19/03/2026
Copom reduz Selic em 0,25 ponto, mas mantém juros elevados e críticas à política monetária
O Comitê de Política Monetária decidiu, na quarta-feira (18), reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano. Esta é a primeira queda desde maio de 2024.
A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Em comunicado, o Comitê afirmou que a medida é “compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta”, destacando também o objetivo de suavizar oscilações da atividade econômica e estimular o emprego.
O início do ciclo de redução ocorre em meio às incertezas do cenário internacional, especialmente em função dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam o preço do petróleo — já acima de US$ 100 por barril. Esse movimento tende a impactar os preços dos combustíveis e as expectativas de inflação.
O Copom reconheceu que o cenário externo elevou os riscos inflacionários e afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos, considerando os efeitos sobre cadeias globais, commodities e preços internos.
Para o movimento sindical bancário, no entanto, a redução é insuficiente diante da realidade econômica do país. A entidade avalia que, mesmo com o corte, a taxa segue em nível elevado, mantendo o crédito caro e agravando o endividamento das famílias.
De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Gustavo Cavarzan, a decisão evidencia a desconexão do Banco Central do Brasil com a realidade do país. “Durante o governo Jair Bolsonaro, o endividamento da população chegou a 80% e permanece nesse patamar. Ao mesmo tempo, a Selic foi elevada de 2% para 13,75% ao ano, encarecendo o crédito. Mesmo agora, com a inflação sob controle, o ritmo de queda é muito lento e mantém o país preso a uma política que transfere renda para o setor financeiro”, afirmou.
Segundo ele, os impactos são diretos sobre a população. “Juros elevados reduzem investimentos, dificultam a geração de empregos e comprometem cada vez mais a renda das famílias com dívidas. A medida anunciada é insuficiente para reverter esse quadro.”
Gustavo também criticou a incoerência entre juros e inflação. “O Brasil segue com uma das maiores taxas reais de juros do mundo, enquanto a inflação no governo Luiz Inácio Lula da Silva está entre as menores desde 1999. Não há justificativa técnica consistente para manter os juros nesse nível.”
O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, também criticou a decisão. “A redução de 0,25 ponto é insuficiente diante da situação do país. O Banco Central segue adotando uma política que limita o crescimento, dificulta o crédito e penaliza trabalhadores.”
"Os juros altos impedem acesso a crédito em geral, principalmente capital de giro, causando o fechamento de várias empresas e com isso aumenta o desemprego. Ou seja, juro alto trava a economia, aumenta a inflação e explode a dívida pública do país. Todo esse processo faz com que as riquezas se concentrem ainda mais. Não podemos aceitar um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação, enquanto a população fica na condição de refém dessa política. Defendemos uma redução mais consistente da Selic, menos juros é melhoria na vida dos brasileiros", acrescentou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Em comunicado, o Comitê afirmou que a medida é “compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta”, destacando também o objetivo de suavizar oscilações da atividade econômica e estimular o emprego.
O início do ciclo de redução ocorre em meio às incertezas do cenário internacional, especialmente em função dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam o preço do petróleo — já acima de US$ 100 por barril. Esse movimento tende a impactar os preços dos combustíveis e as expectativas de inflação.
O Copom reconheceu que o cenário externo elevou os riscos inflacionários e afirmou que seguirá acompanhando os desdobramentos, considerando os efeitos sobre cadeias globais, commodities e preços internos.
Para o movimento sindical bancário, no entanto, a redução é insuficiente diante da realidade econômica do país. A entidade avalia que, mesmo com o corte, a taxa segue em nível elevado, mantendo o crédito caro e agravando o endividamento das famílias.
De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Gustavo Cavarzan, a decisão evidencia a desconexão do Banco Central do Brasil com a realidade do país. “Durante o governo Jair Bolsonaro, o endividamento da população chegou a 80% e permanece nesse patamar. Ao mesmo tempo, a Selic foi elevada de 2% para 13,75% ao ano, encarecendo o crédito. Mesmo agora, com a inflação sob controle, o ritmo de queda é muito lento e mantém o país preso a uma política que transfere renda para o setor financeiro”, afirmou.
Segundo ele, os impactos são diretos sobre a população. “Juros elevados reduzem investimentos, dificultam a geração de empregos e comprometem cada vez mais a renda das famílias com dívidas. A medida anunciada é insuficiente para reverter esse quadro.”
Gustavo também criticou a incoerência entre juros e inflação. “O Brasil segue com uma das maiores taxas reais de juros do mundo, enquanto a inflação no governo Luiz Inácio Lula da Silva está entre as menores desde 1999. Não há justificativa técnica consistente para manter os juros nesse nível.”
O secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, também criticou a decisão. “A redução de 0,25 ponto é insuficiente diante da situação do país. O Banco Central segue adotando uma política que limita o crescimento, dificulta o crédito e penaliza trabalhadores.”
"Os juros altos impedem acesso a crédito em geral, principalmente capital de giro, causando o fechamento de várias empresas e com isso aumenta o desemprego. Ou seja, juro alto trava a economia, aumenta a inflação e explode a dívida pública do país. Todo esse processo faz com que as riquezas se concentrem ainda mais. Não podemos aceitar um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação, enquanto a população fica na condição de refém dessa política. Defendemos uma redução mais consistente da Selic, menos juros é melhoria na vida dos brasileiros", acrescentou o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Júlio César Trigo.
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