23/03/2021
Empresariado e mercado cobram ações de Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19

Mais um alerta à paralisia do governo Bolsonaro diante das crises sanitária e econômica que empurram o país para o caos. Agora, mais de 500 economistas, banqueiros e empresários assinaram carta que alerta o presidente Jair Bolsonaro para os riscos que a pandemia traz para o país.
A carta enuncia uma afirmação que Bolsonaro e sua equipe negam até agora: “Essa recessão […] não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal. Este subutiliza e utiliza mal os recursos de que dispõe, inclusive por ignorar ou negligenciar a evidência científica no desenho das ações para lidar com a pandemia”.
O documento cobra quatro medidas do governo: aceleração do ritmo de vacinação; incentivo ao uso de máscaras; implementação de medidas de distanciamento social e criação de um mecanismo de coordenação do combate à pandemia em âmbito nacional, orientado por uma comissão de cientistas e especialistas.
Lockdown
“Até mesmo setores que antes apoiavam o governo agora estão preocupados com a paralisia de Bolsonaro diante da combinação das crises econômica e sanitária. É mais uma prova que o presidente é incapaz de apontar saídas para o Brasil. Aumenta a cada dia o setor que quer soluções urgentes diante da morte e da miséria. Com esse governo, essas soluções não virão. É por isso que as centrais sindicais estão chamando um lockdown nacional para esta quarta-feira (24). É a união dos trabalhadores contra a pandemia e suas graves consequências”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que participa da mobilização nacional desta quarta-feira.
Diante do agravamento da pandemia e na falta de iniciativa do governo para coordenar ações para defender a população, a CUT e demais centrais sindicais preparam para a quarta-feira (24) um “lockdown da classe trabalhadora”. A ideia é cruzar os braços por 24h em defesa da vida, por vacinas, auxílio emergencial de R$ 600, empregos e contra as privatizações do governo Bolsonaro.
A Contraf-CUT aderiu à essa iniciativa e convocou a categoria bancária para a mobilização. Para isso, os sindicatos da categoria organizaram na segunda-feira (22) plenárias de base para preparar a mobilização.
Em plenária estadual, organizada pela Fetec-CUT/SP e Seeb SP, da qual o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participou, os trabalhadores sugeriram formas de pressionar os bancos por reivindicações fundamentais para a proteção contra o coronavírus. Também opinaram sobre formas de participar do dia nacional de luta “Lockdown dos trabalhadores pela vida”.
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