05/02/2021
Movimento sindical cobra reunião sobre fechamento de mais 450 agências do Bradesco
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No mesmo dia em que o Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 19,458 bilhões, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista com jornalistas que deve reduzir em mais de um terço a sua rede de agências entre 2020 e 2021.
O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas que o banco já vem implementando desde o ano passado, quando fechou 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências em 2020. A estimativa para este ano é encerrar as atividades de mais 450 agências. Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências.
A Comissão de Organização dos Empregados (COE), que representa o Sindicato nas negociações com o banco, já solicitou uma reunião com o Bradesco, que deve ser agendada para a segunda quinzena de fevereiro.
“Nós queremos entender o motivo de tantos fechamentos, pois os trabalhadores correm o risco de perder os empregos”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. “Queremos saber como fica o emprego nesta nova reestruturação. Pois, mesmo durante a pandemia e com um acordo para não demitir, o banco reduziu seu quadro de funcionários”, finalizou.
“Mesmo cobrando juros extorsivos e tarifas abusivas, o banco oferece serviços muitas vezes insatisfatórios, justamente por causa da falta de postos de trabalho, que, além de tudo, geram sobrecarga e adoecimento nos trabalhadores remanescentes do banco. Ainda assim, o banco fala em fechar mais agências. Os resultados divulgados ontem demonstram que o Bradesco está longe de qualquer situação que justifique reduzir empregos, sobretudo em um momento tão delicado pelo qual a sociedade brasileira está passando. A direção do banco precisa se explicar e dar garantias aos trabalhadores", acrescenta o diretor do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
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