10/04/2015
Governo garante Caixa 100% pública. Vitória dos bancários e entidades
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, concederam entrevista coletiva nesta quarta-feira 8 para anunciar que a empresa continuará 100% pública.
"Essa é mais uma grande vitória dos empregados da Caixa, da Contraf-CUT, da Fenae, das federações e sindicatos de todo o país, que fizeram uma grande mobilização nacional para defender esse grande patrimônio da sociedade brasileira, de importância estratégica ímpar para o desenvolvimento econômico e social do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Na coletiva, Levy afirmou que "a Caixa Econômica continuará sendo uma empresa 100% pública, mas a atividade de seguros que hoje já tem sócios privados nós vamos modificar". Segundo ele, os estudos terão como parâmetro a abertura de capital do BB Seguridade.
"Nós temos uma avaliação que o negócio de seguridade tem um enorme potencial futuro, muito pelo momento que o país vive, com aumento de renda. A Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento", disse por sua vez na entrevista a presidenta da Caixa, Miriam Belchior.
'A Caixa não se vende'
"Esse é o resultado da mobilização do conjunto dos trabalhadores, capitaneada pelas suas entidades de representação. Ainda estamos analisando a questão da seguridade. Nos manteremos em alerta, discutindo a importância da Caixa para o Brasil, pois ela não se vende", diz Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com a empresa.
O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destaca que o anúncio de que o capital da Caixa não será aberto é uma vitória do movimento nacional dos trabalhadores. "Essa conquista é fruto da mobilização dos mais de 100 mil empregados, dos movimentos sociais e dos brasileiros, liderados pelas entidades do movimento sindical e associativo, como Fenae, Contraf-CUT, Apcefs, sindicatos e federações de todo o país", avalia. Com relação à Caixa Seguradora, ele afirma que é preciso aguardar os estudos que serão feitos pelo governo.
Para o representante eleito dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva, "a não abertura do capital da empresa é uma importante vitória da sociedade brasileira, e principalmente dos bancários e bancárias da empresa. A Caixa é importante na condução das políticas públicas e no desenvolvimento das políticas socioeconômica do Brasil".
Mobilização
Durante a luta contra a abertura de capital da instituição financeira pública, foi formado o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, para coordenar a mobilização nacional em defesa da empresa.
Dezenas de manifestações foram realizadas em todo o país, convocadas pelas entidades sindicais. Na esfera política, o Comitê Nacional protocolou ofícios nos quais reforçou o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.
Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.
Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior.
Fonte: Contraf-CUT
"Essa é mais uma grande vitória dos empregados da Caixa, da Contraf-CUT, da Fenae, das federações e sindicatos de todo o país, que fizeram uma grande mobilização nacional para defender esse grande patrimônio da sociedade brasileira, de importância estratégica ímpar para o desenvolvimento econômico e social do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.
Na coletiva, Levy afirmou que "a Caixa Econômica continuará sendo uma empresa 100% pública, mas a atividade de seguros que hoje já tem sócios privados nós vamos modificar". Segundo ele, os estudos terão como parâmetro a abertura de capital do BB Seguridade.
"Nós temos uma avaliação que o negócio de seguridade tem um enorme potencial futuro, muito pelo momento que o país vive, com aumento de renda. A Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento", disse por sua vez na entrevista a presidenta da Caixa, Miriam Belchior.
'A Caixa não se vende'
"Esse é o resultado da mobilização do conjunto dos trabalhadores, capitaneada pelas suas entidades de representação. Ainda estamos analisando a questão da seguridade. Nos manteremos em alerta, discutindo a importância da Caixa para o Brasil, pois ela não se vende", diz Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com a empresa.
O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destaca que o anúncio de que o capital da Caixa não será aberto é uma vitória do movimento nacional dos trabalhadores. "Essa conquista é fruto da mobilização dos mais de 100 mil empregados, dos movimentos sociais e dos brasileiros, liderados pelas entidades do movimento sindical e associativo, como Fenae, Contraf-CUT, Apcefs, sindicatos e federações de todo o país", avalia. Com relação à Caixa Seguradora, ele afirma que é preciso aguardar os estudos que serão feitos pelo governo.
Para o representante eleito dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Fernando Neiva, "a não abertura do capital da empresa é uma importante vitória da sociedade brasileira, e principalmente dos bancários e bancárias da empresa. A Caixa é importante na condução das políticas públicas e no desenvolvimento das políticas socioeconômica do Brasil".
Mobilização
Durante a luta contra a abertura de capital da instituição financeira pública, foi formado o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública, integrado pela Contraf-CUT, Fenae, CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, para coordenar a mobilização nacional em defesa da empresa.
Dezenas de manifestações foram realizadas em todo o país, convocadas pelas entidades sindicais. Na esfera política, o Comitê Nacional protocolou ofícios nos quais reforçou o pedido de audiência com a presidenta Dilma Rousseff e com o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, para cobrar posição oficial do governo.
Nos documentos, as seis entidades lembram que a primeira solicitação foi feita no dia 23 de dezembro, logo que foram veiculadas as primeiras notícias de que o governo estaria estudando a abertura de capital da Caixa.
Ofícios reiterando o pedido foram enviados em 9 de fevereiro. Já no dia 6 de março, o Comitê Nacional, após reunião realizada em Brasília, solicitou audiência com a nova presidente do banco, Miriam Belchior.
Fonte: Contraf-CUT
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