03/12/2025
Direção Nacional define data do Congresso da Contraf-CUT
O 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT será realizado de 27 a 29 de março, na cidade de Guarujá, em São Paulo. A decisão foi tomada durante a reunião da Direção Nacional, ocorrida na terça-feira (2), no auditório da sede da Contraf-CUT, também na capital paulista.
“Tivemos muitas realizações nessa gestão, mas também passamos momentos muito difíceis, de ataque aos bancos públicos. E, diante da reconfiguração do ramo financeiro e da reestruturação no setor bancário que estamos passando, neste congresso da Contraf se torna fundamental para nos organizarmos para enfrentarmos o próximo período de negociação, de defesa dos empregos das categorias que representamos e para avançarmos em novas conquistas”, disse a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que também é vice-presidenta da CUT Brasil.
Juvandia também ressaltou a necessidade pensar e articular a regulamentação do sistema financeiro, discutir o uso da inteligência artificial e os impactos que isso vai causar no trabalho bancário.
“Tudo isso também vai passar pela mesa de negociação e por debates que a gente já vem fazendo. Por isso, precisamos ter muita atenção e força de mobilização da categoria para conseguirmos manter nossos direitos e avançar em novos direitos na renovação da nossa Convenção Coletiva e dos ACTs. Além disso, é um ano de eleição e isso muito importante, porque dependendo do governo, as empresas públicas são atacadas, há privatizações e ataque aos direitos. Por isso, além de pensarmos nos trabalhadores das categorias que a gente representa, temos que pensar nesta questão que envolve a conjuntura de nosso país e do mundo”, completou.
“Tivemos muitas realizações nessa gestão, mas também passamos momentos muito difíceis, de ataque aos bancos públicos. E, diante da reconfiguração do ramo financeiro e da reestruturação no setor bancário que estamos passando, neste congresso da Contraf se torna fundamental para nos organizarmos para enfrentarmos o próximo período de negociação, de defesa dos empregos das categorias que representamos e para avançarmos em novas conquistas”, disse a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, que também é vice-presidenta da CUT Brasil.
Juvandia também ressaltou a necessidade pensar e articular a regulamentação do sistema financeiro, discutir o uso da inteligência artificial e os impactos que isso vai causar no trabalho bancário.
“Tudo isso também vai passar pela mesa de negociação e por debates que a gente já vem fazendo. Por isso, precisamos ter muita atenção e força de mobilização da categoria para conseguirmos manter nossos direitos e avançar em novos direitos na renovação da nossa Convenção Coletiva e dos ACTs. Além disso, é um ano de eleição e isso muito importante, porque dependendo do governo, as empresas públicas são atacadas, há privatizações e ataque aos direitos. Por isso, além de pensarmos nos trabalhadores das categorias que a gente representa, temos que pensar nesta questão que envolve a conjuntura de nosso país e do mundo”, completou.

A reunião definiu ainda a Comissão de Organização do Congresso, que será composta por:
- Adriana Nalesso, da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ);
- Ana Lucia Ramos Pinto, da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP);
- Carlos Eduardo Bezerra Marques, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste;
- Ivone Colombo, da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito (Fetec) do Centro-Norte; e
- Mauro Salles, da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Rio Grande do Sul.
Sistema da Contraf-CUT
Outro ponto debatido e aprovado foi a criação de um sistema organizações de informações bancárias e de apoio à sindicalização, o SysContraf. O novo sistema também substituirá o atual sistema de votação eletrônica utilizado pela entidade, o VotaBem. Todas as entidades filiadas terão acesso ao sistema e às informações da sua base.
Mapeamento do ramo financeiro
O economista do Dieese, Gustavo Cavarsan, apresentou dados atualizados do Mapeamento do Emprego no Ramo Financeiro, que apresenta um diagnóstico abrangente das transformações estruturais no setor financeiro brasileiro ao longo da última década e evidencia as mudanças tecnológicas, legislativas e regulatórias que vêm alterando profundamente o modelo de negócios dos bancos e, sobretudo, o perfil e a quantidade de empregos no ramo financeiro.
O estudo mostra um processo profundo de reestruturação e precarização do trabalho no setor financeiro, marcado por:
- digitalização acelerada e automação;
- fechamento massivo de agências;
- redução de empregos típicos bancários;
- terceirização e migração para plataformas e cooperativas;
- explosão das fintechs e correspondentes.
“O resultado é um setor mais pulverizado, com trabalhadores cada vez mais dispersos, terceirizados e distantes da proteção garantida historicamente pelos sindicatos e pelos acordos coletivos”, afirmou o economista do Dieese, Gustavo Cavarsan.
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