12/07/2021
Governo Bolsonaro tira recursos do SUS para bancar despesas dos militares

Relatório do Ministério Público de Contas encaminhado à CPI da Covid mostra que o governo de Jair Bolsonaro tirou recursos do SUS (Serviço Único de Saúde) para bancar despesas de militares. Do total de R$ 715 bilhões extraordinários desembolsados no ano passado para o combate da pandemia, a Defesa ficou com R$ 435,5 milhões. Desse montante, o Ministério da Defesa gastou R$ 58 mil com material odontológico, R$ 5,99 milhões com energia, água e esgoto, gás e serviços domésticos.
A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. Também há gastos de R$ 25,5 mil para cuidados com cavalos, R$ 1 milhão com uniformes e R$ 225,9 mil com cama, mesa e banho. Fora R$ 6,2 milhões com a manutenção e a conservação de bens imóveis.
Hospitais militares
Há desvio de recursos do SUS para militares neste ano, pois do FNS (Fundo Nacional de Saúde) saíram 15,6 milhões para Comissão Aeronáutica de Washington. Em 25 de fevereiro, a Comissão Aeronáutica na Europa fez dois pagamentos com dinheiro do FNS. O primeiro, de R$ 4,5 milhões, em 2020, e o segundo, de R$ 7,1 milhões, em 2021.
Já para despesas médico-hospitalares com materiais e serviços em hospitais militares foram transferidos outros R$ 100 milhões. E isso “sem que se tenha prova de que foram gastos em benefício da população em geral, em vez de apenas atender aos hospitais militares, os quais se recusaram a ceder leitos para tratamento de pacientes civis com covid-19”, conforme destacou a autora do relatório, a procuradora Élida Graziane Pinto.
Segundo ela, usar dinheiro de crédito extraordinário para cobrir gastos cotidiano seria uma forma de burlar o teto dos gastos.
SUS prejudicado
Conforme o jornal, a procuradora anotou no relatório de 238 páginas que, de R$ 69,88 bilhões para enfrentamento da pandemia, o Ministério da Saúde ficou com R$ 63,74 bilhões. E o SUS só contou com R$ 41,75 bilhões, já que o governo federal deixou de executar praticamente o saldo de R$ 22 bilhões dos créditos extraordinários abertos no Orçamento de Guerra em 2021.
A procuradora recomenda a apuração aprofundada das razões da transferência de recursos pelos senadores da CPI da Pandemia. E também pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e o Conselho Nacional de Saúde.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato recebe lançamento do livro “Vai pra Cuba!... E eu fui!” com presença do autor e roda de conversa
- Eleições da Funcef: Participantes escolhem novos representantes para a Diretoria de Benefícios e conselhos
- Governo Lula prepara programa para renegociação de dívidas, que pode prever descontos de até 80%
- STF publica acórdão que inviabiliza a tese da “Revisão da Vida Toda”
- Representação dos empregados cobra diálogo e mudanças no Super Caixa em reunião com Vice-Presidência de Pessoas
- VAI ROLAR! Vem aí o Torneio de Futebol Society dos Bancários
- Eleições na Previ: conheça as propostas da Chapa 2 "Previ para os Associados"
- Funcef fecha 2025 com resultado positivo e alívio para os participantes
- Trabalhadores ocuparão Brasília pela redução da jornada e fim da 6x1, no dia 15
- GT de Saúde cobra respostas do Itaú sobre práticas que afetam bancários afastados
- Bancária e bancário, já começou a Consulta Nacional 2026. Participe!
- Por trás do alto nível de endividamento no país: enquanto governo busca soluções, Bacen penaliza população com juros altos
- Eleições Previ: Reunião com candidatos da Chapa 2, em Catanduva, reforça papel do diálogo e da informação na defesa dos associados
- Cartões de marcas próprias: aliados do varejo, vilões do orçamento
- Sindicato e Contraf-CUT cobram mudanças no programa Super Caixa e alertam para possíveis prejuízos aos trabalhadores