08/04/2026
GT de Saúde cobra respostas do Itaú sobre práticas que afetam bancários afastados
O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde dos empregados do Itaú se reuniu com representantes do banco nesta quarta-feira, 8 de abril, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, para dar continuidade às negociações sobre uma série de problemas que vêm sendo denunciados pelos trabalhadores. A reunião foi precedida de um encontro preparatório do GT, realizado no dia anterior.
A pauta do encontro manteve os principais pontos cobrados reincidentemente pelo movimento sindical, com destaque para as convocações para exames médicos (Atestado de Saúde Ocupacional – ASO; e Avaliação de Capacidade Laboral – ACL), o funcionamento do canal de denúncias – incluindo o balanço do canal voltado à violência contra a mulher – e questões relacionadas a descontos em contracheques.
Convocações indevidas seguem como principal problema
Um dos temas centrais da negociação foi a continuidade das convocações consideradas indevidas para exames médicos, especialmente de trabalhadores afastados pelo INSS ou que aguardam perícia para prorrogação do benefício. O banco já havia se comprometido a não realizar estas convocações.
De acordo com relatos levados ao banco, mesmo quando os empregados informam sua condição por meio dos canais oficiais, como o IU Conecta, as convocações não são canceladas e, em alguns casos, há ameaça ou aplicação de advertências automáticas pelo não comparecimento.
Além disso, o GT voltou a denunciar situações em que bancários são convocados para novos exames mesmo após avaliação recente ou quando ainda não tiveram retorno da perícia, evidenciando falhas no processo e desrespeito à condição de saúde dos trabalhadores.
A coordenadora do GT de Saúde, Rosângela Lorenzetti, criticou a postura do banco e cobrou mudanças efetivas. “Não é aceitável que o Itaú continue descumprindo compromissos assumidos e expondo trabalhadores adoecidos a esse tipo de pressão. Estamos falando de pessoas em tratamento, que precisam de acolhimento e respeito, não de ameaças ou práticas automatizadas que agravam ainda mais o seu estado de saúde”, afirmou.
Canal de denúncias segue sob questionamento
Outro ponto importante da reunião foi o funcionamento do canal de denúncias do banco (Ombudsman). O GT voltou a cobrar melhorias no fluxo de apuração, garantia de sigilo, proteção ao denunciante e maior agilidade nas respostas, especialmente em casos de assédio moral e sexual.
O responsável pelo serviço não pôde comparecer à reunião. O banco apresentou como funciona o Ombudsman e também o canal de atendimento às mulheres vítimas de violência, que no Itaú é feito através do “Programa Fique OK”. Segundo o banco, houve 724 atendimentos em 2025. No primeiro trimestre de 2026 foram 166 atendimentos. O banco explicou, ainda que não significa que este seja o total de pessoal atendidas, pois tratam-se se atendimentos, podendo ser vários atendimentos de uma mesma pessoa.
Os representantes dos trabalhadores reforçaram a importância do canal “Basta! Não Irão nos Calar”, mantido pela Contraf-CUT e por sindicatos da categoria. O canal oferece acolhimento às mulheres vítimas de violência e pode ser utilizado também por quem prefere não recorrer aos canais institucionais do banco.
> Leia mais sobre o “Basta”
Os representantes dos trabalhadores também reforçaram a necessidade de transparência no funcionamento do Ombudsman e cobraram a apresentação de dados sobre o canal específico para denúncias de violência contra a mulher. O banco ficou de trazer na próxima reunião a quantidade de pessoas atendidas.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, destacou que a confiança no canal é fundamental para o enfrentamento das violações no ambiente de trabalho. “Sem garantia de sigilo, proteção e um fluxo adequado, o canal de denúncias não cumpre seu papel. O trabalhador precisa se sentir seguro para denunciar, e hoje essa segurança não está garantida no canal do banco, que precisa assumir sua responsabilidade e promover mudanças estruturais nesse processo”, disse.
