22/03/2021
Trabalhadores de todo o país se organizam para o lockdown da próxima quarta-feira (24)

Diversas categorias profissionais, por meio das centrais sindicais, articulam com governadores e prefeitos o ato da próxima quarta-feira (24) para que os trabalhadores do país fiquem em casa. É o “lockdown dos trabalhadores”, manifestação unificada em defesa da vida, por vacinas, auxílio emergencial de R$ 600, empregos e contra as privatizações do governo Bolsonaro.
As entidades sindicais também estão se reunindo com parlamentares no Congresso Nacional. A organização da mobilização ocorre na base das categorias. Sindicato dos Bancários de todo o país realizaram plenárias nesta segunda-feira (22) com suas bases. Os debates abordaram, ainda, reivindicações da categoria na pandemia, como inclusão na prioridade da vacinação, redução das metas e suspensão das demissões.
Categoria
Além de organizar o lockdown, as entidades ligadas à Contraf-CUT também farão um levantamento sobre os danos que a Covid-19 tem feito na categoria. A orientação é para que se contabilize o número de mortos, já que a categoria bancária foi uma das que estiveram na linha de frente no atendimento à população. Um exemplo foi o pagamento do auxílio emergencial, feito pelos bancários e bancárias da Caixa no ano passado e que vão repetir o esforço a partir do ano que vem, quando começar o pagamento do novo auxílio.
Nesta segunda-feira (22), o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinicius de Assumpção Silva, foi entrevistado no “Seu Jornal”, noticioso da TVT, quando falou dos preparativos da categoria bancária para a mobilização de quarta-feira. “É um lockdown da classe trabalhadora lutando por saúde, por direitos, emprego e cobrando do governo um posicionamento mais eficaz. A gente tem que mostrara nossa indignação por esse processo”, explicou o vice-presidente da Contraf-CUT.
Na linha de frente
Para Vinicius, a categoria bancária ficou na linha de frente no atendimento à população durante toda a pandemia. “Nós ficamos o tempo todo prestando serviços para a população, pagando auxílio emergencial em meio a toda aquela aglomeração, que infelizmente acabou ocorrendo. Isso ocorreu por falta de coordenação do governo federal, criticou.
A pandemia, para o vice-presidente da Contraf-CUT, afetou principalmente os setores mais desprotegidos da população. “A atuação do governo Bolsonaro é trágica, principalmente para os mais pobres, para os negros, para os moradores das periferias das grandes cidades. Para eles, a assistência é menor, eles têm um poder de proteção menor. Esses trabalhadores e suas famílias precisam buscar o dia a dia com mais urgência”, ressaltou Vinicius de Assumpção Silva.
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