Conselho de Usuários recomenda e banco não reajusta Plano de Saúde
A Gerência Nacional de Plano de Saúde e Ambiência Corporativa (Gesad) da Caixa Econômica Federal divulgou circular na qual informa que, em 2011, os valores e percentuais de custeio do Saúde Caixa permanecerão os mesmos de 2010 para o exercício de 2011.
No comunicado, a Gesad informa ainda que foi realizado o estudo atuarial, conforme previsto no acordo aditivo à Convenção Coletiva Nacional de Trabalho da categoria bancária, para verificação da necessidade, ou não, de ajuste nos itens de custeio (mensalidade do Grupo Familiar, mensalidade do dependente indireto, percentual de coparticipação e limite do teto anual de coparticipação).
O Conselho de Usuários, reunido no último dia 11, concluiu pela não necessidade de reajuste, com base não só no relatório atuarial, mas principalmente em razão do excelente desempenho do plano nos últimos quatro anos, cujo superávit já atinge a cifra de algo em torno de R$ 130 milhões.
Segundo Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf/CUT e empregado da Caixa, "a decisão era esperada, tendo em vista os números parciais já conhecidos dos relatórios financeiros mensais. Nossa expectativa agora é que a Caixa cumpra o negociado e discuta na mesa de negociação a destinação desses recursos, com melhorias efetivas no plano, tanto em relação à ampliação das coberturas, bem como da melhoria da rede credenciada".
Atualmente, o formato de custeio do Saúde Caixa é composto de 70% das despesas assistenciais pela empresa, desde que não inferior a 3,5% das despesas com pessoal, inclusive encargos, e 30% dos titulares/beneficiários, assim distribuído: 2% da remuneração-base (mensalidade do Grupo Familiar), R$ 110 (mensalidade por dependente indireto) e 20% das despesas quando da utilização de qualquer serviço, com teto anual de R$ 2.400 (coparticipação).
A Caixa é também responsável por 100% das despesas administrativas.
Saúde Caixa: mais informações
Implantado em 2004, como resultado de negociações entre o movimento dos empregados e a Caixa no âmbito de um grupo de trabalho paritário, o Saúde Caixa é um plano de auto-gestão, com cobertura nacional e assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica, fonoaudiológica, fisioterápica, de serviços sociais e de medicina alternativa reconhecidos pelo Ministério da Saúde.
O modelo em vigor garante a participação dos empregados na gestão do fundo e mantém a responsabilidade conjunta da empresa sobre sua manutenção. Trata-se, na verdade, do quinto maior plano de saúde entre os administrados pela própria empregadora, com mais de 250 mil beneficiários, entre empregados da ativa, aposentados, pensionistas e seus familiares. Cobre não apenas despesas com profissionais médicos, mas também com odontologia, fisioterapia e psicologia.
O Saúde Caixa possui gestão compartilhada e é composto de um Conselho de Usuários, com cinco representantes indicados pela Caixa e cinco representantes eleitos pelos empregados ativos e aposentados usuários do plano. Esse Conselho acompanha e opina sobre a gestão do Saúde Caixa, mas não tem caráter deliberativo.
Fonte: Contraf-CUT com Fenae
MAIS NOTÍCIAS
- Pela Vida das Mulheres, a Luta é de todos: CUT lança campanha permanente de combate ao feminicídio
- Após cobrança, reunião sobre a Cassi é marcada para essa quinta-feira (14)
- Fechamento de agências e sobrecarga de trabalho dominam reunião entre COE Santander e direção do banco
- Dieese realiza jornada de debates nacionais pelo fim da 6x1: confira locais e datas
- 13 de Maio reforça luta antirracista e mobiliza categoria bancária para a Campanha Nacional
- Bancários do Itaú fazem assembleia virtual sobre acordo de CCV nesta sexta-feira (15). Participe!
- Escala 6x1 e jornada de 44h contribuem para a desigualdade de renda no Brasil
- Burnout explode 823% e novo decreto fará empresas pagarem caro por metas absurdas: escala 6×1 é próximo alvo
- Pressão por vendas: com regras piores para pagar comissões, lucro da Caixa Seguridade aumenta 13,2% no 1º tri. Dividendos pagos alcançam R$ 1,05 bi
- Sindicato participa de lançamento de livro que celebra legado político e sindical de Augusto Campos
- Oficina de Formação da Rede UNI Mulheres aborda desafios para igualdade de gênero no país, com aulas práticas de autodefesa
- Santander reduz lucro no 1º trimestre de 2026 e mantém cortes de empregos e fechamento de unidades
- Movimento sindical cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi
- Fechamento de agências bancárias amplia exclusão de pessoas com deficiência e população vulnerável
- ELEIÇÕES SINDICAIS: Termo de encerramento do prazo de impugnação de canditaduras