30/11/2020
Conquista: Dependentes de funcionários do Bradesco terão direito a teste de Covid-19

Após cobranças do movimento sindical, o Bradesco informou que a partir de desta segunda-feira (30) até 19/12 fará testes de Covid-19 nos filhos dos seus funcionários, que são dependentes no plano de saúde. Os testes começarão a ser realizados na Cidade de Deus, em Osasco (SP), onde se localiza a matriz do banco. A expansão da iniciativa para o interior de São Paulo e demais estados será informada ao movimento sindical, assim que definido o cronograma.
“Esta era uma das reivindicações do movimento sindical. Precisamos valorizar esta conquista. Mas, vamos continuar lutando para que o banco interrompa a política de demissões em plena pandemia e, mais do que isso, que reveja as demissões já realizadas”, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes.
"Neste momento em que o país começa a enfrentar a segunda onda de Covid-19, segundo alertam os especialistas, e que vemos aumentar em todo o estado, inclusive no interior, os casos de contaminação e a ocupação de leitos em hospitais, essa conquista é muito importante. A testagem é um procedimento importante no planejamento para enfrentamento ao coronavírus. É uma recomendação da Organização Mundial da Saúde que, combinada com o isolamento social, entre outras medidas, é fundamental para proteger a população. Outro passo importante é barrar as demissões desmotivadas promovidas pelo banco. Neste período de crise sanitária e econômica, a categoria precisa da garantia de saúde, mas também de seus empregos", acrescentou o presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e região, Roberto Carlos Vicentim.
Em abril, o banco assumiu o compromisso com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Comando Nacional dos Bancários de que não demitiria funcionários durante a pandemia. Mas, no dia 28 de setembro, em desrespeito ao compromisso assumido, o banco iniciou um processo de demissões e, em menos de dois meses, já demitiu mais de 2.500 funcionários, segundo levantamentos da COE do Bradesco.
“Isso é demissão em massa em plena pandemia! Conseguimos conquistar uma séria de medidas que resguardam os bancários do contágio pelo novo coronavírus, mas as demissões estão deixando o pessoal em uma grande tensão, por medo do desemprego em plena pandemia. É uma total falta de compromisso com seus funcionários e com a sociedade de forma geral, que vê aumentar o desemprego e também as filas nas agências”, criticou a coordenadora da COE do Bradesco.
“E isso depois de o banco ter apresentado um lucro de quase R$ 13 bilhões nos primeiros nove meses do ano”, concluiu.
Campanha contra demissões
Coordenados pela Contraf-CUT, sindicatos de todo o país realizam uma campanha Nacional contra as demissões pelo Bradesco. Desde o início do processo de desligamentos deflagrado pelo banco, o Sindicato dos Bancários de Catanduva e região tem promovido diversas atividades, como manifestações nas imediações de agências, que vão desde atos públicos a panfletagens e reuniões com funcionários, para denunciar o rompimento pelo banco do compromisso firmado com os trabalhadores, a falta de responsabilidade social e a exploração com bancários e clientes. Além disso, são constantes também as manifestações nas redes sociais, com as hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite.
"O banco privado que mais lucrou na América Latina é também o que coloca pais e mães de família no olho da rua no momento em que mais precisam de seus empregos. Demitir na pandemia é maldade! Demitir gestantes e trabalhadores em tratamento de saúde é crueldade! Basta de demissões!", reforçou o presidente do Sindicato, Roberto Vicentim.
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