06/02/2015
Dia de luta em defesa da Caixa 100% pública será realizado no dia 27
Crédito: Fenae
Em reunião realizada na última terça-feira, 3, na sede da Fenae, em Brasília, , a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, aprovou a realização do Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública.
A mobilização está marcada para o dia 27 de fevereiro e será uma de várias ações que os movimentos associativo e sindical têm realizado em todo o país para mobilizar os empregados e a sociedade contra qualquer tentativa de abertura de capital do banco. Os movimentos esperam reunir mais de 100 mil empregados neste ato.
O tema também será pauta de um seminário que a Fenae realizará nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Brasília.
“Não vamos abandonar a Caixa. Seguiremos defendendo a instituição como um banco 100% público que, além de patrimônio dos brasileiros, foi o grande responsável por manter o Brasil firme diante de intensas crises mundiais”, afirma Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e empregado da Caixa.
A Contraf-CUT, federações e sindicatos estão realizando debates sobre o tema em todo o país. Já foram realizadas discussões no Acre, Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Foram agendados dois seminários, um em Pernambuco e o outro em Belo Horizonte, nos dias 10 e 23 de fevereiro, respectivamente.
A deputada federal Erika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa, confirmou a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 25 de fevereiro, para discutir a abertura de capital do banco.
Os membros da CEE/Caixa também avaliaram como importante levar a defesa da Caixa 100% pública para a Marcha dos Trabalhadores, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelas demais centrais sindicais para 26 de fevereiro.
GDP
A CEE/Caixa reforçou a posição contrária ao programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). Para a comissão, trata-se de um gancho para a privatização do banco.
"A medida está baseada em conceitos e práticas questionáveis dos maiores bancos privados. Ela também ameaça conquistas históricas da categoria como a promoção por mérito e a PLR Social", alerta Genésio Cardoso, diretor da Fetec-PR e integrante da CEE/Caixa.
Ficou definido que será publicada uma cartilha sobre o GDP. "O objetivo é distribuir esse material para os empregados da Caixa, a fim de que todos saibam porque somos contra o programa. Essa é uma atrocidade imposta no ano passado pela direção da empresa. Não vamos aceitar esse absurdo, que representa a individualização das relações de trabalho", acrescenta Fabiana Matheus.
Isonomia
Na reunião dessa quarta-feira, os membros da CEE/Caixa também fizeram uma análise das resoluções do terceiro Encontro Nacional de Isonomia, realizado em agosto do ano passado, em Brasília. As federações firmaram o compromisso de avaliar as propostas de forma mais detalhada para definir quais serão os próximos encaminhamentos.
O ponto considerado mais urgente é a recolocação do projeto de lei nº 6.259/2005, que prevê isonomia entre os empregados da Caixa, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia.
A Federação dos Bancários da Bahia e de Sergipe (Feeb/BA-SE) se comprometeu a entrar em contato com o deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA), um dos atores do PL, para buscar mais informações sobre esse processo.
As entidades que integram a CEE/Caixa farão um levantamento dos parlamentares dos respectivos estados que poderão apoiar o projeto de lei da isonomia.
Outros pontos
Foram repassados informes sobre a reunião da comissão paritária criada para debater e formular uma proposta de critérios para promoção por mérito em 2015.
A CEE/Caixa reafirmou o posicionamento manifestado pelos representantes dos trabalhadores de não aceitar a vinculação das regras ao cumprimento de metas, proposta que foi levantada pelos interlocutores da empresa.
Os membros da CEE/Caixa também avaliaram as discussões do GT Saúde sobre a utilização do superávit do Saúde Caixa. O Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015 estabeleceu como prazo-limite a data de 15 de dezembro para que o GT concluísse o debate, o que não aconteceu, porque o banco não repassou as informações necessárias. Foi repactuado um novo prazo, até 15 de abril.
Foi debatida também a implantação dos projetos-pilotos dos Fóruns Regionais de Condições de Trabalho em São Paulo e Paraná. Esses fóruns têm por objetivo debater problemas relacionados à jornada de trabalho, assédio moral, segurança e estrutura das unidades, buscando propostas para solucioná-los. Os projetos-pilotos serão instalados também em Brasília, Campinas e Fortaleza.
A CEE/Caixa fez ainda uma discussão sobre os temas que deverão ser debatidos durante o 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), sem data definida.
Mesa permanente
Está agendada para o dia 19 de março a primeira reunião do ano da mesa de negociação permanente com a Caixa. A pauta ainda será definida.
"Essas negociações são importantes para darmos encaminhamento à pauta definida pelo Conecef e para tratarmos pendências da campanha salarial, bem como para cobrar da Caixa o cumprimento das nossas conquistas que estão sendo desrespeitadas. Em 2015, manteremos como prioridades a melhoria das condições de trabalho e a defesa da Caixa 100% pública", destaca Fabiana Matheus.
