11/05/2026
Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
“Rompendo o silêncio: informação que proteger” foi o tema escolhido para a 14ª edição da Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil que reuniu, neste ano, cerca de 150 bancárias em bancários, entre os dias 5 e 6 de maio, na Colônia de Férias dos Comerciários, na Praia Grande, litoral paulista.
O evento abordou desde os impactos da pejotização e flexibilização das condições de trabalho sobre a desigualdade de gênero, passando pelos desafios da participação das mulheres na política, até atividades básicas de autodefesa e uma simulação de um júri de agressão.
"A desigualdade de gênero se manifesta em diversas esferas da sociedade: nas relações parentais, no mercado de trabalho, na política e nas ruas. Por isso foi tão importante essa oportunidade que tivemos, de participar desta oficina, onde além do aprendizado com palestrantes, trocamos experiência entre sindicatos e entidades para superarmos as desigualdades no mercado de trabalho e ampliar a participação das mulheres na política", destacou a vice-presidenta do Comitê de Mulheres UNI Américas e secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.
No primeiro dia de atividades, o grupo contou com palestras dos técnicos do Dieese Fabiana Campelo e Fernando Lima, sobre a precarização do mercado de trabalho (especificamente pejotização e flexibilização de contratos), da economista e presidenta do Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Maria Dolores, Analisa Silva, e da também economista e doutora em Desenvolvimento Econômico e Social pela IE-UNICAMP, Marilane Teixeira, que abordaram a participação das mulheres na política e as ações do governo de combate ao feminicídio e superação das desigualdades de gênero.
Aulas de autodefesa
As participantes também receberam, no primeiro dia, aulas práticas de autodefesa feminina com o Grupo Empodere-se. No segundo dia, foi a vez do instrutor e também presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco-SP, Luciano Pereira Leite, ensinar outras técnicas de defesa pessoal e reação em situações de risco.
"As técnicas que tivemos a oportunidade de aprender estão dentro de um debate maior, de enfrentamento ao crescimento da violência contra as mulheres: um cenário que nos obriga a pensar além da implementação de políticas públicas, jurídicas e de ações de conscientização dos homens e meninos", observou a dirigente recém liberada de Alagoas, Ramonna Mickaelly, reforçando a importância de que “as mulheres estejam sempre preparadas para se defenderem de ataques e assédios em locais públicos, como ônibus, metrôs, trabalho e, até, infelizmente, dentro das próprias relações parentais e conjugais, onde ainda enfrentamos a dura realidade do feminicídio", arrematou.
Simulação de júri de agressão
Outro destaque da 14ª Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil foi a simulação de um júri de agressão, com participação de de público, vítima, agressor, defesa e acusação.
"Simulamos uma agressão sofrida por uma mulher por parte de seu marido, e os impactos desta violência no trabalho", explicou a integrante do Comitê Mundial da UNI Mulheres e dirigente do SEEB-SP, Karen Cristina de Souza. "A encenação incluiu a denúncia na delegação até chegar no júri de agressão, na Justiça. Esse exercício foi fundamental para demonstrar as dificuldades das mulheres em todo esse processo”, pontuou.
O evento abordou desde os impactos da pejotização e flexibilização das condições de trabalho sobre a desigualdade de gênero, passando pelos desafios da participação das mulheres na política, até atividades básicas de autodefesa e uma simulação de um júri de agressão.
"A desigualdade de gênero se manifesta em diversas esferas da sociedade: nas relações parentais, no mercado de trabalho, na política e nas ruas. Por isso foi tão importante essa oportunidade que tivemos, de participar desta oficina, onde além do aprendizado com palestrantes, trocamos experiência entre sindicatos e entidades para superarmos as desigualdades no mercado de trabalho e ampliar a participação das mulheres na política", destacou a vice-presidenta do Comitê de Mulheres UNI Américas e secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes.
No primeiro dia de atividades, o grupo contou com palestras dos técnicos do Dieese Fabiana Campelo e Fernando Lima, sobre a precarização do mercado de trabalho (especificamente pejotização e flexibilização de contratos), da economista e presidenta do Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Maria Dolores, Analisa Silva, e da também economista e doutora em Desenvolvimento Econômico e Social pela IE-UNICAMP, Marilane Teixeira, que abordaram a participação das mulheres na política e as ações do governo de combate ao feminicídio e superação das desigualdades de gênero.
Aulas de autodefesa
As participantes também receberam, no primeiro dia, aulas práticas de autodefesa feminina com o Grupo Empodere-se. No segundo dia, foi a vez do instrutor e também presidente do Sindicato dos Comerciários de Osasco-SP, Luciano Pereira Leite, ensinar outras técnicas de defesa pessoal e reação em situações de risco.
"As técnicas que tivemos a oportunidade de aprender estão dentro de um debate maior, de enfrentamento ao crescimento da violência contra as mulheres: um cenário que nos obriga a pensar além da implementação de políticas públicas, jurídicas e de ações de conscientização dos homens e meninos", observou a dirigente recém liberada de Alagoas, Ramonna Mickaelly, reforçando a importância de que “as mulheres estejam sempre preparadas para se defenderem de ataques e assédios em locais públicos, como ônibus, metrôs, trabalho e, até, infelizmente, dentro das próprias relações parentais e conjugais, onde ainda enfrentamos a dura realidade do feminicídio", arrematou.
Simulação de júri de agressão
Outro destaque da 14ª Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres Brasil foi a simulação de um júri de agressão, com participação de de público, vítima, agressor, defesa e acusação.
"Simulamos uma agressão sofrida por uma mulher por parte de seu marido, e os impactos desta violência no trabalho", explicou a integrante do Comitê Mundial da UNI Mulheres e dirigente do SEEB-SP, Karen Cristina de Souza. "A encenação incluiu a denúncia na delegação até chegar no júri de agressão, na Justiça. Esse exercício foi fundamental para demonstrar as dificuldades das mulheres em todo esse processo”, pontuou.
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