Valeska também orientou que os empregados procurem seus sindicatos para registrar a denúncia. Nesses casos, as entidades de representação conseguem proteger os trabalhadores e encaminhar os relatos ao banco preservando o sigilo do trabalhador ou da trabalhadora denunciante.
Descontos e inconsistências na folha também entram na pauta
A reunião também tratou de problemas relacionados a descontos em contracheques durante o período de afastamento, especialmente em casos de antecipações salariais debitadas antes mesmo do recebimento do benefício do INSS, o que pode gerar endividamento dos trabalhadores.
Além disso, foram relatadas dificuldades no tratamento de documentos enviados pelos empregados e inconsistências na comunicação do banco, que têm contribuído para insegurança e prejuízos financeiros.
Movimento sindical cobra soluções concretas
O GT de Saúde reforçou que os problemas apresentados não são pontuais, e sim recorrentes, e que o banco precisa apresentar soluções concretas e cumprir os compromissos já assumidos em reuniões anteriores.
“Precisamos determinar um prazo para que o banco retorne sobre a possibilidade de data intermediária para o ASO, sem que seja no dia seguinte”, cobrou Rosângela. O banco disse que vai levar a questão para a direção e dará retorno o mais breve possível para a Contraf-CUT e o GT de Saúde do Itaú.
“Além disso, não concordamos com a convocação para avaliação médica de bancários e bancárias que estejam com o benefício ativo. Pois, nestes casos, o contrato de trabalho está suspenso”, ressaltou a coordenadora do GT de Saúde.
Para o movimento sindical, é fundamental que o Itaú adote uma postura mais responsável e humanizada na gestão da saúde dos trabalhadores, garantindo respeito aos afastamentos médicos, transparência nos processos e proteção efetiva contra práticas abusivas.
As negociações vão continuar, com o acompanhamento das entidades sindicais, até que haja avanços efetivos nas demandas apresentadas pelos bancários.
Campanha de vacinação
O banco informou que a campanha de vacinação contra a gripe (H1N1) está prevista para ser iniciada no dia 27 de abril, mas que mandará em breve o calendário com as datas de vacinação em cada base.
A pauta do encontro manteve os principais pontos cobrados reincidentemente pelo movimento sindical, com destaque para as convocações para exames médicos (Atestado de Saúde Ocupacional – ASO; e Avaliação de Capacidade Laboral – ACL), o funcionamento do canal de denúncias – incluindo o balanço do canal voltado à violência contra a mulher – e questões relacionadas a descontos em contracheques.
Convocações indevidas seguem como principal problema
Um dos temas centrais da negociação foi a continuidade das convocações consideradas indevidas para exames médicos, especialmente de trabalhadores afastados pelo INSS ou que aguardam perícia para prorrogação do benefício. O banco já havia se comprometido a não realizar estas convocações.
De acordo com relatos levados ao banco, mesmo quando os empregados informam sua condição por meio dos canais oficiais, como o IU Conecta, as convocações não são canceladas e, em alguns casos, há ameaça ou aplicação de advertências automáticas pelo não comparecimento.
Além disso, o GT voltou a denunciar situações em que bancários são convocados para novos exames mesmo após avaliação recente ou quando ainda não tiveram retorno da perícia, evidenciando falhas no processo e desrespeito à condição de saúde dos trabalhadores.
A coordenadora do GT de Saúde, Rosângela Lorenzetti, criticou a postura do banco e cobrou mudanças efetivas. “Não é aceitável que o Itaú continue descumprindo compromissos assumidos e expondo trabalhadores adoecidos a esse tipo de pressão. Estamos falando de pessoas em tratamento, que precisam de acolhimento e respeito, não de ameaças ou práticas automatizadas que agravam ainda mais o seu estado de saúde”, afirmou.
