Febraban quer mudar correspondentes para se livrar dos direitos dos bancários
Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, a proposta da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) sobre correspondentes quer passar por cima das atuais leis, abrindo uma brecha para que as instituições bancárias possam precarizar os direitos trabalhistas.
A Febraban encaminhou na semana passada proposta ao Banco Central que visa a evitar que estabelecimentos comerciais que recebem contas e ofertam crédito sejam consideradas instituições financeiras, além de considerar que os funcionários dessas instituições não devem ter os mesmos direitos dos bancários.
"Eles (Febraban) continuam espertinhos demais para o nosso gosto. Eles querem agora legislar em causa própria para garantir que bancários tenham direito algum, porque eles começam a perder na Justiça", criticou o secretário-geral. Além da questão dos direitos, a nomenclatura da categoria também pode ser modificada. "O nome, no caso, mudaria de correspondente bancário e não-bancário. Neologismo", ironizou.
Segundo matéria publicada no jornal Valor Econômico, o BC propõe aos correspondentes atuarem somente nos pontos onde haja formalização de vínculo entre empresa-funcionário. Também há possibilidade de que os empregados tenham treinamento e noções de operação de Crédito Direto ao Consumidor (CDC). Já a proposta da Febraban sugere que o reconhecimento seja restrito às entidades que realizam operações de crédito e arrendamento mercantil, por órgão certificador reconhecido.
Questionado sobre um cenário onde o Febraban tenha suas propostas contempladas, Barros garantiu que a Contraf-CUT irá mostrar ao Banco Central seu posicionamento. "Primeiro que, quem trabalha dentro de banco e estabelecimento de crédito não é correspondente bancário, e sim, bancário. É mais uma manobra para empurrar as filas que eles não querem das agências bancárias, se desviando do peso dos direitos dos trabalhadores fora das agências", pontuou.
Fonte: Rede Brasil Atual
MAIS NOTÍCIAS
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras