06/08/2025
GT Caixa do Futuro debate demandas dos trabalhadores em reunião com o banco
O Grupo de Trabalho Caixa do Futuro, formado por empregadas e empregados indicados pelas entidades sindicais e por representantes da Caixa Econômica Federal, se reuniu, pela primeira vez, na quinta-feira (31). O grupo foi pensado para refletir sobre soluções de defesa do caráter público banco, valorização e manutenção dos direitos dos empregados e para o bom atendimento aos clientes.
Durante o encontro, o banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”.
Outro ponto apresentado pela Caixa foi com relação ao programa de premiação Super Caixa. O banco disse se tratar de uma premiação concedida aos empregados das redes de varejo e atacado como reconhecimento pelo desempenho superior ao ordinariamente esperado e que se trata de uma liberalidade do banco.
A representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEE, Luiza Hansen, recorda que esse tipo de premiação possui elementos que podem comprometer a saúde dos trabalhadores. "Entendemos que, quando há diálogo com os sindicatos e são definidos critérios claros e justos, as queixas costumam ser bem menores", ressalta.
A atual forma de remuneração dos empregados está diretamente atrelada ao desempenho total da unidade, exigindo o alcance de 100% no resultado.caixa, além de depender dos índices de satisfação do cliente (CSAT) e de Negócios Sustentáveis (NS).
O grande problema é que, se a unidade como um todo não atinge a meta do resultado.caixa, nenhum trabalhador recebe o pagamento, mesmo que tenha batido suas metas individuais e contribuído efetivamente para os bons resultados da Caixa. Essa lógica pode desmotivar os colegas e desvalorizar o empenho individual de cada um.
No modelo anterior do TDV (time de vendas), os trabalhadores podiam receber até R$ 50 mil por trimestre, independentemente do desempenho geral da unidade. Ainda assim, mais de 90% das unidades superaram os 100% nas metas, o que demonstrava o comprometimento dos empregados.
"Com as novas regras, além de exigir o cumprimento integral das metas coletivas, foram criados mais obstáculos — os chamados "gatilhos" —, o que obriga os empregados a produzirem mais para, no fim, receberem menos", explica Tamara SiqueiraTamara Siqueira, diretora de Bancos Federais da Fetec-CUT/SP.
Outra mudança que, segundo a representação dos empregados, pode prejudicar os trabalhadores é que o pagamento está atrelado à remuneração base (RB). Além disso, deixa de ser trimestral e passa a ser semestral. O teto por semestre passa a ser de até quatro RBs. Antes era de até R$ 50mil por trimestre.
Segundo a representação dos trabalhadores, ao contrário do que foi afirmado pela Caixa, os empregados reclamam que a nova forma de premiação da Caixa dificulta o atingimento da meta estabelecida e, se for atingida, os valores pagos serão menores do que os que eram pagos no formato anterior. A Caixa nega.
A representação dos trabalhadores pede para que, se o espelho mostrar que houve redução do valor e do número de beneficiados, o banco reveja as normas estabelecidas, pois empregados que realizam vendas podem ficar sem receber a premiação.
Outra revisão pedida pela representação dos trabalhadores foi com relação ao absenteísmo. O banco disse que as ausências prejudicam apenas o nível das Superintendências Regionais para cima. Os empregados observaram que se as superintendências são prejudicadas elas fazem pressão nos níveis inferiores. Ou seja, mesmo que não oficializado, há prejuízo também nos níveis mais baixos.
Outros assuntos
A representação dos empregados também apresentou outros questionamentos para que a Caixa traga respostas na próxima reunião. Entre elas a disponibilização, ou não, de celulares para o uso do App de visitas PJ; a falta de estrutura para o retorno ao trabalho presencial dos empregados que realizam as atividades em formato remoto; e questões relacionadas à reestruturação de agências.
A representação dos empregados também cobrou o debate sobre carreiras e sobre novas ferramentas de mensuração, que privilegiem a cooperação entre colegas e não incentivem disputas entre unidades da própria Caixa.
