10/07/2025
SuperCaixa: Novo programa da Caixa acirra clima competitivo, desinforma os empregados e ignora riscos à saúde mental
A Caixa anunciou recentemente o programa SuperCaixa, que promete unificar mecanismos de remuneração variável, como o Bônus Caixa e o TDV (Time de Vendas), e transformar a lógica de premiação entre os empregados. O anúncio, porém, foi feito sem diálogo prévio e sem esclarecimentos suficientes, gerando insegurança, ansiedade e tensão entre os trabalhadores.
Para a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), o problema não está apenas no conteúdo da proposta, mas na forma como ela vem sendo conduzida. “Estamos vivendo mais um episódio em que a gestão da Caixa toma decisões que afetam diretamente os trabalhadores sem ouvir suas representações, sem apresentar informações claras e sem considerar os impactos humanos e psicossociais dessas medidas”, afirma o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae, ressalta que as mudanças apresentadas geram um ambiente de trabalho onde reina o medo, a desinformação e a pressão constante. “Os empregados são prejudicados quando se instala um ambiente de insegurança e instabilidade. O que estamos vendo é a repetição de uma gestão que negligencia o fator humano e ignora o diálogo, a preservação do bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores”, afirma.
Falta de informação e riscos para a saúde
A atualização recente da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, passou a incluir a gestão dos chamados riscos psicossociais, como ansiedade, estresse, medo e pressão no ambiente de trabalho, como parte obrigatória do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Para a Fenae, o momento exige responsabilidade e adequação das empresas a essa nova realidade.
“A Caixa parece despreparada para lidar com esse novo momento. Em 2025, não é admissível que um banco público com essa dimensão continue gerando caos interno com medidas de impacto direto na vida dos trabalhadores, sem qualquer escuta qualificada. O que está em jogo é a saúde mental de milhares de pessoas”, avalia Takemoto.
Pesquisa em andamento
Para aprofundar a análise sobre o ambiente de trabalho na Caixa, a Fenae está realizando uma nova pesquisa nacional com empregados da ativa e aposentados, com foco na saúde física e mental. Os dados deverão ajudar a mensurar o grau de adoecimento causado pelas mudanças constantes, cobranças excessivas e ambiente hostil. O questionário foi enviado por e-mail dos empregados, pode ser acessada pelo App Viva Fenae/Apcefs ou pelo link: https://link.fenae.org.br/pesquisafenae.
“Precisamos dar um basta ao clima de medo, pressão e incerteza que ainda domina muitas áreas da Caixa. Com o novo programa, que promete transformações profundas, a tendência é esse cenário se aprofundar. E não podemos permitir mudanças tão relevantes sem ouvir quem faz a Caixa acontecer todos os dias: seus empregados. Por isso, é fundamental que cada colega de Catanduva e região, e de todoo país, participe da pesquisa da Fenae. Só assim conseguiremos mostrar, com dados concretos, que a Caixa precisa rever suas práticas de gestão e construir um ambiente de trabalho saudável, digno e justo para todos”, reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) já questionou o banco sobre esse novo programa, durante a reunião realizada na última quinta-feira (3). “Não se trata de um problema técnico ou de comunicação. Trata-se de uma opção de gestão que escolhe não ouvir seus trabalhadores e, com isso, compromete o bem-estar e a qualidade do trabalho prestado à população”, conclui Sergio Takemoto.
Para a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa), o problema não está apenas no conteúdo da proposta, mas na forma como ela vem sendo conduzida. “Estamos vivendo mais um episódio em que a gestão da Caixa toma decisões que afetam diretamente os trabalhadores sem ouvir suas representações, sem apresentar informações claras e sem considerar os impactos humanos e psicossociais dessas medidas”, afirma o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae, ressalta que as mudanças apresentadas geram um ambiente de trabalho onde reina o medo, a desinformação e a pressão constante. “Os empregados são prejudicados quando se instala um ambiente de insegurança e instabilidade. O que estamos vendo é a repetição de uma gestão que negligencia o fator humano e ignora o diálogo, a preservação do bem-estar e a saúde mental dos trabalhadores”, afirma.
Falta de informação e riscos para a saúde
A atualização recente da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), do Ministério do Trabalho e Emprego, passou a incluir a gestão dos chamados riscos psicossociais, como ansiedade, estresse, medo e pressão no ambiente de trabalho, como parte obrigatória do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Para a Fenae, o momento exige responsabilidade e adequação das empresas a essa nova realidade.
“A Caixa parece despreparada para lidar com esse novo momento. Em 2025, não é admissível que um banco público com essa dimensão continue gerando caos interno com medidas de impacto direto na vida dos trabalhadores, sem qualquer escuta qualificada. O que está em jogo é a saúde mental de milhares de pessoas”, avalia Takemoto.
Pesquisa em andamento
Para aprofundar a análise sobre o ambiente de trabalho na Caixa, a Fenae está realizando uma nova pesquisa nacional com empregados da ativa e aposentados, com foco na saúde física e mental. Os dados deverão ajudar a mensurar o grau de adoecimento causado pelas mudanças constantes, cobranças excessivas e ambiente hostil. O questionário foi enviado por e-mail dos empregados, pode ser acessada pelo App Viva Fenae/Apcefs ou pelo link: https://link.fenae.org.br/pesquisafenae.
“Precisamos dar um basta ao clima de medo, pressão e incerteza que ainda domina muitas áreas da Caixa. Com o novo programa, que promete transformações profundas, a tendência é esse cenário se aprofundar. E não podemos permitir mudanças tão relevantes sem ouvir quem faz a Caixa acontecer todos os dias: seus empregados. Por isso, é fundamental que cada colega de Catanduva e região, e de todoo país, participe da pesquisa da Fenae. Só assim conseguiremos mostrar, com dados concretos, que a Caixa precisa rever suas práticas de gestão e construir um ambiente de trabalho saudável, digno e justo para todos”, reforça o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região e da Apcef/SP, Antônio Júlio Gonçalves Neto.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) já questionou o banco sobre esse novo programa, durante a reunião realizada na última quinta-feira (3). “Não se trata de um problema técnico ou de comunicação. Trata-se de uma opção de gestão que escolhe não ouvir seus trabalhadores e, com isso, compromete o bem-estar e a qualidade do trabalho prestado à população”, conclui Sergio Takemoto.
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