo MPT requer a regularização do controle de ponto dos empregados em todas as agências da Caixa do interior de São Paulo dentro de 120 dias, a partir da data determinada pela Justiça, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
O banco foi acionado porque manteve a irregularidade, apesar de ter sido multado em R$ 500 mil por descumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013 para acabar com a carga horária excessiva e horas extras não registradas.
Frente ao cenário duvidoso, Tony alerta os empregados que por um motivo ou outro não estiverem registrando as horas trabalhadas corretamente a se regularizar.
“Atenção você empregado que não está marcando sua jornada de forma correta. Fique atento às consequências. Não dê uma de herói ou queira assumir responsabilidades que não são suas. A Caixa vai querer saber qual o número da matrícula do empregado que está descumprindo o normativo e tomará providências”.
De acordo com o dirigente sindical, a intenção da empresa é culpar o trabalhador e mostrar que o empregado é o responsável pela irregularidade – como se ele não sofresse pressão por metas, assédio moral constante e ainda não convivesse com o reflexo de afastamentos por doença, depressão e outros problemas de saúde.
Histórico
Em 2003, a Caixa se comprometeu a registrar o horário efetivamente trabalhado dos funcionários, a partir de um TAC, proibindo alterações na anotação de jornada. Agora, com novas denúncias, o MPT intimou o banco a comprovar a anotação eletrônica de jornada e ainda descobriu a existência de uma auditoria interna sobre essa temática.
No relatório, há indicação de que as anotações realizadas no sistema eletrônico não ocorrem de forma fidedigna há anos, inclusive com supressão de horas trabalhadas. Há casos de funcionários trabalhando no período de férias, sem qualquer anotação, e de períodos em que 70% da jornada foi adulterada, sem registro de horas extras.
"O sistema utilizado pela empresa é simplesmente falho e não proporciona qualquer garantia de registro fidedigno de jornada. O interesse da Caixa está bem claro: extrair mais trabalho sem remunerar proporcionalmente os empregados. Isso é feito todos os dias pelo banco", destaca o procurador Rafael de Araújo Gomes, à frente do caso.
Denuncie!
O Sindicato dos Bancários de Catanduva alerta para que os empregados da Caixa que estejam sofrendo pressão para marcar o ponto de forma irregular denunciem o caso na sede da instituição na rua Pernambuco, nº 156, ou pelo telefone 3522-2409.
Fonte: Seeb Catanduva
Segundo ele, a auditoria interna realizada pela instituição acabará por culpabilizar os empregados que não estão marcando o ponto corretamente, como se eles o fizessem por livre iniciativa. A Caixa, garante o sindicalista, se colocará como vítima na história.
“A Caixa não busca melhorar o sistema ou as condições de trabalho, quer apenas conter as horas extras, além de achar culpados e fugir de problemas trabalhistas”, diz.
O processo movido pelo MPT requer a regularização do controle de ponto dos empregados em todas as agências da Caixa do interior de São Paulo dentro de 120 dias, a partir da data determinada pela Justiça, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
O banco foi acionado porque manteve a irregularidade, apesar de ter sido multado em R$ 500 mil por descumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2013 para acabar com a carga horária excessiva e horas extras não registradas.
Frente ao cenário duvidoso, Tony alerta os empregados que por um motivo ou outro não estiverem registrando as horas trabalhadas corretamente a se regularizar.
“Atenção você empregado que não está marcando sua jornada de forma correta. Fique atento às consequências. Não dê uma de herói ou queira assumir responsabilidades que não são suas. A Caixa vai querer saber qual o número da matrícula do empregado que está descumprindo o normativo e tomará providências”.
De acordo com o dirigente sindical, a intenção da empresa é culpar o trabalhador e mostrar que o empregado é o responsável pela irregularidade – como se ele não sofresse pressão por metas, assédio moral constante e ainda não convivesse com o reflexo de afastamentos por doença, depressão e outros problemas de saúde.
Histórico
Em 2003, a Caixa se comprometeu a registrar o horário efetivamente trabalhado dos funcionários, a partir de um TAC, proibindo alterações na anotação de jornada. Agora, com novas denúncias, o MPT intimou o banco a comprovar a anotação eletrônica de jornada e ainda descobriu a existência de uma auditoria interna sobre essa temática.
No relatório, há indicação de que as anotações realizadas no sistema eletrônico não ocorrem de forma fidedigna há anos, inclusive com supressão de horas trabalhadas. Há casos de funcionários trabalhando no período de férias, sem qualquer anotação, e de períodos em que 70% da jornada foi adulterada, sem registro de horas extras.
"O sistema utilizado pela empresa é simplesmente falho e não proporciona qualquer garantia de registro fidedigno de jornada. O interesse da Caixa está bem claro: extrair mais trabalho sem remunerar proporcionalmente os empregados. Isso é feito todos os dias pelo banco", destaca o procurador Rafael de Araújo Gomes, à frente do caso.
Denuncie!
O Sindicato dos Bancários de Catanduva alerta para que os empregados da Caixa que estejam sofrendo pressão para marcar o ponto de forma irregular denunciem o caso na sede da instituição na rua Pernambuco, nº 156, ou pelo telefone 3522-2409.
Fonte: Seeb Catanduva
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