02/06/2026
Itaú constrange bancários afastados com convocações médicas sucessivas
O movimento sindical bancário denuncia uma prática adotada pelo Itaú que tem causado apreensão e sofrimento entre trabalhadores afastados por problemas de saúde. Segundo relatos recebidos pela representação dos trabalhadores, o banco vem convocando bancários em licença médica, em tratamento ou aguardando perícia do INSS para avaliações ocupacionais, sob ameaça de aplicação de medidas disciplinares em caso de ausência.
De acordo com a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a situação tem se tornado cada vez mais frequente e impactado diretamente a recuperação dos trabalhadores.
“São tantas avaliações médicas que estão causando um transtorno ao trabalhador adoecido. O Itaú está impedindo o funcionário de se tratar e isso está agravando a saúde dos trabalhadores. No Sindicato, recebemos relatos todos os dias de convocações para realização de avaliações médicas seguidas ao mesmo bancário, chegando até a ser dois dias após a realização”, relata.
Segundo a dirigente, além dos exames de retorno ao trabalho, o banco tem convocado funcionários para uma nova avaliação chamada ACL (Avaliação de Capacidade Laboral). Em alguns casos, trabalhadores que apresentam novos atestados médicos após serem considerados aptos são novamente chamados para reavaliação.
Outro ponto questionado pelos Sindicatos é a análise dos atestados médicos apresentados pelos empregados. Conforme relatos, após a avaliação feita pelo médico do trabalho da empresa, períodos de afastamento prescritos pelos médicos assistentes estariam sendo reduzidos ou desconsiderados.
“O que o banco está fazendo é desqualificar atestados e laudos médicos do médico assistente, numa total falta de ética e respeito ao tratamento do funcionário”, critica Valeska.
O Itaú informou ao movimento sindical que a ACL é aplicada a empregados com recorrência de afastamentos ou que retornam de processos junto ao INSS, com o objetivo de compreender alterações no quadro clínico quando novos atestados são apresentados após o exame de retorno. A instituição também afirmou que nem todos os atestados passam por validação.
Parecer aponta ilegalidade
Na avaliação jurídica dos Sindicatos, a convocação compulsória de trabalhadores afastados por motivo de saúde, especialmente durante períodos de suspensão contratual previdenciária, é ilegal. Durante o afastamento superior a 15 dias e sujeito à análise do INSS, o contrato de trabalho fica suspenso, limitando o poder diretivo do empregador.
A análise jurídica também afirma que o empregador não possui competência legal para invalidar unilateralmente atestados emitidos por médicos regularmente habilitados e que o médico do trabalho não pode substituir arbitrariamente o médico assistente responsável pelo tratamento do trabalhador. Além de que a imposição de comparecimento obrigatório sob ameaça de advertência ou outras punições pode configurar abuso do poder diretivo, assédio moral organizacional e até dano moral coletivo.
Sindicato cobra respeito
Para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, as convocações sucessivas e a ameaça de sanções a trabalhadores afastados criam um ambiente de pressão psicológica incompatível com a proteção à saúde.
A entidade orienta que bancários e bancárias denunciem qualquer tipo de arbitrariedade ou pressão sofrida durante o período de afastamento. As denúncias podem ser feitas de forma totalmente sigilosa pelo Canal de Denúncias disponível no site do Sindicato ou ainda pelo WhatsApp (17) 99259-1987.
"É inadmissível que o Itaú penalize ainda mais seus trabalhadores justamente quando eles já enfrentam um período delicado da vida, buscando tratamento e recuperação da saúde. O banco precisa assumir responsabilidade e agir com respeito e humanidade”, critica o diretor Ricardo Jorge Nassar Júnior.
De acordo com a coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, a situação tem se tornado cada vez mais frequente e impactado diretamente a recuperação dos trabalhadores.
“São tantas avaliações médicas que estão causando um transtorno ao trabalhador adoecido. O Itaú está impedindo o funcionário de se tratar e isso está agravando a saúde dos trabalhadores. No Sindicato, recebemos relatos todos os dias de convocações para realização de avaliações médicas seguidas ao mesmo bancário, chegando até a ser dois dias após a realização”, relata.