Próximas reuniões
A próxima reunião do GT Caixa do Futuro deve acontecer no dia 3 de setembro, de forma remota, por videoconferência. Antes disso, nos dias 14 e 15 de agosto, no Rio de Janeiro, acontecerão as reuniões de negociações sobre o Saúde Caixa e das demais questões pendentes, respectivamente.
Durante o encontro, o banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”.
Outro ponto apresentado pela Caixa foi com relação ao programa de premiação Super Caixa. O banco disse se tratar de uma premiação concedida aos empregados das redes de varejo e atacado como reconhecimento pelo desempenho superior ao ordinariamente esperado e que se trata de uma liberalidade do banco.
A representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP) na CEE, Luiza Hansen, recorda que esse tipo de premiação possui elementos que podem comprometer a saúde dos trabalhadores. "Entendemos que, quando há diálogo com os sindicatos e são definidos critérios claros e justos, as queixas costumam ser bem menores", ressalta.
A atual forma de remuneração dos empregados está diretamente atrelada ao desempenho total da unidade, exigindo o alcance de 100% no resultado.caixa, além de depender dos índices de satisfação do cliente (CSAT) e de Negócios Sustentáveis (NS).
O grande problema é que, se a unidade como um todo não atinge a meta do resultado.caixa, nenhum trabalhador recebe o pagamento, mesmo que tenha batido suas metas individuais e contribuído efetivamente para os bons resultados da Caixa. Essa lógica pode desmotivar os colegas e desvalorizar o empenho individual de cada um.
No modelo anterior do TDV (time de vendas), os trabalhadores podiam receber até R$ 50 mil por trimestre, independentemente do desempenho geral da unidade. Ainda assim, mais de 90% das unidades superaram os 100% nas metas, o que demonstrava o comprometimento dos empregados.
"Com as novas regras, além de exigir o cumprimento integral das metas coletivas, foram criados mais obstáculos — os chamados "gatilhos" —, o que obriga os empregados a produzirem mais para, no fim, receberem menos", explica Tamara SiqueiraTamara Siqueira, diretora de Bancos Federais da Fetec-CUT/SP.
Outra mudança que, segundo a representação dos empregados, pode prejudicar os trabalhadores é que o pagamento está atrelado à remuneração base (RB). Além disso, deixa de ser trimestral e passa a ser semestral. O teto por semestre passa a ser de até quatro RBs. Antes era de até R$ 50mil por trimestre.
Segundo a representação dos trabalhadores, ao contrário do que foi afirmado pela Caixa, os empregados reclamam que a nova forma de premiação da Caixa dificulta o atingimento da meta estabelecida e, se for atingida, os valores pagos serão menores do que os que eram pagos no formato anterior. A Caixa nega.
A representação dos trabalhadores pede para que, se o espelho mostrar que houve redução do valor e do número de beneficiados, o banco reveja as normas estabelecidas, pois empregados que realizam vendas podem ficar sem receber a premiação.
Outra revisão pedida pela representação dos trabalhadores foi com relação ao absenteísmo. O banco disse que as ausências prejudicam apenas o nível das Superintendências Regionais para cima. Os empregados observaram que se as superintendências são prejudicadas elas fazem pressão nos níveis inferiores. Ou seja, mesmo que não oficializado, há prejuízo também nos níveis mais baixos.
Outros assuntos
A representação dos empregados também apresentou outros questionamentos para que a Caixa traga respostas na próxima reunião. Entre elas a disponibilização, ou não, de celulares para o uso do App de visitas PJ; a falta de estrutura para o retorno ao trabalho presencial dos empregados que realizam as atividades em formato remoto; e questões relacionadas à reestruturação de agências.
A representação dos empregados também cobrou o debate sobre carreiras e sobre novas ferramentas de mensuração, que privilegiem a cooperação entre colegas e não incentivem disputas entre unidades da própria Caixa.
Próximas reuniões
A próxima reunião do GT Caixa do Futuro deve acontecer no dia 3 de setembro, de forma remota, por videoconferência. Antes disso, nos dias 14 e 15 de agosto, no Rio de Janeiro, acontecerão as reuniões de negociações sobre o Saúde Caixa e das demais questões pendentes, respectivamente.
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