29/01/2021
Pare de nos matar! Com retrocessos, crescem assassinatos de pessoas trans no Brasil

29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans, mas a data ainda passa longe de ter uma comemoração, já que o Brasil ainda é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.
Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) apontam esse aumento. Somente nos dois primeiros meses de 2020, o Brasil apresentou aumento de 90% no número de casos de assassinatos. Foram 38 notificações, contra as 20 registradas no mesmo período em 2019.
A cada ano, os casos de violência contra as pessoas trans crescem e não há políticas públicas para combater esse tipo de violência. Somado aos números de violência, as pessoas trans ainda ocupam, majoritariamente, espaços marginalizados na sociedade, sobretudo no mercado de trabalho. Elas tendem a se manter em profissões sem regulamentação, sem segurança e vulneráveis pela pouca opção de oferta no mercado de trabalho.
Desde 2009, os bancários conquistaram cláusula de diversidade na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mas mesmo assim ainda há muito preconceito e falta de respeito no ambiente de trabalho.
As pessoas trans além de lutar por suas vidas, precisam lutar por trabalho, políticas de saúde, contra a violência e inclusive pelo reconhecimento da própria existência. O movimento sindical é referência de luta principalmente no que tange a questão da diversidade, e o objetivo é avançar cada vez mais nos debates e nos direitos, embora com tamanho do retrocesso aos direitos LGBTI+ no governo Bolsonaro, já expressados em várias de suas falas, entende-se que a luta não é apenas em busca da cidadania, mas também pelo acesso à educação e sua inserção no mercado de trabalho.
A data
O Dia Nacional da Visibilidade Trans foi estabelecido em 2004, no governo Lula, tendo em vista o lançamento da Campanha Nacional Travesti e Respeito do Ministério da Saúde para combater a violência e a opressão contra as pessoas travestis e transexuais, que diariamente lutam pelo respeito à identidade gênero, orientação sexual, acesso às políticas de saúde pública, ao mercado de trabalho e vários outros direitos básicos.
SINDICALIZE-SE
MAIS NOTÍCIAS
- Sindicato recebe lançamento do livro “Vai pra Cuba!... E eu fui!” com presença do autor e roda de conversa
- Eleições da Funcef: Participantes escolhem novos representantes para a Diretoria de Benefícios e conselhos
- Governo Lula prepara programa para renegociação de dívidas, que pode prever descontos de até 80%
- STF publica acórdão que inviabiliza a tese da “Revisão da Vida Toda”
- Representação dos empregados cobra diálogo e mudanças no Super Caixa em reunião com Vice-Presidência de Pessoas
- VAI ROLAR! Vem aí o Torneio de Futebol Society dos Bancários
- Eleições na Previ: conheça as propostas da Chapa 2 "Previ para os Associados"
- Funcef fecha 2025 com resultado positivo e alívio para os participantes
- Trabalhadores ocuparão Brasília pela redução da jornada e fim da 6x1, no dia 15
- GT de Saúde cobra respostas do Itaú sobre práticas que afetam bancários afastados
- Bancária e bancário, já começou a Consulta Nacional 2026. Participe!
- Por trás do alto nível de endividamento no país: enquanto governo busca soluções, Bacen penaliza população com juros altos
- Eleições Previ: Reunião com candidatos da Chapa 2, em Catanduva, reforça papel do diálogo e da informação na defesa dos associados
- Cartões de marcas próprias: aliados do varejo, vilões do orçamento
- Sindicato e Contraf-CUT cobram mudanças no programa Super Caixa e alertam para possíveis prejuízos aos trabalhadores