17/03/2026
Itaú lucra bilhões, corta empregos e precariza atendimento: Sindicato vai às ruas e cobra responsabilidade social
Nesta terça-feira (17), Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Itaú, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região realizou uma atividade em frente à agência 0261, na área central da cidade, para denunciar as contradições da política de gestão do banco. A mobilização contou com a distribuição de um boletim informativo à população e aos trabalhadores, além da fixação de faixas na fachada da unidade, expondo publicamente a realidade enfrentada pelos bancários.
A ação integra uma mobilização nacional que escancara o contraste entre os resultados financeiros do Itaú e as condições impostas a trabalhadores e clientes. Mesmo acumulando lucros expressivos, a instituição mantém um processo contínuo de fechamento de agências e redução de postos de trabalho, impactando diretamente o atendimento e ampliando a sobrecarga nas unidades que permanecem abertas.
A ação integra uma mobilização nacional que escancara o contraste entre os resultados financeiros do Itaú e as condições impostas a trabalhadores e clientes. Mesmo acumulando lucros expressivos, a instituição mantém um processo contínuo de fechamento de agências e redução de postos de trabalho, impactando diretamente o atendimento e ampliando a sobrecarga nas unidades que permanecem abertas.
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Dados mostram que, ao longo de 2025, o banco eliminou mais de 3,5 mil empregos no país, ao mesmo tempo em que encerrou centenas de agências físicas, mesmo com o crescimento da base de clientes, que já ultrapassa a marca de 100 milhões.
O diretor do Sindicato, Ricardo Jorge Nassar Jr reforça que essa estratégia evidencia uma lógica perversa: enquanto amplia sua presença no mercado e mantém alta rentabilidade, o banco reduz sua estrutura física e humana, transferindo o custo dessa conta para trabalhadores e usuários.
“O fechamento de unidades tem provocado superlotação nas agências remanescentes, aumento das filas e dificuldade para acesso a serviços básicos. Clientes são obrigados a se deslocar para locais mais distantes, enquanto bancários enfrentam um ritmo de trabalho cada vez mais intenso e adoecedor. A intensificação das metas, a insegurança constante e a sobrecarga têm provocado o aumento de casos de ansiedade, depressão e síndrome de burnout”, denuncia Nassar.
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Além disso, há relatos de práticas abusivas, como pressão sobre trabalhadores afastados por problemas de saúde, inclusive com convocações recorrentes para avaliações internas, mesmo durante o período de recuperação.
“Essa atividade é essencial para dar visibilidade ao que os trabalhadores do Itaú enfrentam todos os dias. Não é aceitável que um banco que bate recordes de lucro siga demitindo, fechando agências e adoecendo seus funcionários. Seguimos mobilizados, pressionando por mais contratações, manutenção das agências e respeito à saúde dos trabalhadores, além de orientar clientes prejudicados a formalizarem denúncias nos órgãos de defesa do consumidor diante da precarização do atendimento. Nossa luta é por um sistema financeiro que respeite quem trabalha e quem precisa dele todos os dias!", destaca o diretor do Sindicato.
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