01/06/2021
Frente Parlamentar Mista mantém atuação contra PEC 32/2020 da Reforma Administrativa

A Frente Parlamentar Mista do Serviço Público realizou a sua 43ª reunião, na segunda-feira (31), para discutir o enfrentamento à aprovação da Reforma Administrativa. A reunião virtual teve a participação da deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), do deputado Rogério Correia (PT/MG) e de representantes de entidades representativas de servidores públicos. Na reunião, o grupo decidiu que irá fechar um calendário de mobilização para as próximas semanas contra a reforma.
O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região acompanha as discussões na Frente Parlamentar Mista do Serviço Público e no Congresso, e se mantém contra a Reforma Administrativa. O texto da Reforma continua extremamente prejudicial aos servidores com impacto muito negativo aos serviços públicos. O Sindicato segue contrário à Reforma, mobilizando os trabalhadores e pressionando o Parlamento para votarem contra a matéria.
Histórico
No dia 25 de maio, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC 32/2020, que reduz o papel do Estado brasileiro e precariza as condições de trabalho dos servidores públicos. Foram 39 votos favoráveis e 26 votos contrários.
O relator Darci de Matos (PSD/SC) removeu alguns pontos da proposta original. Um deles foi o trecho que permitia ao presidente da República extinguir, transformar ou fundir autarquias somente por decreto. No entanto, segundo alertou o assessor da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, Vladimir Nepomuceno, a proposta manteve a concentração de poderes nas mãos do chefe do Executivo. “O relator retirou do texto somente o poder do Presidente mexer com autarquias e fundações, mas pode criar e extinguir ministérios, o que hoje só é permitido com autorização do Congresso. O texto também manteve o poder de extinguir cargos e carreiras e tudo isso também depende do aval do Parlamento”, destacou.
Outro item retirado previa os novos princípios da Administração Pública: imparcialidade, transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e subsidiariedade – esta última daria ao Estado um papel secundário, impondo a predominância do mercado privado inclusive em setores da saúde, educação e segurança, invertendo a lógica do funcionamento dos serviços públicos.
Agora o texto segue para uma comissão especial para analisar o mérito da proposta. Esta comissão será presidida pelo deputado Fernando Monteiro (PP/PE) e o relator será Arthur Maia (DEM/BA).
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Eleições Cabesp: Divulgada lista de candidatos; vote nos nomes apoiados pelas entidades
- Fenaban não apresenta índice de reajuste e negociação continua nesta terça-feira (25)
- Acordo garante acesso de associados do Economus à CliniCassi, e representa avanço rumo à isonomia
- Despesas do Saúde Caixa chegaram a R$ 4,39 bilhões em 2025
- Saúde Caixa e Cassi assinam acordo para compartilhar redes credenciadas
- Trabalhadores e banqueiros voltam a negociar nessa segunda-feira (24)
- Com 100% das agências fechadas em Catanduva, bancários dão recado à Fenaban: queremos proposta decente!
- Paralisação dos bancários ganha repercussão na imprensa e expõe intransigência dos bancos na Campanha Nacional
- COE Santander cobra valorização do PPRS e avanço nas demais reivindicações da minuta
- Caixa frustra empregados sem nova proposta para o Saúde Caixa
- BB propõe clausular ações por igualdade e combate à violência doméstica, mas segue sem apresentar soluções às principais reivindicações dos funcionários
- Banco do Brasil tem nova rodada de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários cobram propostas
- Santander volta a mesa de negociação nesta quarta-feira (19) e funcionários esperam avanços no PPRS
- Proposta da Fenaban é rejeitada por 97% dos bancários e bancárias
- Sindicato publica aviso de paralisação da categoria bancária no dia 20 de agosto