Canal de denúncias segue sob questionamento
Outro ponto importante da reunião foi o funcionamento do canal de denúncias do banco (Ombudsman). O GT voltou a cobrar melhorias no fluxo de apuração, garantia de sigilo, proteção ao denunciante e maior agilidade nas respostas, especialmente em casos de assédio moral e sexual.
O responsável pelo serviço não pôde comparecer à reunião. O banco apresentou como funciona o Ombudsman e também o canal de atendimento às mulheres vítimas de violência, que no Itaú é feito através do “Programa Fique OK”. Segundo o banco, houve 724 atendimentos em 2025. No primeiro trimestre de 2026 foram 166 atendimentos. O banco explicou, ainda que não significa que este seja o total de pessoal atendidas, pois tratam-se se atendimentos, podendo ser vários atendimentos de uma mesma pessoa.
Os representantes dos trabalhadores reforçaram a importância do canal “Basta! Não Irão nos Calar”, mantido pela Contraf-CUT e por sindicatos da categoria. O canal oferece acolhimento às mulheres vítimas de violência e pode ser utilizado também por quem prefere não recorrer aos canais institucionais do banco.
> Leia mais sobre o “Basta”
Os representantes dos trabalhadores também reforçaram a necessidade de transparência no funcionamento do Ombudsman e cobraram a apresentação de dados sobre o canal específico para denúncias de violência contra a mulher. O banco ficou de trazer na próxima reunião a quantidade de pessoas atendidas.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, destacou que a confiança no canal é fundamental para o enfrentamento das violações no ambiente de trabalho. “Sem garantia de sigilo, proteção e um fluxo adequado, o canal de denúncias não cumpre seu papel. O trabalhador precisa se sentir seguro para denunciar, e hoje essa segurança não está garantida no canal do banco, que precisa assumir sua responsabilidade e promover mudanças estruturais nesse processo”, disse.
Valeska também orientou que os empregados procurem seus sindicatos para registrar a denúncia. Nesses casos, as entidades de representação conseguem proteger os trabalhadores e encaminhar os relatos ao banco preservando o sigilo do trabalhador ou da trabalhadora denunciante.
Descontos e inconsistências na folha também entram na pauta
A reunião também tratou de problemas relacionados a descontos em contracheques durante o período de afastamento, especialmente em casos de antecipações salariais debitadas antes mesmo do recebimento do benefício do INSS, o que pode gerar endividamento dos trabalhadores.
Além disso, foram relatadas dificuldades no tratamento de documentos enviados pelos empregados e inconsistências na comunicação do banco, que têm contribuído para insegurança e prejuízos financeiros.
Movimento sindical cobra soluções concretas
O GT de Saúde reforçou que os problemas apresentados não são pontuais, e sim recorrentes, e que o banco precisa apresentar soluções concretas e cumprir os compromissos já assumidos em reuniões anteriores.
“Precisamos determinar um prazo para que o banco retorne sobre a possibilidade de data intermediária para o ASO, sem que seja no dia seguinte”, cobrou Rosângela. O banco disse que vai levar a questão para a direção e dará retorno o mais breve possível para a Contraf-CUT e o GT de Saúde do Itaú.
“Além disso, não concordamos com a convocação para avaliação médica de bancários e bancárias que estejam com o benefício ativo. Pois, nestes casos, o contrato de trabalho está suspenso”, ressaltou a coordenadora do GT de Saúde.
Para o movimento sindical, é fundamental que o Itaú adote uma postura mais responsável e humanizada na gestão da saúde dos trabalhadores, garantindo respeito aos afastamentos médicos, transparência nos processos e proteção efetiva contra práticas abusivas.
As negociações vão continuar, com o acompanhamento das entidades sindicais, até que haja avanços efetivos nas demandas apresentadas pelos bancários.
Campanha de vacinação
O banco informou que a campanha de vacinação contra a gripe (H1N1) está prevista para ser iniciada no dia 27 de abril, mas que mandará em breve o calendário com as datas de vacinação em cada base.
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