22/02/2021
Patrimônio do país: movimento sindical apoia luta contra venda de refinaria da Petrobras

Entidades sindicais e do movimento social alertam para os riscos ao país a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. Na semana passada os trabalhadores da Petrobras no estado realizaram greve que obrigou a direção da empresa a abrir negociação com os trabalhadores. Além disso, houve manifestações de petroleiros em todas as unidades da empresa espalhadas pelo Brasil. O Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, a exemplo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa do movimento de apoio aos trabalhadores da Petrobras.
A operação de desmonte da empresa, cujo exemplo mais recente é a venda da refinaria na Bahia, é encoberta pelo noticiário nacional sobre as mudanças na direção da Petrobras promovida pelo governo. Os constantes aumentos de preços nos combustíveis acabaram por provocar a mudança na direção da empresa.
O movimento de solidariedade aos trabalhadores da Petrobras envolve centrais sindicais, federações e sindicatos em todos os estados brasileiros, além de associações e movimento sociais. “A verdadeira ameaça contra a Petrobras é o desmonte que o governo Bolsonaro está fazendo. Com a venda da refinaria, a população sofre ameaça de desabastecimento de derivados de petróleo. O país perde uma ferramenta essencial para o desenvolvimento. Isso sem falar no desemprego que essa venda vai provocar, colocando milhares de famílias ao abandono em plena pandemia”, declarou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.
A refinaria Landulpho Alves foi a primeira refinaria nacional, criada em 1950 na cidade de São Francisco do Conde. Com a refinaria, desenvolveu-se na região o primeiro complexo petroquímico do país, o de Camaçari. É um dos maiores complexos industriais integrados do Hemisfério Sul e desempenha papel importante no setor produtivo do estado. A Refinaria Landulpho Alves está sendo vendida por US$ 1,65 bilhão.
“A direção da Petrobras iniciou um plano de venda de refinarias e terminais. É o desmonte de um patrimônio do povo brasileiro. Caso isso aconteça, corremos o risco de criar monopólios privados, de desabastecimento e do aumento ainda maior dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha”, alertou a presidenta da Contraf-CUT.
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