Segundo a dirigente, além dos exames de retorno ao trabalho, o banco tem convocado funcionários para uma nova avaliação chamada ACL (Avaliação de Capacidade Laboral). Em alguns casos, trabalhadores que apresentam novos atestados médicos após serem considerados aptos são novamente chamados para reavaliação.
Outro ponto questionado pelos Sindicatos é a análise dos atestados médicos apresentados pelos empregados. Conforme relatos, após a avaliação feita pelo médico do trabalho da empresa, períodos de afastamento prescritos pelos médicos assistentes estariam sendo reduzidos ou desconsiderados.
“O que o banco está fazendo é desqualificar atestados e laudos médicos do médico assistente, numa total falta de ética e respeito ao tratamento do funcionário”, critica Valeska.
O Itaú informou ao movimento sindical que a ACL é aplicada a empregados com recorrência de afastamentos ou que retornam de processos junto ao INSS, com o objetivo de compreender alterações no quadro clínico quando novos atestados são apresentados após o exame de retorno. A instituição também afirmou que nem todos os atestados passam por validação.
Parecer aponta ilegalidade
Na avaliação jurídica dos Sindicatos, a convocação compulsória de trabalhadores afastados por motivo de saúde, especialmente durante períodos de suspensão contratual previdenciária, é ilegal. Durante o afastamento superior a 15 dias e sujeito à análise do INSS, o contrato de trabalho fica suspenso, limitando o poder diretivo do empregador.
A análise jurídica também afirma que o empregador não possui competência legal para invalidar unilateralmente atestados emitidos por médicos regularmente habilitados e que o médico do trabalho não pode substituir arbitrariamente o médico assistente responsável pelo tratamento do trabalhador. Além de que a imposição de comparecimento obrigatório sob ameaça de advertência ou outras punições pode configurar abuso do poder diretivo, assédio moral organizacional e até dano moral coletivo.
Sindicato cobra respeito
Para o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, as convocações sucessivas e a ameaça de sanções a trabalhadores afastados criam um ambiente de pressão psicológica incompatível com a proteção à saúde.
A entidade orienta que bancários e bancárias denunciem qualquer tipo de arbitrariedade ou pressão sofrida durante o período de afastamento. As denúncias podem ser feitas de forma totalmente sigilosa pelo Canal de Denúncias disponível no site do Sindicato ou ainda pelo WhatsApp (17) 99259-1987.
"É inadmissível que o Itaú penalize ainda mais seus trabalhadores justamente quando eles já enfrentam um período delicado da vida, buscando tratamento e recuperação da saúde. O banco precisa assumir responsabilidade e agir com respeito e humanidade”, critica o diretor Ricardo Jorge Nassar Júnior.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Da luta pela liberdade a milhões de famílias atendidas: o que o Brasil pode perder sem uma Caixa pública
- Dia Nacional de Luta mobiliza bancários de Catanduva em defesa de avanços nas negociações com o Santander
- Itaú: Movimento sindical cobra ampliação de indenização por fechamento de agências e avanços na renovação do ACT
- Alô, associado! Venha curtir o feriado de 12 de outubro no Clube dos Bancários
- Desemprego, menos direitos e desmonte da Cassi e Previ: os reais impactos em caso da privatização do BB
- Caixa: Fruto de negociação, deltas podem garantir até 4,6% de aumento na remuneração-base
- Convocação à mobilização em defesa do Brasil e da classe trabalhadora no 2º turno
- Banco do Brasil: licença-paternidade ampliada de 35 dias já está valendo
- Nova CCT aumenta participação dos trabalhadores na prevenção dos riscos à saúde mental
- Fim da escala 6x1 começa a ser debatido hoje (6), no Senado. Saiba como pressionar!
- Nova CCT amplia combate ao assédio e fortalece proteção dos bancários
- Sindicalizados têm 50% de desconto em curso de Introdução à IA e Machine Learning com Python
- Endividamento das famílias aumenta com juros praticados pelo BC independente
- Dia das Crianças Solidário: Sindicato entrega doações ao Projeto Semear
- Caixa confirma PLR, prêmio de R$ 3 mil e Super Caixa para dia 20