Em reunião realizada na última terça-feira, 3, na sede da Fenae, em Brasília, , a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, aprovou a realização do Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% Pública.A mobilização está marcada para o dia 27 de fevereiro e será uma de várias ações que os movimentos associativo e sindical têm realizado em todo o país para mobilizar os empregados e a sociedade contra qualquer tentativa de abertura de capital do banco. Os movimentos esperam reunir mais de 100 mil empregados neste ato.
O tema também será pauta de um seminário que a Fenae realizará nos dias 24 e 25 de fevereiro, em Brasília.
“Não vamos abandonar a Caixa. Seguiremos defendendo a instituição como um banco 100% público que, além de patrimônio dos brasileiros, foi o grande responsável por manter o Brasil firme diante de intensas crises mundiais”, afirma Antônio Júlio Gonçalves Neto, diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região e empregado da Caixa.
A Contraf-CUT, federações e sindicatos estão realizando debates sobre o tema em todo o país. Já foram realizadas discussões no Acre, Bahia, Ceará, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Foram agendados dois seminários, um em Pernambuco e o outro em Belo Horizonte, nos dias 10 e 23 de fevereiro, respectivamente.
A deputada federal Erika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa, confirmou a realização de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, no dia 25 de fevereiro, para discutir a abertura de capital do banco.
Os membros da CEE/Caixa também avaliaram como importante levar a defesa da Caixa 100% pública para a Marcha dos Trabalhadores, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelas demais centrais sindicais para 26 de fevereiro.
GDP
A CEE/Caixa reforçou a posição contrária ao programa Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). Para a comissão, trata-se de um gancho para a privatização do banco.
"A medida está baseada em conceitos e práticas questionáveis dos maiores bancos privados. Ela também ameaça conquistas históricas da categoria como a promoção por mérito e a PLR Social", alerta Genésio Cardoso, diretor da Fetec-PR e integrante da CEE/Caixa.
Ficou definido que será publicada uma cartilha sobre o GDP. "O objetivo é distribuir esse material para os empregados da Caixa, a fim de que todos saibam porque somos contra o programa. Essa é uma atrocidade imposta no ano passado pela direção da empresa. Não vamos aceitar esse absurdo, que representa a individualização das relações de trabalho", acrescenta Fabiana Matheus.
Isonomia
Na reunião dessa quarta-feira, os membros da CEE/Caixa também fizeram uma análise das resoluções do terceiro Encontro Nacional de Isonomia, realizado em agosto do ano passado, em Brasília. As federações firmaram o compromisso de avaliar as propostas de forma mais detalhada para definir quais serão os próximos encaminhamentos.
O ponto considerado mais urgente é a recolocação do projeto de lei nº 6.259/2005, que prevê isonomia entre os empregados da Caixa, do Banco do Brasil, do Banco do Nordeste e do Banco da Amazônia.
A Federação dos Bancários da Bahia e de Sergipe (Feeb/BA-SE) se comprometeu a entrar em contato com o deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA), um dos atores do PL, para buscar mais informações sobre esse processo.
As entidades que integram a CEE/Caixa farão um levantamento dos parlamentares dos respectivos estados que poderão apoiar o projeto de lei da isonomia.
Outros pontos
Foram repassados informes sobre a reunião da comissão paritária criada para debater e formular uma proposta de critérios para promoção por mérito em 2015.
A CEE/Caixa reafirmou o posicionamento manifestado pelos representantes dos trabalhadores de não aceitar a vinculação das regras ao cumprimento de metas, proposta que foi levantada pelos interlocutores da empresa.
Os membros da CEE/Caixa também avaliaram as discussões do GT Saúde sobre a utilização do superávit do Saúde Caixa. O Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015 estabeleceu como prazo-limite a data de 15 de dezembro para que o GT concluísse o debate, o que não aconteceu, porque o banco não repassou as informações necessárias. Foi repactuado um novo prazo, até 15 de abril.
Foi debatida também a implantação dos projetos-pilotos dos Fóruns Regionais de Condições de Trabalho em São Paulo e Paraná. Esses fóruns têm por objetivo debater problemas relacionados à jornada de trabalho, assédio moral, segurança e estrutura das unidades, buscando propostas para solucioná-los. Os projetos-pilotos serão instalados também em Brasília, Campinas e Fortaleza.
A CEE/Caixa fez ainda uma discussão sobre os temas que deverão ser debatidos durante o 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), sem data definida.
Mesa permanente
Está agendada para o dia 19 de março a primeira reunião do ano da mesa de negociação permanente com a Caixa. A pauta ainda será definida.
"Essas negociações são importantes para darmos encaminhamento à pauta definida pelo Conecef e para tratarmos pendências da campanha salarial, bem como para cobrar da Caixa o cumprimento das nossas conquistas que estão sendo desrespeitadas. Em 2015, manteremos como prioridades a melhoria das condições de trabalho e a defesa da Caixa 100% pública", destaca Fabiana Matheus.
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