12/05/2026
Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
Os afastamentos por Síndrome de Burnout cresceram 823% no Brasil entre 2021 e 2025, passando de 823 para 7.595 casos, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O aumento acompanha o avanço das denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho, que saltaram de 190 para 1.022 no mesmo período, conforme levantamento do Ministério Público do Trabalho.
O impacto também pesa nos cofres públicos: os gastos com auxílio-doença por transtornos mentais passaram de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,89 bilhões em 2024. Especialistas apontam que o cenário é resultado da intensificação das jornadas, da pressão por metas, da hiperconectividade e de ambientes de trabalho cada vez mais competitivos.
O debate ganhou força com a entrada em vigor, em 26 de maio, do caráter punitivo da nova NR-1. A norma obriga empresas a identificarem e gerenciarem riscos psicossociais, como assédio moral, metas abusivas, jornadas exaustivas e falta de autonomia, dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A fiscalização poderá aplicar multas e utilizar dados de afastamentos por transtornos mentais como indício de negligência patronal.
A fiscalização não será uma mera formalidade. Auditores fiscais serão capacitados para cruzar dados do eSocial e identificar picos de afastamento por CIDs relacionados à saúde mental (como F43 e Z73), usando isso como evidência de negligência. As penalidades são severas: especialistas apontam multas que podem chegar a R$ 6.708,08 por trabalhador exposto ao risco.
E o problema não para na esfera administrativa. A ausência de um PGR robusto servirá como prova cabal de culpa patronal na Justiça do Trabalho, facilitando indenizações por danos morais e coletivos.
Especialistas também relacionam o avanço do burnout à escala 6x1, considerada um fator que amplia o estresse, a ansiedade e o esgotamento. A batalha contra o burnout, portanto, não se vence com palestras motivacionais, mas com a mudança estrutural das relações de trabalho e a coragem de enfrentar pautas como a redução da jornada sem redução de salário – um passo fundamental para a construção de uma democracia plena e de uma sociedade mais justa.
Fale com o Sindicato
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região orienta bancários e bancárias a denunciarem irregularidades em saúde e segurança por meio de seu Canal de Denúncias, com garantia de anonimato. Trabalhadores que precisem emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ou esclarecer dúvidas sobre afastamentos e direitos podem buscar apoio diretamente com a Secretaria de Saúde.
Entre em contato pelo WhatsApp (17) 99259-1987 ou através do Fale Conosco, no site do Sindicato.
O impacto também pesa nos cofres públicos: os gastos com auxílio-doença por transtornos mentais passaram de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,89 bilhões em 2024. Especialistas apontam que o cenário é resultado da intensificação das jornadas, da pressão por metas, da hiperconectividade e de ambientes de trabalho cada vez mais competitivos.
O debate ganhou força com a entrada em vigor, em 26 de maio, do caráter punitivo da nova NR-1. A norma obriga empresas a identificarem e gerenciarem riscos psicossociais, como assédio moral, metas abusivas, jornadas exaustivas e falta de autonomia, dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A fiscalização poderá aplicar multas e utilizar dados de afastamentos por transtornos mentais como indício de negligência patronal.
A fiscalização não será uma mera formalidade. Auditores fiscais serão capacitados para cruzar dados do eSocial e identificar picos de afastamento por CIDs relacionados à saúde mental (como F43 e Z73), usando isso como evidência de negligência. As penalidades são severas: especialistas apontam multas que podem chegar a R$ 6.708,08 por trabalhador exposto ao risco.
E o problema não para na esfera administrativa. A ausência de um PGR robusto servirá como prova cabal de culpa patronal na Justiça do Trabalho, facilitando indenizações por danos morais e coletivos.
Especialistas também relacionam o avanço do burnout à escala 6x1, considerada um fator que amplia o estresse, a ansiedade e o esgotamento. A batalha contra o burnout, portanto, não se vence com palestras motivacionais, mas com a mudança estrutural das relações de trabalho e a coragem de enfrentar pautas como a redução da jornada sem redução de salário – um passo fundamental para a construção de uma democracia plena e de uma sociedade mais justa.
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O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região orienta bancários e bancárias a denunciarem irregularidades em saúde e segurança por meio de seu Canal de Denúncias, com garantia de anonimato. Trabalhadores que precisem emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ou esclarecer dúvidas sobre afastamentos e direitos podem buscar apoio diretamente com a Secretaria de Saúde.
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"O modelo organizacional praticado pelos bancos faz mais e mais vítimas a cada dia e trata os funcionários como descartáveis. Toda essa carga emocional decorrente do assédio moral e do medo de demissão soma-se à pressão por metas diárias e inatingíveis. Não basta o trabalhador recorrer a subterfúgios para tentar amenizar os gatilhos do adoecimento se não houver por parte dos bancos esse reconhecimento da existência de um ambiente que leva ao adoecimento de seus empregados e transformações profundas nas condições de trabalho. Saúde é um direito do trabalhador e adoecer pelo trabalho não deve ser normal", acrescentou o secretário de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Luiz Eduardo de M. Freire (Sadam).
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