Correção da tabela é urgente
A correção da tabela do imposto de renda está levando os trabalhadores às ruas. Na terça-feira, dia 18, a mobilização foi na Avenida Paulista e nesta sexta, 21, será no centro velho de São Paulo, a partir das 12h.
Além dos protestos, os bancários encaminharam carta à presidenta Dilma Rousseff e a ministros da área econômica e social reivindicando instalação de uma política perene de correção da tabela de acordo com a inflação do período, medida pelo INPC em 6,47% para 2010.
Negociações entre trabalhadores e o governo Lula garantiram reajuste de 4,5% ao ano desde 2007, mas o acordo de correção não foi renovado para 2011.
“Estamos enviando a carta porque acreditamos que a via negocial junto com a pressão dos trabalhadores é o melhor caminho para manter e ampliar conquistas importante para toda a sociedade, a exemplo do que foi feito durante todo governo Lula”, destaca a presidenta do Sindicato dos bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.
Na próxima quarta-feira 26, às 16h30, dirigentes da CUT e demais centrais sindicais reúnem-se em Brasília com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para debater correção da tabela do IR, política de valorização do salário mínimo e reajuste das aposentadorias.
CUT - Na Paulista, o presidente da CUT, Artur Henrique, ressaltou que o ato foi o primeiro exemplo de 2011 de mobilização e união das centrais em torno dessas reivindicações e será seguido por outros protestos.
“Mais de 97% das categorias conquistaram aumento real de salário no ano passado e por causa disso muitos trabalhadores mudaram de faixa de rendimento na tabela do IR. Esse dinheiro deveria sair do bolso do trabalhador para aumentar o consumo e melhorar sua vida, mas se não houver correção da tabela este ano, uma parte dele será comida pelo leão”.
Para Juvandia, não há justificativa para não ajustar a tabela. “Se os aumentos conquistados forem mantidos nos bolsos dos trabalhadores, eles resultarão em maior consumo e, consequentemente, em maior arrecadação dos impostos que incidem sobre o consumo. Ou seja, se o governo perde de um lado, ganha do outro”.
Proteste!
Envie mensagens para a Câmara, para o Senado e para a equipe econômica, pedindo a correção da tabela do imposto de renda.
Câmara dos Deputados: www.camara.gov.br/participe/fale-conosco
Senado: www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/fale_senado.asp
Ministro da Fazenda, Guido Mantega: secretarias.df.gmf@fazenda.gov.br
Ministra do Planejamento, Miriam Belchior: (ministra@planejamento.gov.br)
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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