28/01/2021
Covid dobra pagamento do auxílio doença: problemas respiratórios crescem 166%

Com forte subnotificação e a falta gritante da perícia médica, ainda assim, os benefícios concedidos por problemas respiratórios saltaram de 19,3 mil em 2019 para 51,3 mil no ano de 2020, segundo dados abertos da Previdência - um crescimento de 166%.
Os dados gerais da contaminação e mortes por Covid-19 no Brasil são gritantes: 220 mil mortes, e 8 milhões de contaminados. Sabendo que metade da população brasileira é segurada pela Previdência, podemos estimar que 4 milhões de trabalhadores segurados foram na prática contaminados.
Segundo a Federação dos Trabalhadores do Ramo Químicos da CUT do Estado de São Paulo (Fetquim) sem dúvida esses números são a ponta do “iceberg” da realidade do adoecimento no Brasil. Em dezembro, a defasagem de benefícios no INSS por falta de perícias deixaram os segurados sem proteção, uma verdadeira crueldade.
Só entre profissionais de saúde no Brasil como um todo já tivemos 460 mil profissionais contaminados. E os números da Previdência, subnotificados e por falta da perícia médica estão prejudicando os segurados como um todo. Sem falar que continuam represados mais de 1,7 milhões de benefícios, sendo metade de auxílio doença tanto comum como acidentário.
No setor do petróleo até meados deste mês de janeiro de 2021 tínhamos 4.415 trabalhadores contaminados e dezenas de trabalhadores afastados, segundo informes da FUP, um contaminado a cada 10 petroleiros. No setor químico na pesquisa realizada em junho, pela UNB/Fetquim, entre 10 trabalhadores contaminados constatamos que seis deles tiveram o contágio comunitário a partir do local de trabalho.
A Fetquim-CUT tomou uma iniciativa importante de buscar informações quanto à defasagem de reconhecimento dos benefícios acidentários, por meio do deputado federal e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e está aguardando informações do INSS.
Para Airton Cano, coordenador da Fetquim-CUT, “ é o momento de continuar pressionando pelo impeachment do Bolsonaro, como foi a manifestação do último final de semana ( 23 e 24/ 01), a ampliação urgente da vacinação para toda a população e a retomada do auxílio emergencial, além do reconhecimento dos benefícios previdenciários negados cotidianamente pelo INSS.”
Para André Alves, Secretário de Saúde da Fetquim CUT/Intersindical, “ não podemos deixar cair os cuidados com os problemas da Covid. Os números de afastados por problemas respiratórios decorrentes da doença deverão crescer e precisamos continuar cobrar da previdência o respeito aos direitos dos trabalhadores.
O dirigente alertou ainda que as centenas de agrotóxicos liberados pelo governo Bolsonaro, e proibidos em outros países, durante esses dois últimos anos, contribuirão para aumentar os problemas respiratórios.
“Devemos continuar exigindo a vacinação para todos, e não ficar neste fogo cruzado entre Dória { governador de São Paulo ] e Bolsonaro quanto à disputa oportunista pela vacina, pois os trabalhadores estão trabalhando intensamente 24 horas por dia no setor químico e inclusive nos finais de semana, daí a necessidade da Vacinação já para todos” , alertou.
O Secretário Geral do Sindicato dos Qúimicos ABC, Paulo José dos Santos, o 'Paulão', afirma que “ a falta da perícia médica prejudica todos os segurados, na aquisição de qualquer benefício. O governo Bolsonaro, é um governo dos patrões, e tem por objetivo prejudicar a vida de todos e salvar seus filhos. Em vez de fazer concurso coloca militares na Previdência, sem experiência técnica, e faltam milhares de técnicos da previdência para fazer a previdência andar, além da falta de médicos".
"Ao cortar a perícia, prossegue Paulão, o governo fez com que os trabalhadores procurassem a internet para ter direito a benefícios, mas metade dos trabalhadores tem dificuldade em acessar essa tecnologia. Bolsonaro está quebrando e prejudicando os brasileiros. E recentemente tem a questão vergonhosa da compra milionária de Leite condensado em todo o ano de 2020, que poderia ter sido usada para comprar vacina que falta ou mesmo continuar pagando o auxílio emergencial para todos.”
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