18/02/2015
Hereda defende Caixa como banco 100% público
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, afirmou na última quinta-feira, 12, que é contra a suposta abertura de capital do banco público, anunciada pela imprensa no final do ano passado. Em entrevista coletiva para divulgação do balanço de 20144, o presidente ressaltou que a posição é uma opinião pessoal sua e que chegou a conversar intensamente sobre o assunto com a presidenta Dilma Rousseff. Hereda garantiu que Dilma tem plena consciência do papel social da Caixa e da importância da instituição como instrumento estratégico para o país, sobretudo por seu potencial de promoção de políticas anticíclicas em meio à instabilidade econômica global. Em 2015, a Caixa completou 154 anos. Ao longo de toda a sua história, a instituição foi controlada unicamente pelo Governo.
“A questão é: no Brasil, cabe ou não cabe uma instituição financeira 100% pública? Em minha opinião, cabe”, disse. Segundo o executivo, diante da situação instável da economia mundial, é muito importante dispor de um instrumento capaz de liderar políticas anticíclicas de enfrentamento da crise. “Algum analista econômico já calculou qual teria sido o PIB do país se os bancos públicos tivessem se comportado como os bancos privados nos últimos anos?”, questionou. Para ele, no sistema bancário brasileiro, muito concentrado, os bancos públicos impõem uma “concorrência” que não seja movida “à base da busca pelo lucro exacerbado levada às últimas consequências”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, e também empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, a posição defendida por Hereda é a mais correta diante do momento vivido pelo banco: “Os bancários e o povo querem que a Caixa permaneça pública e assim deve ser. O banco é o maior responsável pelo crescimento do crédito no país e um dos carros chefes da economia brasileira”.
Em 2014, a Caixa foi responsável por 36% do crescimento do crédito no Brasil e movimento, por meio das operações de crédito, R$ 605 bilhões, o que representa um aumento de 22% em relação ao ano anterior.
Calendário de Lutas
Um Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública está marcado para o dia 27 de fevereiro. O objetivo é mobilizar mais de 100 mil empregados em todo o país, demonstrando apoio e defendendo a instituição.
Além disso, será realizada, também, uma audiência pública, convocada pela deputada Érila Kokay (PT-DF) para debater a abertura de capital do banco, defendendo a Caixa como banco 100% público. A audiência será no dia 25 de fevereiro, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
“A questão é: no Brasil, cabe ou não cabe uma instituição financeira 100% pública? Em minha opinião, cabe”, disse. Segundo o executivo, diante da situação instável da economia mundial, é muito importante dispor de um instrumento capaz de liderar políticas anticíclicas de enfrentamento da crise. “Algum analista econômico já calculou qual teria sido o PIB do país se os bancos públicos tivessem se comportado como os bancos privados nos últimos anos?”, questionou. Para ele, no sistema bancário brasileiro, muito concentrado, os bancos públicos impõem uma “concorrência” que não seja movida “à base da busca pelo lucro exacerbado levada às últimas consequências”.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região, e também empregado da Caixa, Antônio Júlio Gonçalves Neto, a posição defendida por Hereda é a mais correta diante do momento vivido pelo banco: “Os bancários e o povo querem que a Caixa permaneça pública e assim deve ser. O banco é o maior responsável pelo crescimento do crédito no país e um dos carros chefes da economia brasileira”.
Em 2014, a Caixa foi responsável por 36% do crescimento do crédito no Brasil e movimento, por meio das operações de crédito, R$ 605 bilhões, o que representa um aumento de 22% em relação ao ano anterior.
Calendário de Lutas
Um Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública está marcado para o dia 27 de fevereiro. O objetivo é mobilizar mais de 100 mil empregados em todo o país, demonstrando apoio e defendendo a instituição.
Além disso, será realizada, também, uma audiência pública, convocada pela deputada Érila Kokay (PT-DF) para debater a abertura de capital do banco, defendendo a Caixa como banco 100% público. A audiência será no dia 25 de fevereiro, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
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