05/03/2021
Março de luta! Sindicato reforça ações das bancárias que vão marcar o Mês da Mulher

Neste mês de março, as bancarias estarão engajadas em várias ações para organizar a luta, neste momento em que a pandemia aprofunda a violência vivida pelas mulheres em seus lares e nas relações de trabalho. A estratégia será organizar junto com outras categorias, através da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma série de ações para marcar o Mês da Mulher. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região participará das atividades preparadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). As mobilizações reivindicarão o fim da violência, vacinação já e emprego decente.
“Serão manifestações descentralizadas com atos em diversas cidades. Vamos ter ações de identidade visual, com as mulheres colocando lenços lilases nas janelas. Para as bancárias de grupo de risco e que precisam ficar no isolamento, pedimos que elas se envolvam nas atividades das redes sociais. Uma delas será o tuitaço que vamos fazer no 8 de Março”, explicou a secretária de Mulheres da Contraf-CUT, Elaine Cutis. “Estão programados também um vídeo da campanha e outras ações nas redes sociais. O esforço da secretaria é ampliar as manifestações e atos que serão realizados ao longo do mês”, explicou.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Carlos Vicentim, ressalta que o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, não é apenas uma data para homenagear as mulheres, mas um dia que simboliza as lutas e reivindicações por direitos e igualdade.
"A data é fruto de diversas lutas das mulheres em todo o mundo. No Brasil, essas lutas resultaram em conquistas importantes, como o direito a cursar a universidade, de votar e ser votada e a criação das leis Maria da Penha e do Feminicídio. Na categoria bancária, a organização das trabalhadoras já garantiu importantes conquistas. Entre elas, a licença maternidade de 180 dias, campanhas contra o assédio sexual no trabalho, a realização do Censo da Diversidade para promover a igualdade de oportunidades e a criação de canais de atendimento nos bancos para mulheres vítimas de violência. Além das pautas de superação da violência e da ampliação das liberdades individuais, a defesa da democracia e de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de opressões e exploração sempre foram questões centrais na luta das mulheres e também do Sindicato", reforça Vicentim.
Tuitaço
O tuitaço será realizado na segunda-feira, 8 de Março, às 12h. A hashtag é #MulheresNaLutaPelaVida. Além do tuitaço, outra atividade é a de colocar lenços lilases nas janelas das residências. As atividades marcam uma história de lutas da categoria.
Elaine Cutis também destaca as dificuldades enfrentadas com o governo Bolsonaro. “O atual governo, com sua política negacionista, misógina e seu discurso conservador, também ameaça vários direitos tão duramente conquistados pelas mulheres, além de aprofundar a miséria e a fome em nosso país”, ressaltou a secretária. Para Elaine, é fundamental que todas as mulheres, dadas as restrições que exige o momento, estejam engajadas na luta para impedir que as desigualdades não mais se aprofundem e que não tenhamos retrocessos.
"Após séculos buscando pela afirmação da figura feminina na sociedade, sua ampliação na vida pública e o reconhecimento de sua importância no mundo do trabalho, a mulher continua sendo discriminada no âmbito profissional. Atualmente, elas ainda têm de lutar contra os retrocessos promovidos pelo governo atual para que não retirem direitos conquistados, contra o desmonte do Estado e de suas políticas públicas, como saúde e educação. Somamo-nos à mobilização da Contraf-CUT e das mulheres de todo o país, reforçando sua união e resistência na luta pelo fim do feminicídio e da violência de gênero, contra o assédio moral e sexual, por direitos, representatividade política, salários iguais e pela democracia", acrescenta o presidente do Sindicato.
Plenária
Na sexta-feira passada (26/02), a Secretaria de Mulheres da Contraf-CUT organizou uma plenária virtual com bancárias para discutir as atividades do mês. Também participaram a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, além de presidentas de sindicatos e federações bancárias de todo o país. Estiveram presentes, ainda, a deputada federa Érika Kokay (PT-DF) e a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT-MG). Érika foi a primeira presidenta de um sindicato da categoria no país e Beatriz, a primeira presidenta da CUT de Minas Gerais.
“A plenária destacou a importância da vacinação, principalmente para as mulheres. São elas que são em maior número entre os trabalhadores da saúde, são elas que cuidam das crianças e dos idosos. O Março de Luta vai destacar a importância do emprego decente para as mulheres, na luta contra a miséria e a pobreza que atinge o nosso país. A maioria das mulheres está desempregada, muitas estão em trabalhos informais, completamente precarizados. A Contraf-CUT vai mostrar que as mulheres estão se mobilizando em todo o país em torno das pautas feministas”, disse a secretária da Mulher da Contraf-CUT.
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