15/03/2021
Movimento sindical pede inclusão dos bancários no Plano Nacional de Imunização

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representando o Sindicato, solicitou ao Ministério da Saúde a inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19.
Esta é uma das ações definidas no planejamento do Coletivo de Saúde Contraf-CUT e ganhou apoio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última reunião, realizada na semana passada, que se comprometeu a reforçar o pedido.
“A atividade bancária é considerada essencial desde o início da pandemia. Ou seja, este tempo todo a categoria bancária correu risco à saúde para atender toda a sociedade. Eles merecem ter essa prioridade. Mas, é fundamental lembrar, que nossa luta é pela vacina para todos”, declarou Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT. “Cabe destacar que a execução das políticas públicas de caráter social passa, invariavelmente, pelo atendimento bancário. Desta forma, considerando o cenário, a categoria bancária tem passado por momentos de forte apreensão ao prestar o serviço de atendimento a toda a população, porém, receosos pela preservação de sua saúde e de seus entes familiares próximos”, completou
O texto do ofício explica que a tipificação da categoria bancária dentre aquelas listas no escopo das consideradas essenciais e prioritárias deve se estender ao Plano Nacional de Imunização – PNI contra a COVID-19. “Não raras são as situações em que contingentes de clientes, usuários dos serviços bancários e beneficiários das políticas públicas buscam atendimento nas agências bancárias e propiciam aglomerações, como demonstrado nas imagens anexas a este ofício”, diz um trecho do documento.
A reivindicação pede ainda que, além da inclusão da categoria bancária no PNI contra a COVID-19, devem considerar o escalonamento de horários de atendimento ao público, o que levará à redução das aglomerações nas agências bancárias, levando em conta, ainda, a necessidade de regramento do atendimento com distanciamento social e disponibilização de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores. “As proposições foram levadas ao conhecimento da presidência do Banco Central do Brasil (BCB) e aos representantes das instituições financeiras na Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)”, aponta o texto.
Cotidianamente são relatados casos de fechamento de agências bancárias para realização de processos de sanitização, quando constatada a contaminação pelo novo coronavírus naquele ambiente. O número de bancários contaminados, internados em unidades hospitalares e falecidos é crescente.
"Assim como os profissionais da saúde, a categoria bancária também tem se desdobrado desde o início da pandemia para atender a população. Esses trabalhadores enfrentam toda a diversidade de sistemas para dar vazão às filas quilométricas, colocando a si e a sua família em risco de contágio por esse vírus tão temido e pouco conhecido. Não bastassem as incertezas decorrentes da pandemia e do distanciamento dos familiares por se exporem ao vírus diariamente, os bancários e bancárias ainda têm metas absurdas sendo ampliadas e cobradas no momento em que o senso de preservação da vida precisa, mais do que nunca, ser prioridade, e não o lucro", enfatiza o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Carlos Vicentim.
"É impossível desconsiderar neste momento o desespero de toda a sociedade pelo agravamento da pandemia, somado à falta de leitos disponíveis nos hospitais de todo o país. É impossível desconsiderar também o medo e angústia da categoria bancária diante da frequente exposição desses trabalhadores ao vírus no contato com cédulas, documentos e caixas eletrônicos. Portanto, sua inclusão no plano de imunização será positiva tanto para a categoria quanto para a população que utiliza os serviços bancários. O Sindicato tem, junto à Contraf-CUT, reivindicado incessantemente a vacinação desse público, pois compreende que contribuirá substancialmente para diminuir a disseminação do vírus, sobretudo no momento em que temos notícias de novas cepas circulando no país com índices ainda maiores de transmissão. Se são considerados trabalhadores essenciais, suas vidas também deveriam ser", reforça Vicentim.
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